O autoconhecimento e a autocura são propostas

da vida para a próxima civilização, que já se

encontra em plena gestação.

 

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Artigos e textos diversos

 

 

ARTIGOS

 

O abraço

A morte da moralidade

Sugestões importantes do Feng Shui

Timo: a chave da energia vital

Prece intensa e/ou meditação nas

pesquisas científicas

Um dia aprendi

Maravilhosa lição de vida

Pecados capitais

É possível ser feliz!

Como é a sua relação com Deus?

As cores da compaixão

O que há por trás da depressão...

Esperança 

O poder da imaginação

Práticas para o bem-viver - Sistema energético

Práticas para o bem-viver - Revitalização do inconsciente

Por que pessoas inocentes sofrem...

O que ensina o Feng Shui

 

 

 

 

 

O ABRAÇO

 

 

Estudos têm revelado que a necessidade de ser tocado é inata no homem. O contato nos deixa mais confortáveis e em paz.

O Dr. Harold Voth, psiquiatra da Universidade de Kansas, disse: O abraço é o melhor tratamento para a depressão.

Objetivamente, ele faz com que o sistema imunológico do organismo seja ativado.

Abraçar traz nova vida para um corpo cansado e faz com que você se sinta mais jovem e mais vibrante.

No lar, um abraço todos os dias reforçará os relacionamentos e reduzirá significativamente os atritos.

Helen Colton reforça este pensamento: Quando a pessoa é tocada, a quantidade de hemoglobina no sangue aumenta significativamente. Hemoglobina é a parte do sangue que leva o suprimento vital de oxigênio para todos os órgãos do corpo, incluindo coração e cérebro.

O aumento da hemoglobina ativa todo o corpo, auxilia a prevenir doenças e acelera a recuperação do organismo, no caso de alguma enfermidade.

É interessante notar que reservamos nossos abraços para ocasiões de grande alegria, tragédias ou catástrofes.

Refugiamo-nos na segurança dos abraços alheios depois de terremotos, enchentes e acidentes.

Homens, que jamais fariam isso em outras ocasiões, se abraçam e se acariciam com entusiasmado afeto, depois de vencerem um jogo ou de realizarem um importante feito atlético.

Membros de uma família, reunidos em um enterro, encontram consolo e ternura uns nos braços dos outros, embora não tenham o hábito dessas demonstrações de afeição.

O abraço é um ato de encontro de si mesmo e do outro. Para abraçar é necessário uma atitude aberta e um sincero desejo de receber o outro.

Por isso, é fácil abraçar uma pessoa estimada e querida. Mas se torna difícil abraçar um estranho.

Sentimos dificuldade em abraçar um mendigo ou um desconhecido. E cada pessoa acaba por descobrir, em sua capacidade de abraçar, seu nível de humanização, seu grau de evolução afetiva.

É natural no ser humano o desejo de demonstrar afeição. Contudo, por alguma razão misteriosa, ligamos ternura com sentimentalidade, fraqueza e vulnerabilidade. Geralmente hesitamos tanto em abraçar quanto em deixar que nos abracem.

O abraço é uma afirmação muito humana de ser querido e de ter valor.

É bom. Não custa nada e exige pouco esforço. É saudável para quem dá e quem recebe.

*   *   *

Você tem abraçado ultimamente sua mulher, seu marido, seu pai, sua mãe, seu filho?

Você costuma abraçar os seus afetos somente em datas especiais?

Quando você encontra um amigo, costuma cumprimentá-lo simplesmente com um aperto de mão e um beijo formal?

A emoção do abraço tem uma qualidade especial. Experimente abraçar mais.

Vivemos em uma sociedade onde a grande queixa é de carência afetiva.

Que tal experimentar a terapia do abraço?

 
Redação do Momento Espírita, a partir de adaptação do texto A importância do abraço, do Prof. Jorge Luiz
Brand e Rolando Toro Araneda, Biodança, coletânea de textos.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 2, ed. Fep.
Em 05.12.2011.

 

 

 

 

 

 

A MORTE DA MORALIDADE  

Texto da jornalista Alexandra Torres


Essa semana quero usar esse espaço para fazer um desabafo. A minha profunda tristeza pela morte de algo muito importante: a moralidade.

Não venho aqui fazer apologia puritanista, não.
Não estou falando de moralidade no sentido teológico do pecado. Não é isso. Mas daquele sentimento inato que deve mover o ser humano de respeito à valores que são básicos para que se possa viver em sociedade, tais como respeito, integridade, caráter, educação, fraternidade, ética. Coisas que as pessoas se preocupavam em deixar como herança para

filhos e netos.

 

Nos últimos anos cada vez mais assistimos ao desmoronamento desses princípios considerados hoje, por uma parcela significativa da população como insignificantes, desnecessários.  E não pensem que isso se dá na classe dita "carente" apenas não. Pelo contrário! É em classes sociais ditas "instruídas" que esses conceitos estão deixando de existir.


São essas classes que estão "ditando" o que "o povo quer e gosta", desde que esse querer e gostar signifique milhares de reais a mais na sua conta bancária ao final do mês. Não interessa que o "produto" que eu vou oferecer à massa hipnotizada pelos clamores do sexo, do álcool e das drogas seja cada vez mais alucinógeno e danoso. Não. O que importa é que eu consiga manipular multidões que, levadas pelos extintos mais primários do ser humano, se animalizam e se pervertem em níveis cada vez maiores chegando até ao deterioramento moral e físico.

E o pior, a grande massa não percebe isso.
Pior, a grande massa também é composta por pessoas ditas "intelectuais e instruídas" que dependentes de seus instintos não conseguem pensar como seres humanos que são, deixando-se levar pelo chamado "cérebro reptiliano", nossa ligação com o primitivismo do qual todos nós viemos e, pasmem, alguns ainda fazem questão de se manter.

É lamentável vermos uma sociedade onde os pais estão ensinando aos filhos a se avaliarem pelo que tem de posses e não de qualidades morais. Adolescentes que estão enlouquecendo pela busca do "corpo perfeito", na paranóia de serem cada vez mais sensuais em suas fotinhas de facebook, orkut. Rapazes que confundem masculinidade com "beber até cair" numa pseudo demonstração de força aos seus "amigos" tão equivocados como eles. Ver pais de família se endividando e se digladiando como "urubus em cima do pedaço de carniça à beira da estrada", brigando por equipamentos que não precisam, simplesmente porque "estava em promoção", numa cena animalesca e deprimente.

E quem está insinuando e cultivando isso na mente da massa?
Aquilo que nós chamamos de veículos de comunicação. Mídias.
Nome bonito. Com missão grandiosa. Porém, com utilização perniciosa de uns tempos para cá.

E que me perdoem os colegas de trabalho ou a quem mais minhas sinceras e, porque não dizer, angustiadas palavras doerem e incomodarem, mas o fato é que somos também responsáveis pela queda do padrão moral de nossa sociedade.

Há 12 anos, aquela que é considerada a grande rede de comunicação desse país coloca no ar um programa com tudo aquilo que existe de mais deprimente, medíocre e baixo na televisão brasileira. Neste CAMPEÃO DE AUDIÊNCIA os grandes heróis e heroínas são criaturas vazias, agressivas, maldosas, maledicentes, fúteis que usam de todas as artimanhas para ganhar R$ 1 milhão.


Este campeão de audiência diz à você há 12 anos que passe a prestar atenção na vida do outro, na intimidade do outro, no que o outro está fazendo, inclusive nas relações sexuais do outro. Enquanto você não olha para o que de fato importa: pra você e para o que estás fazendo com a tua própria vida.

Festas afrodisíacas, corpos sarados, mulheres gostosas são vendidos como a realidade da nossa sociedade, como se vida fosse apenas isso: comer, beber, transar e sacanear com o seu parceiro.

Há alguns anos, e não precisa ir muito longe não, observar a intimidade de um casal era considerado um crime. Quem praticava o voyerismo, como é chamado, era considerado uma pessoa desvios sexuais, alguém que precisava de tratamento.

Hoje, milhares de jovens e adultos PAGAM, eu disse PAGAM tranquilamente um canal de assinatura na net para DAR UMA ESPIADINHA no que os "brothers" estão fazendo quando saem do ar. E aqui, nesse grupo que vara a madrugada brechando o que é feito na CASA MAIS OBSERVADA DO BRASIL, como os seus maravilhosos criadores a definem, estão pais e mães de famílias, profissionais liberais, educadores, pessoas da lei e da justiça. Todos nivelando-se pelo que possuem de mais primitivo: o instinto animal.

Essa semana, a 12ª edição do CAMPEÃO DE AUDIÊNCIA marcou 80% o Ibope. Sabe por quê? Porque todo mundo queria saber se havia ou não ocorrido um dos crimes mais bárbaros que um ser humano pode cometer a outro: ESTUPRO.

O assunto correu as redes sociais, a mídia em geral.
O vilão? Um modelo. A vítima? Uma moça embriagada. O local? O quarto da CASA MAIS OBSERVADA DO BRASIL.

O assunto é alvo de polêmica, claro. Afinal, uma moça supostamente foi estuprada em frente às câmeras assistidas por milhares de pessoas. Mas, quantas não torceram para saber se ela acordaria ou não? Quantos, de fato, se surpreenderam com o que viam e ligaram para a polícia? Quantos acham que aquilo é um jogo de cena para ganhar ibope?

E ai, a grande rede de televisão pensa em como resolver o assunto. Primeiro: vamos tirar o vídeo do ar já que agora rolou polícia. Segundo: vamos faturar em cima dando ibope, ou seja, colocando o modelo NO PAREDÃO e o eliminando do programa. Resolvido então o problema.

NÃO. O problema não está resolvido porque o local que permite e incentiva que esse tipo de coisa aconteça continua no ar, incólume, intocável.

Fico me perguntando se as diversas mocinhas e mocinhos que assistem e comentam tão nobre programa gostariam de estar no lugar desses dois jovens que estão com as vidas manchadas por uma "diversão" onde tudo vale. Gostaria de saber se os pais e mães desse país que assistem e fazem questão de deixar os filhos na sala assistindo tão nobre produção televisiva e que comentam na frente deles os "babados dos brothers", gostariam de ver seus filhos numa situação similar ou, ainda, ter a sua intimidade de casal invadida pelos vizinhos que ficassem "brechando" pela janela ou pelo telhado para "dar uma espiadinha no quarto do lado".

Está na hora da sociedade, aquela parcela que ainda busca ter algum princípio de respeito por si próprio e pelo que lhe cerca, tomar uma atitude para dar um basta nesse assassinato de tudo que existe de mais sagrado na vida; conceitos morais divinos de respeito a si e ao seu próximo, antes que tenhamos mais pais e mães tendo que chorar pela derrocada de si mesmos e de seus filhos "hipnotizados" pelo ganho do dinheiro fácil, bastando apenas ser medíocre para se alcançar o que deseja.

Esta na hora do boicote a empresas que patrocinem esse tipo de programa, porque sem dinheiro "deixa de haver campeão de audiência". De desligar os aparelhos de televisão durante o horário em que programas como esses são transmitidos.

Está na hora dos cidadãos de bem saírem do comodismo e passarem a atuar, de fato, na sociedade.

Está na hora da gente começar a ser aquilo que exigimos dos outros: coerentes.

 

 

 

 

Sugestões importantes do Feng Shui
 
A bagunça é inimiga da prosperidade. Ninguém está livre da desorganização. A bagunça forma-se sem que se perceba e nem sempre é visível. A sala parece em ordem, a cozinha também, mas basta abrir os armários para ver que estão cheios de inutilidades.
 
De acordo com o FENG SHUI INTERIOR (uma corrente do Feng Shui que mistura aspectos psicológicos dos moradores com conceitos da tradicional técnica chinesa de harmonização de ambientes):
   
BAGUNÇA PROVOCA:
- cansaço e imobilidade
- faz as pessoas viverem no passado
- engorda
- confunde
- deprime
- tira o foco de coisas importantes
- atrasa a vida e
- atrapalha relacionamentos
 
 
Para evitar tudo isso fique atento às
 
OITO REGRAS PARA DOMAR A BAGUNÇA:
1. Jogue fora o jornal de anteontem.
2. Somente coloque uma coisa nova em casa quando se livrar de uma velha.
3. Tenha cestos de lixo espalhados nos ambientes, use-os e limpe-os diariamente.
4. Guarde coisas semelhantes juntas; arrume roupas no armário de acordo com a cor e fique só com as que utiliza mesmo.
5. Toda sexta-feira é dia de jogar papel fora.
6. Todo dia 30, por exemplo, faça limpeza geral e use caixas de papelão marcadas:
* LIXO
* CONSERTOS
* RECICLAGEM
* EM DÚVIDA
* PRESENTES
* DOAÇÃO...
Após enchê-las, se livre de tudo !!!
7. Organize devagar, comece por gavetas e armários e depois escolha um cômodo, faça tudo no seu ritmo e observe as mudanças acontecendo na sua vida.
 
8. Veja uma lista de atitudes pessoais capazes de esgotar as nossas energias.
 
(Conheça cada uma dessas ações para evitar a 'crise energética pessoal')
   
1. Maus hábitos, falta de cuidado com o corpo
 
Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano.
 
A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.
 
 
2. Pensamentos obsessivos
 
Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso.
 
Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico.
 
Quem não tem domínio sobre seus pensamentos torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos.
 
Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à qualidade deles.
 
Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.
 
 
3. Sentimentos tóxicos
 
Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos.
 
Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas.
 
Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos.
 
Medo e culpa também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida.
 
Por outro lado, os sentimentos positivos, 'como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.
 
  
4. Fugir do presente
 
As energias são colocadas onde a atenção é focada.
 
O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: 'bons tempos aqueles!', costumam dizer.
 
Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto àqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado.
 
Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente.
 
E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.
    
5. Falta de perdão
 
Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas.
 
Libertar o que aconteceu e olhar para frente.
 
Quanto mais perdoamos,menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado.
 
Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade.
 
Quem não sabe perdoar os outros e a si mesmo, fica 'energeticamente obeso', carregando fardos passados.
   
 
6. Mentira pessoal
 
Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta.
 
Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual.
 
Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.
   
7. Viver a vida do outro
 
Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade.
 
Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega.
 
Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas 'e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida.
 
O único prêmio, nesse caso, é a frustração.
   
 
8. Bagunça e projetos inacabados
 
A bagunça afeta muito as pessoas, causando confusão mental e emocional.
 
Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo.
 
À medida que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração.
 
Pode não resolver o problema, mas dá alívio.
 
Não terminar as tarefas é outro 'escape' de energia.
 
Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe 'diz' inconscientemente:
 
'Você não me terminou ! Você não me terminou !'
 
Isso gasta uma energia tremenda.
 
Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho.
 
O importante é tomar uma atitude.
 
O desenvolvimento do autoconhecimento, da disciplina e da terminação fará com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.
   
9. Afastamento da natureza
 
A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas.
 
O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia.
 
A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o 'vampirismo energético'
(*), onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.
 
Vamos tentar melhorar nossa energia pessoal.
 
Atitudes erradas jogam energia pessoal no lixo.
Posicionar os móveis de maneira correta, usar espelhos para proteger a entrada da casa, colocar sinos de vento para elevar a energia ou ter fontes d'água para acalmar o ambiente, são medidas que se tornarão ineficientes se quem vive neste espaço não cuidar da própria energia.
Portanto, os efeitos positivos da aplicação do Feng Shui nos ambientes estão diretamente relacionados à contenção da perda de energia das pessoas que moram ou trabalham no local.
O ambiente faz a pessoa, e vice-versa.
 
A perda de energia pessoal pode ser manifestada de várias formas, tais como:
 
- a falha de memória (o famoso 'branco')
- o cansaço físico (o sono deixa se ser reparador)
- a ocorrência de doenças degenerativas e psicossomáticas
- a prosperidade e a satisfação diminuem (os talentos não se manifestam mais, por falta de energia)
- o magnetismo pessoal desaparece
- o medo constante de que o outro o prejudique
(*)(aumentando a competição, o individualismo e a agressividade, falta proteção contra as energias negativas e aumenta o risco de sofrer com o 'vampirismo energético')

 

 

 

 

 

Timo: a chave da energia vital
 

Fonte: Sonia Hirsch - Jornalista e pesquisadora naturista.

No meio do peito, bem atrás do osso onde a gente toca quando diz "eu", fica uma pequena glândula chamada timo. Seu nome em grego, thýmos significa: energia vital. Precisa dizer mais? Precisa, porque o timo continua sendo um ilustre desconhecido. Ele cresce quando estamos contentes, encolhe pela metade quando estressamos e mais ainda quando adoecemos. Essa característica iludiu durante muito tempo a medicina, que só conhecia através de autópsias e sempre o encontrava encolhidinho. Supunha-se que atrofiava e parava de trabalhar na adolescência, tanto que durante décadas os médicos americanos bombardeavam timos adultos perfeitamente saudáveis com megadoses de raios X achando que seu "tamanho anormal" poderiam causar problemas.Mais tarde a ciência demonstrou que, mesmo encolhendo após a infância, continua totalmente ativo; é um dos pilares do sistema imunológico, junto com as glândulas adrenais e a espinha dorsal, e está diretamente ligado aos sentidos, à consciência e à linguagem. Como uma central telefônica por onde passam todas as ligações, faz conexões para fora e para dentro. Se somos invadidos por micróbios ou toxinas, reage produzindo células de defesa na mesma hora.Mas também é muito sensível a imagens, cores, luzes, cheiros, sabores, gestos, toques, sons, palavras, pensamentos.Amor e ódio o afetam profundamente. Idéias negativas têm mais poder sobre ele do que vírus ou bactérias. Já que não existem em forma concreta, o timo fica tentando reagir e enfraquece, abrindo brechas para sintomas de baixa imunidade, como herpes.Em compensação, idéias positivas conseguem dele uma ativação geral em todos os poderes, lembrando a fé que remove montanhas.O teste do pensamentoUm teste simples pode demonstrar essa conexão. Feche os dedos polegar e indicador na posição de ok, aperte com força e peça para alguém tentar abri-los enquanto você pensa "estou feliz". Depois repita pensando "estou infeliz". A maioria das pessoas conserva a força nos dedos com a idéia feliz e enfraquece quando pensa infeliz. (Substitua os pensamentos por uma bela sopa de legumes ou um lindo sorvete de chocolate para ver o que acontece...)Esse mesmo teste serve para lidar com situações bem mais complexas.Por exemplo, quando o médico precisa de um diagnóstico diferencial, seu paciente tem sintomas no fígado que tanto podem significar câncer quanto abscessos causados por amebas. Usando lâminas com amostras, ou mesmo representações gráficas de uma e outra hipótese, testa a força muscular do paciente quando em contato com elas e chega ao resultado.As reações são consideradas respostas do timo e o método, que tem sido demonstrado em congressos científicos ao redor do mundo, já é ensinado na Universidade de São Paulo (USP) a médicos acupunturistas.O detalhe curioso é que o timo fica encostadinho no coração, que acaba ganhando todos os créditos em relação a sentimentos, emoções, decisões, jeito de falar, jeito de escutar, estado de espírito... "Fiquei de coração apertadinho", por exemplo, revela uma situação real do timo, que só por reflexo envolve o coração.O próprio chacra cardíaco, fonte energética de união e compaixão, tem mais a ver com o timo do que com o coração - e é nesse chacra que, segundo os ensinamentos budistas, se dá a passagem do estágio animal para o estágio humano."Lindo!", você pode estar pensando, "mas e daí?". Daí que, se você quiser, pode exercitar o timo para aumentar sua produção de bem estar e felicidade.Como? Pela manhã, ao levantar, ou à noite, antes de dormir.1. Fique de pé, os joelhos levemente dobrados. A distância entre os pés deve ser a mesma dos ombros. Ponha o peso do corpo sobre os dedos e não sobre o calcanhar, e mantenha toda a musculatura bem relaxada.2. Feche qualquer uma das mãos e comece a dar pancadinhas contínuas com os nós dos dedos no centro do peito, marcando o ritmo assim: uma forte e duas fracas. Continue entre três e cinco minutos, respirando calmamente, enquanto observa a vibração produzida em toda a região torácica. O exercício estará atraindo sangue e energia para o timo, fazendo-o crescer em vitalidade e beneficiando também pulmões, coração, brônquios e garganta. Ou seja, enchendo o peito de algo que já era seu e só estava esperando um olhar de reconhecimento para se transformar em coragem, calma, nutrição emocional, abraço.Ótimo, Intimo, Cheio de estímulo. Bendito Timo.
Buscar o equilíbrio e o alinhamento entre os corpos: emocional, afetivo e físico é uma das tarefas na arte de viver bem. Cuidar do corpo e do espírito como disse o médico Jesus é o segredo da eterna vida saudável. Muitos desses cuidados alinhavamos em nosso livro: “Saúde ou doença: a escolha é sua”. Nos cuidados com o corpo basta o básico: pouca comida e saudável; muita água; usar o corpo é básico – quem não tiver oportunidade de trabalho corporal deve usar o esporte ou exercícios; respirar de forma correta é vital; respeitar os ritmos da vida – tipo luz e escuridão no dormir e no acordar; interagir o corpo com a Terra – muitas pessoas vivem em cima de sola de borracha ou plástico o dia todo.
Quanto aos cuidados com o espírito também basta o básico: a mente deve estar exercitada para conviver em harmonia com os sentim
entos; na vida de relações – só faça aos outros; o que gostaria que lhe fosse feito. Resumindo seja útil e feliz...
Claro que não basta decretar que sou feliz; é preciso primeiro o diagnóstico correto de mim mesmo como um todo (autoconhecimento); a participação ou ajuda externa (recursos complementares como terapia); na arte da cura recomendo além do que todos já conhecem (nada a ver com remédios): o xamanismo que ajusta e alinha os corpos mental, emocional e claro que harmoniza o físico; sem dúvida que o timo agradece.
Para finalizar este bate papo: O que o amigo está fazendo com sua saúde? Se estiver doente, quer a cura para que? Que utilidade dará a ela?
Abraço grande e apertado (uma forma de cura).

 

 

 

 

Prece intensa e/ou meditação nas

pesquisas científicas

Gareth Cook

 

Em um laboratório tranqüilo, Andrew Newberg tira fotografias do que os fiéis chamam de presença de Deus. O jovem neurologista convida budistas e freiras franciscanas a meditarem e orarem em uma sala fechada. Depois, no momento da mais alta devoção, ele injeta um marcador que viaja até o cérebro e revela sua atividade no momento da transcendência. Um padrão emergiu das experiências de Newberg: Existe uma pequena região, próxima à parte posterior do cérebro, que calcula constantemente a orientação espacial da pessoa, dando uma idéia de onde o corpo da pessoa termina e o resto do mundo começa.
         Durante prece intensa ou meditação, essa região torna-se um oásis tranqüilo de inatividade, por razões ainda inteiramente desconhecidas. Esse fato poderia explicar a comunhão espiritual de ausência de limites, sentida pelos religiosos ao longo das eras.

"Ela embaça a relação entre o eu e o outro", disse Newberg. O neurologista é professor assistente da Universidade de Pensilvânia e seu trabalho foi publicado na edição de 10 de abril da revista   Psychiatry Research: Neuroimaging. "Se forem longe o bastante, os praticantes têm uma dissolução completa do eu, uma sensação  de união, de espaço infinito". Newberg e outros cientistas estão descobrindo que as diversas tradições de devoção humanas têm uma realidade biológica poderosa. Durante intensa meditação ou prece, tanto o cérebro quanto o corpo experimentam mudanças ainda pouco compreendidas, que poderiam trazer nova compreensão da experiência religiosa e, talvez um dia, até fornecer dicas para se viver com mais saúde e plenitude. Segundo os cientistas, o novo campo de estudo já forneceu evidências de que esses estados meditativos -que dependem do desligamento dos sentidos e de repetição de palavras, frases ou movimentos- são uma parte natural do cérebro. E que os humanos  são, em certo sentido, seres inerentemente espirituais.

"A prece é o meio que o cérebro moderno tem para se conectar  com estados de consciência ancestrais poderosos", disse Gregg Jacobs, professor assistente de psiquiatria na Escola de Medicina de Harvard, que publicou diversos estudos sobre como as ondas cerebrais se modificam durante a meditação. Com os estados meditativos, as pessoas parecem desligar o que Gregg chama de "conversa interior" do cérebro superior, consciente.
Durante a meditação, os pesquisadores observaram aumento na atividade das ondas cerebrais "teta", um tipo que se move lentamente e que inibe outras atividades do cérebro. Com base em uma análise preliminar de dados recentes, Gregg disse que observou atividade teta inibidora saindo de uma área do cérebro, chamada de lobo parietal, que contém o oásis tranqüilo da prece. Eventualmente, os pesquisadores esperam poder identificar um centro biológico comum nas muitas variedades mundiais de adoração.
No entanto, na medida em que os cientistas adotam tecnologia cada vez mais sofisticada para o estudo da religião, muitos advertem que esses primeiros vislumbres de território misterioso não devem ser excessivamente interpretados. "O que quer que possamos aprender sobre esses estados será uma grande vantagem para nós", disse Lawrence E. Sullivan, diretor do Centro de Estudos das Religiões Mundiais de Harvard.

Há o perigo, entretanto, "de que nossa tecnologia e conclusões não se igualem à riqueza e complexidade da religião". A própria prece é espetacular em sua diversidade, disse Sullivan, citando a tradição Taoista de meditação profunda, na qual os  praticantes imaginam seu próprio nascimento, e os cânticos e danças rituais de um povo que habita uma região próxima ao rio Orinoco, da Venezuela, quando os adolescentes atingem estado de transe estático e depois morrem metaforicamente. Nos anos 1970, alguns pesquisadores começaram a estudar seriamente o valor terapêutico da religião. Herbert Benson, presidente do Instituto Corpo/Mente afiliado à Universidade de Harvard, cunhou a expressão "resposta de relaxamento", para descrever as mudanças psicológicas saudáveis nas pessoas que seguiam práticas meditativas orientais. Recentemente, no entanto, os pesquisadores também passaram a considerar práticas de prece ocidentais similarmente intensas. No ano passado, os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) anunciaram que estariam financiando um ensaio clínico na Universidade Johns Hopkins para estudar os efeitos de longas sessões de oração de um grupo de mulheres afro-americanas com câncer de mama -o primeiro estudo desse tipo em toda a história. Uma das mais impressionantes descobertas aconteceu em 1997, quando uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego descobriu o que chamaram de "módulo Deus", no cérebro. Eles estudaram pacientes que sofriam de uma forma de epilepsia que afeta o lobo temporal do cérebro. Esses pacientes têm experiências profundamente religiosas durante os acessos e depois ficam fascinados com assuntos místicos.

Os pesquisadores, chefiados por Vilayanur Ramachandran, disseram que os acessos fortaleciam uma porção do cérebro que responde a palavras religiosas, implicando que o sentimento religioso é parte da arquitetura cerebral. Newberg, da Pensilvânia, que é autor de um livro lançado este mês chamado "Why God Won't Go Away" (por que Deus não irá embora), disse que o mistério da experiência religiosa era inerentemente difícil de ser resolvido em laboratório, especialmente com um scanner de cérebro barulhento funcionando. Sua estratégia, no entanto, tem sido usar uma técnica chamada Spect, que usa um marcador que se fixa no padrão de atividade cerebral ao ser injetado, mas pode ser observado depois, com o scanner. Newberg já discutiu suas descobertas em conferências científicas, mas somente os resultados com budistas foram publicados. Ninguém sabe ainda, entretanto, porque o cérebro tem essa habilidade milagrosa de atingir outros tipos de estados de consciência, simplesmente voltando-se para dentro, aquietando-se, concentrando-se em uma imagem trêmula e repetindo uma frase sagrada.

Algumas pessoas interpretarão os resultados da pesquisa como evidência de que Deus é um produto do cérebro, enquanto outras dirão que são evidência de que o cérebro é um produto de algum poder maior -que, como diz Benson, " talvez Deus nos tenha dado o mecanismo para entender e sentir Deus de determinada forma".

Tradução: Deborah Weinberg
        THE BOSTON GLOBE

 

 

 

Um dia aprendi
Irene Nousiainen

08/04/2008

 Nas idas e vindas desta vida,

sempre crente de que Deus em tudo coloca sua vida,

venho aprendendo muitas coisas.

Neste caminhar até aqui,

dentre outras, aprendi que,

por pior que seja um problema ou uma situação,

 o tempo em tudo dá um jeito

seja de que jeito for.

Aprendi que não há como fugir de momentos difíceis,

mas que tenho um grande poder:

o poder de escolher.

E assim, posso escolher a melhor saída para aquele momento.

Aprendi que na vida, nada é eterno,

nem de bom nem de ruim.

Graças a Deus!

Assim, as tempestades passam – e esse é um grande consolo!

Mas também os dias de sol se vão

e o segredo é saber usufruir deles o máximo.

Aprendi que na vida o meio do caminho é a mais sábia escolha.

Quando escolho ir mais à margem

é quando quero conhecer um pouco mais do desconhecido,

crescer com isso.

Mas, sempre com o cuidado comigo mesma

de quem guia o outro com atenção, zelo e bondade.

Aprendi, também, que existem pessoas más, sim.

Infelizmente!

E que com estas não podemos nos relacionar

com a mesma imparcialidade, linguagem e entrega

que dedicamos a quem confiamos,

porque os limites precisam ser claros.

Aprendi que sonhos são importantes:

eles são a bússola de nossas vidas!

Aprendi, também, que família é o alimento primordial

de nossas vidas.

Mas, que nem todas as pessoas sabem disso.

Aprendi que amigos têm que ser poucos mesmo,

porque quanto melhor a qualidade da relação, no cuidado,

atenção e afeto, mais profunda é a amizade.

Aprendi que passado e futuro são muito importantes,

porque eles nos dão cada vez mais a possibilidade

da melhor escolha.

Mas, que o presente é que escreve a nossa história.

Aprendi que sensibilidade é uma qualidade melhor que a racionalidade, porque permite a intuição e uma visão mais

ampliada e profunda da vida.

E que pessoas sensíveis sofrem mais,

porque no mundo ainda prevalece a racionalidade.

Aprendi que o importante na vida é ser humano

com qualidade e participar da grandiosidade da

vida além da esfera do humano,

porque antes de sermos humanos,

somos seres viventes, compartilhando

 com outros seres viventes a

possibilidade de viver.

 

 

 

 

Maravilhosa lição de vida

 

 

 

Rita Levi Montalcini!

Prêmio Nobel de Medicina.

Que possa nos servir de inspiração.

A Dra. Rita Levi, que tem 98 anos recebeu o Prêmio Nobel de Medicina há 21 anos, quando tinha 77 !!!
Rita Levi Montalcini , nasceu em Turín, Itália em 1909 e obteve o titulo de Medicina na especialidade de Neurocirurgia. Por causa de sua ascendência judia se viu obrigada a deixar a Itália, um pouco antes do começo da II Guerra Mundial.
Emigrou para os Estados Unidos onde trabalhou no Laboratório Victor Hambueger, do Instituto de Zoologia da Universidade de Washington de San Louis. Seus trabalhos junto com Stanley Cohen serviram para descobrir que as células só começam a se reproduzir quando recebem a ordem para isso, ordem que é transmitida por umas substâncias chamadas fatores do crescimento. Obteve o Prêmio Nobel de Fisiologia no ano 1986, que compartilhou com Stanley Cohen. http://it.wikipedia.org/wiki/Rita_Levi-Montalcini#Biografia


ENTREVISTA
- Como vai celebrar seus 100 anos?
- Ah, não sei se viverei até lá, e, além disso, não gosto de celebrações. No que eu estou interessada e gosto é do que faço cada dia.!
- E o que você faz?
- Trabalho para dar uma bolsa de estudos para as meninas africanas para que estudem e prosperem ..Elas e seus paises. E continuo investigando, continuo pensando.
- Não vai se aposentar?
- Jamais! Aposentar-se é destruir cérebros! Muita gente se aposenta e se abandona... E isso mata seu cérebro. E adoece.
- E como está seu cérebro?
- Igual a quando eu tinha 20 anos! Não noto diferença em ilusões nem em capacidade. Amanhã vôo para um congresso médico.
- Mas terá algum limite genético ?
- Não. Meu cérebro vai ter um século..., mas não conhece a senilidade..O corpo se enruga, não posso evitar, mas não o cérebro!
- Como você faz isso?
- Possuímos grande plasticidade neural: ainda quando morrem neurônios, os que restam se reorganizam para manter as mesmas funções, mas para isso é conveniente estimulá-los!
- Ajude-me a fazê-lo.
- Mantenha seu cérebro com ilusões, ativo, faça ele trabalhar e ele nunca se degenera .

- E viverei mais anos?
- Viverá melhor os anos que vive, é isso o interessante. A chave é
manter curiosidades, empenho, ter paixões....

- A sua foi a investigação cientifica?
- Sim e segue sendo.
- Descobriu como crescem e se renovam as células do sistema nervoso...
- Sim, em 1942 : dei o nome de Nerve Growth Factor (NGF, fator do crescimento ner-
voso), e durante quase meio século houve dúvidas, até que foi reconhecida sua validade, e em 1986, me deram o prêmio por isso.
- Como foi que uma garota italiana dos anos vinte converteu-se em neurocientista?
- Desde menina tive o empenho de estudar. Meu pai queria me casar bem, que fosse uma boa esposa, boa mãe... E eu não quis. Fui firme e confessei que queria estudar.
- Seu pai ficou magoado?
- Sim, mas eu não tive uma infância feliz : sentia-me feia, tonta e pouca coisa..Meus irmãos maiores eram muito brilhantes e eu me sentia tão inferior...
- Vejo que isso foi um estimulo...
- Meu estimulo foi também o exemplo do médico Albert Schweitzer, que estava em África para ajudar com a lepra. Desejava ajudar aos que sofrem , isso era meu grande sonho...!
- E você o tem feito... com sua ciência.
- E, hoje, ajudando as meninas da África para que estudem. Lutamos contra a enfermidade, a opressão da mulher nos paises islâmicos, por exemplo, além de outras coisas...!
- A religião freia o desenvolvimento cognitivo?
- A religião marginaliza muitas vezes a mulher perante o homem, afastando-a do desenvolvimento cognitivo, mas algumas religiões estão tentando corrigir essa posição.
- Existem diferencias entre os cérebros do homem e da mulher?
- Só nas funções cerebrais relacionadas com as emoções, vinculadas ao sistema endócrino. Mas quanto às funções cognitivas, não há diferença alguma.
- Por que ainda existem poucas cientistas?
- Não é assim! Muitos descobrimentos científicos, atribuídos a homens, realmente foram feitos por suas irmãs, esposas e filhas.
- É verdade?
- A inteligência feminina não era admitida e era deixada na sombra. Hoje, felizmente, há mais mulheres que homens na investigação cientifica: as herdeiras de Hipatia!
- A sábia Alexandrina do século IV...
- Já não vamos acabar assassinadas nas ruas pelos monges cristãos misóginos, como ela. Claro, o mundo tem melhorado algo...
- Ninguém tem tentado assassinar a você...
- Durante o fascismo, Mussolini quis imitar o Hitler na perseguição dos judeus..e tive que me ocultar por um tempo. Mas não deixei de investigar : tinha meu laboratório em meu quarto...E descobri a apoptose, que é a morte programada das células!
- Por que há uma alta porcentagem de judeus entre cientistas e intelectuais?
- A exclusão estimula entre os judeus os trabalhos intelectivos e intelectuais: podem proibir tudo, mas não que pensem! E é verdade que há muitos judeus entre os prêmios Nobel...
- Como você explica a loucura nazista?
- Hitler e Mussolini souberam como falar ao povo, onde sempre prevalece o cérebro emocional por cima do neocortical, o intelectual. Conduziram emoções, não razões!
- Isto está acontecendo agora?
- Por que você acha que em muitas escolas nos Estados Unidos é ensinado o creacionismo e não o evolucionismo?
- A ideologia é emoção, é sem razão?
- A razão é filha da imperfeição. Nos invertebrados tudo está programado: são perfeitos. Nós não. E, ao sermos imperfeitos, temos recorrido à razão, aos valores éticos : discernir entre o bem e o mal é o mais alto grau da evolução darwiniana!
- Você nunca se casou ou teve filhos?
- Não. Entrei no campo do sistema nervoso e fiquei tão fascinada pela sua beleza que decidi dedicar todo meu tempo, minha vida!
- Lograremos um dia curar o Alzheimer, o Parkinson, a demência senil?
- Curar...O que vamos lograr será frear, atrasar, minimizar todas essas enfermidades.
- Qual é hoje seu grande sonho?
- Que um dia logremos utilizar ao máximo a capacidade cognitiva de nossos cérebros.
- Quando deixou de sentir se feia?
- Ainda estou consciente de minhas limitações!
- Que tem sido o melhor da sua vida?
- Ajudar aos demais.
- O que você faria hoje se tivesse 20 anos?

- Mas eu já estou fazendo!!!!

 

 

 

Pecados capitais

Frei Betto

 

Todos os pecados capitais, sem exceção, são tidos como virtudes nessa sociedade neoliberal corroída pelo afã consumista.

A inveja é estimulada no anúncio da moça que, agora, possui um carro melhor do que o de seu vizinho. A avareza é o mote das cadernetas de poupança. A cobiça inspira todas as peças publicitárias, do Carnaval a bordo no Caribe ao tênis de grife das crianças. O orgulho é sinal de sucesso dos executivos bem sucedidos, que possuem lindas secretárias e planos de saúde eterna. A preguiça fica por conta das confortáveis sandálias que nos fazem relaxar, cercados de afeto, numa lancha ao Sol. A luxúria é marca registrada da maioria dos clipes publicitários, em que jovens esbeltos e garotas esculturais desfrutam uma vida saudável e feliz ao consumirem bebidas, cigarros, roupas e cosméticos. Enfim, a gula subverte a alimentação infantil na forma de chocolates, refrescos, biscoitos e margarinas, induzindo-nos a crer que sabores são prenúncios de amores.

Há nas tradições religiosas uma sabedoria de vida. Despidos de preconceitos, se refletirmos bem sobre os sete pecados capitais veremos que cada um deles se refere a uma tendência egoísta que traz frustração e infelicidade.

A cobiça nos faz reféns do mercado e dos modismos, atraindo-nos ao buraco negro de irregularidades que, miragens no deserto, nos prometem dinheiro fácil e status de Primeiro Mundo. A avareza ensina a acumular dinheiro mesmo quando ele precisaria ser investido na melhoria de nossa qualidade de vida. Rendimentos passam a ser mais importantes que investimentos, como o caramujo que, por carregar a casa nas costas, se arrasta lento pela vida. A luxúria nasce nos olhos, agita a mente e perturba o coração. O objeto do desejo aliena do amor enquanto projeto, aprisionando- nos no jogo narcísico da sedução. A gula aumenta o colesterol, deforma o corpo e entristece o espírito. O orgulho é a terrível consciência de que queremos parecer o que não somos e, cheios de empáfia, nossa alma trafega apoiada em frágeis muletas. A preguiça traz incapacidade e atiça os devaneios, induzindo a trocar a realidade pela fantasia. A inveja é o espelho de nossa covardia em ser do tamanho que somos, nem maiores nem menores.

O fato é que há um conflito entre o princípio nº 1 da sociedade em que vivemos - ganhar dinheiro - e os valores que sedimentam a existência. Por que a ambição de uma viagem ao exterior não se reflete também no desejo de viajar para dentro de si mesmo? Mundo desconhecido, esse que trazemos no espírito. Mas, como turistas ocasionais, ficamos sem saber qual "agência" pode nos assegurar uma viagem de melhor proveito: a Igreja católica ou o budismo? O candomblé ou o espiritismo?

Deus é mais íntimo a nós do que nós a nós mesmos. Recolher-se ao silêncio interior é sempre um excelente ponto de partida. Para quem nunca fez essa viagem, a partida assusta, porque não nos é dado o roteiro, e a paisagem exterior tenta-nos a abandonar o trem. Se controlarmos "a louca da casa", a imaginação, logo o silêncio interior se faz voz. Então, somos apresentados ao nosso verdadeiro eu, que nos impele ao nós. E experimentamos inefável felicidade.

 

Fonte: ADITAL

 

 

 

É possível ser feliz!

 Emerson Aguiar - escritor e filósofo

http://www.jornalonorte.com.br/colunas/?1755

 

Todd Solomoz dirigiu "Happiness" em 1998. No filme, ele mostra a mediocridade da vida de um punhado de pessoas que protagonizam situações dramáticas, nauseantes e patéticas. Foi muito premiado. Toronto, San Sebastian e Cannes, foram alguns dos troféus.

Na tragicomédia de Solomoz, cada personagem toca a vida do outro, desenhando quadros de tragédia, crime, tédio, indiferença, ingenuidade e perversão. Nos bônus do DVD, perguntam ao diretor de onde retirava tais histórias. Ele respondeu: "Da vida".

Só que a vida não precisa ser assim!

Algumas pessoas ficam furiosas quando falamos de felicidade. Porque crêem que a felicidade é impossível. Um escritor australiano chamado Andrew Matews escreveu um livro formidável: "Seja feliz!" E foi bastante desaconselhado a publicá-lo. Os editores que o viram disseram que era um tema para psicólogos. Ele não tem tal formação, é um desenhista, mas insistiu em publicá-lo. Vendeu dezenas de milhões de exemplares pelo mundo afora, pela simples razão de que não é uma formação burocrática que confere o conhecimento sobre um assunto. O livro de Matews é excelente. Aliás, os livros. Eu os li todos.

A tentação de ser infeliz porque os outros o são é muito grande. Muita gente cede a ela. Mas devemos resistir. Nich Nath Han, um monge vietnamita que vive na França, disse que é terrível que existam tantas crianças morrendo de fome e em guerras ao redor do mundo, e que devemos nos esforçar para mudar isso. Contudo, acima de toda dor, devemos nos lembrar sempre que a flor que desabrochou hoje, em nosso jardim, é um milagre!

A maior felicidade é ser útil, mas ninguém é útil sendo um infeliz. Por tudo isso, o tema sempre me interessou. Devo ter lido uns bons 50 livros específicos sobre o assunto. Nenhum deles de psicólogo algum. Alguns do Dalai Lama, outros de filósofos estóicos como Epiteto e Sêneca, outros ainda de Jiddu Krishnamurti.

Quando meu amigo Gilberto Cabeggi me enviou um exemplar do seu livro "Todo dia é dia de ser feliz" para que eu o comentasse, não sabia do meu interesse e pesquisa sobre a felicidade. Ele também não é psicólogo. É engenheiro civil com especialização em Análise de Sistemas. Mora no arquipélago japonês e é editor de um jornal eletrônico chamado Papo Legal, WWW.papolegal.net. Sempre estamos em contato. Eu na Europa, ele na Ásia. Há um autor aqui na Espanha que também escreve sobre este tema. É Jorge Bucay. Seus textos são claros e encantadores, como os de Gilberto. Bucay tampouco é psicólogo.

A felicidade não é algo complicado, porque tem de ser, necessariamente, simples. Não há fórmulas, mas a experiência nos ensina o que funciona e o que não funciona. Aqui valem os depoimentos de alguns seres humanos extraordinários que viveram antes de nós. A simplicidade da vida salta aos olhos nas orientações dadas por Jesus no Sermão da Montanha. A filosofia estóica, em muitos momentos, parece quase uma recitação dessa mensagem de Jesus. Uma regra de ouro? Não é vida que torna alguém infeliz, é o seu modo de encará-la. Uma situação dolorosa produz inevitavelmente dor, não pode ser diferente. Entretanto, o sofrimento é um prolongamento dessa dor. E, o pior, uma escolha.

A primeira pessoa a me falar disso foi Sri Swami Tilak. "Não é o mundo que lhe faz sofrer, mas a sua atitude diante dele". Outra não poderia ser a tese de Gilberto em seu livro, porque a mesma mensagem está sendo enviada há milênios, em busca de ouvidos que a escutem. O livro do meu amigo Gilberto Cabeggi, fala, com maestria, das atitudes e comportamentos que geram mais felicidade pessoal. Ele aborda o tema de diferentes perspectivas: a vida profissional, a familiar, a saúde, o estabelecimento do equilíbrio mental e espiritual. A seguir, é o próprio autor quem nos fala:

ENTREVISTA

A felicidade é possível?

Esta é uma boa pergunta. Seria interessante que cada leitor perguntasse a si mesmo. Sim, porque é só você que pode dizer se a felicidade na sua vida é possível, ou não. É apenas uma questão de opção sua. Na minha vida pessoal, posso afirmar, sem sombra de dúvidas: a felicidade é totalmente possível, real e presente a cada dia.

Você é um autor feliz?

Como autor, sinto-me realizado - o que não quer dizer que "vou acomodar-me por aqui mesmo" e parar de buscar o aperfeiçoamento na minha área de atuação e vocação. Quanto a ser feliz, a resposta à sua pergunta é "Sim! Gilberto Cabeggi é feliz todos os dias". Mas entenda, não é em todos os momentos de todos os dias. São momentos especiais, a cada dia, aqueles em que a felicidade me invade o coração.

Nos demais momentos, continuo no meu exercício de buscar a felicidade pelo maior tempo possível - e da maneira mais intensa possível -, dentro de cada dia que vivo. É assim que continuo aprendendo. Afinal, segundo uma idéia que li, de Paulo Coelho, - e com a qual concordo - se fôssemos felizes o tempo todo, estagnaríamos, pararíamos de evoluir como pessoas. Pois o que move o nosso crescimento é a busca pelo que entendemos que seja a felicidade.

Porque há tantas pessoas infelizes?

As pessoas, em geral, passam a ser infelizes quando deixam de acreditar na felicidade. E elas passam a desacreditar na felicidade devido a algumas posturas básicas que adotam, que fecham seus olhos e as confundem. Em resumo, eu diria que essas posturas que trazem infelicidade para as pessoas podem ser classificadas em três tipos: 1) Não saber apreciar aquilo que elas já têm em sua vida; 2) Pensar que são capazes de resolver tudo na vida, como que querendo "medir forças" com Deus; 3) Manter seus olhos voltados apenas para as dificuldades da vida, sem reparar nas bênçãos que as cercam. De onde surgiram os itens da felicidade que estão presentes em seu livro, como "gratidão, amor, paz..."? Gratidão, amor, paz, compreensão, caridade, e tantos outros bons elementos da vida existem para nos ensinar que nossas bênçãos são sempre maiores do que os nossos infortúnios. Basta que prestemos atenção à nossa volta, com o coração cheio de esperança, para perceber isso. Essas são ferramentas com as quais podemos moldar a nossa felicidade. E, para acessá-las, basta manifestar a sua vontade de ser feliz, que tudo isso será colocado ao seu alcance.

O que diria para alguém que se sente muito infeliz, que não acredita mais que a felicidade seja possível?

Se você não se sente feliz, aceite isso de bom grado. Não lute contra. Se você não acredita mais na felicidade, dê-se esse direito de duvidar da existência dela. O primeiro passo para qualquer mudança é a aceitação de você mesmo, como você é, com paciência e bondade. Tudo aquilo contra o que você luta, se fortalece em sua mente.

Depois, gradativamente, vá lendo coisas positivas e procurando interiorizá-las e colocá-las em prática, tanto quanto sentir ser possível a cada momento. Deixe que elas se tornem parte de você. Selecionamos muitas dessas mensagens estimulantes e as reunimos no livro "Todo Dia é Dia de Ser Feliz", exatamente para ajudá-lo a construir uma auto-imagem mais positiva e mais feliz. Chegará o momento em que, em sua mente, surgirá a questão "Será mesmo que a felicidade existe? Será que eu ainda tenho alguma chance de ser feliz?". E, então, você terá voltado sua mente para a direção correta e retomado a sua esperança de ser feliz. Mas seja paciente e persistente, pois o processo de reconhecer a felicidade dentro de você e a colocar em evidência é um pouco demorado no começo. É preciso treino, mas funciona. E quando você perceber isso, cada vez mais vai conseguir atrair a felicidade para si mesmo.

Como resumiria o seu livro?

O livro "Todo Dia é Dia de Ser Feliz" é o resultado de todo um aprendizado, ao longo da minha vida, na busca de motivação diária para ser mais feliz a cada dia. Nele, afirmo que a condição de estar feliz é mais facilmente conseguida quando adotamos três posturas básicas: 1) Goste daquilo que você já tem- saiba apreciar as coisas que você tem em sua vida, como seus amigos, seus pais, seus bens materiais; 2) Deixe nas mãos de Deus tudo o que você não pode resolver - boa parte da felicidade está em entender que há coisas que estão fora do seu alcance resolver e, nesses casos, é sábio deixá-las nas mãos de Deus; 3) Saboreie as boas coisas da vida - permita-se viver com satisfação, apesar de todas as dificuldades que possam estar lhe incomodando.

À medida que for lendo, o leitor irá assimilando esses três conceitos e sendo estimulado a colocá-los em prática, para tornar sua vida mais feliz.

Quem deveria comprar o seu livro?

Podemos afirmar que a leitura de "Todo Dia é Dia de Ser Feliz" é indicada para todos aqueles que querem ser felizes, ou ainda mais felizes do que são... Quanto a comprar o livro, as pessoas que o lêem, em geral, gostam de mantê-lo bem pertinho de si mesmas, para consultas a qualquer momento. Portanto, mesmo se leram a primeira vez um livro emprestado de um amigo, acabam adquirindo seu exemplar. E como torcem pela felicidade daqueles que amam, acabam por presentear seus pais, amigos, cônjuges e filhos, com o livro. E, dessa forma, continuam mantendo vivo o processo de semear felicidade, em sua vida e pelo mundo.

Um recado para o leitor?

No livro o leitor irá encontrar um convite para ser feliz e muitas dicas sobre como produzir a felicidade em sua vida. Será também convidado a dar permissão a si mesmo para ser feliz e compreender que isso só depende dele mesmo. "Todo Dia é Dia de Ser Feliz" faz parte de um projeto maior, de apoio e estímulo ao leitor, e representa apenas o começo da jornada. Outros livros já estão escritos e outros ainda em fase de desenvolvimento, apenas aguardando o momento da publicação. Por enquanto, o leitor vai ficar um pouco na expectativa, mas podemos adiantar que aqueles que se identificarem com "Todo Dia é Dia de Ser Feliz", com toda certeza, irão esperar ansiosamente pelos próximos livros.

 

 

 

Como é a sua relação com Deus?

É infantil, adolescente ou adulta?

 

Como é a relação da criança com seus pais, ou com os responsáveis por ela? É da exigência. Isto porque ela necessita de alimento, cuidados e afeto, e são os pais, ou os responsáveis por ela, os seus provedores.

Já na adolescência, sentindo necessidade de auto-afirmação, passa a lutar pelo que entende ser a sua liberdade.

Quando adulta, mais madura, sua relação com os pais passa a ser também mais tranqüila, mantida pelo amor e o respeito e, sempre que necessário, é aos pais que se dirige quando precisa de conselhos ou de colo.

Nossa relação com Deus segue caminhos semelhantes.

Quando somos ainda crianças espirituais, buscamos na religião (que representa o Pai diante de nós) tudo que ela possa nos oferecer, desde bens materiais, saúde, amor, lazer, enfim, tudo que nos apraz vivenciar ou possuir. Em troca, lhe damos fidelidade e obediência.

Já um pouco mais crescidos, nas milenares jornadas do nosso espírito, começamos a nos sentir mais fortes, mais capazes, e acabamos muitas vezes nos afastando da religião ou nos tornando ateus.

Ao amadurecermos mais, no decurso de “N” reencarnações, passamos a perceber a grandeza da vida e do TODO, e então podemos sentir mais profundamente o que significa esse Ser Supremo, o Arquiteto Cósmico, a Causa Primária da Todas as Coisas, que chamamos Deus.

Então a nossa relação com Ele se modifica. Passamos a ter-lhe profundo respeito e admiração e podemos dizer como o filósofo alemão Kant, que viveu no século XVIII, “Duas coisas me enchem a alma de crescente admiração e respeito: o céu estrelado sobre mim e a lei moral dentro de mim”.

Assim, com um pouco mais de maturidade espiritual, já podemos perceber que as leis cósmicas estão escritas na nossa consciência e passamos a nos guiar por elas, não por temor a Deus, mas por amor a Ele.

Então deixamos de buscar em Deus e nas religiões aquilo de que necessitamos ou desejamos para nossa vida material, entendendo ser mais correto buscar na religiosidade o alimento que nutre nossa alma.

Mas como vivemos numa dimensão material, inseridos em necessidades dessa natureza, é justo buscarmos também a ajuda do “Pai” quando esta se torna necessária.

Assim numa relação mais adulta temos na religião, ou na religiosidade, a fonte dos sentimentos divinais que nos nutrem de amor, paz e contentamento, e por vezes nos levam a níveis mais elevados de luz, harmonia e encantamento espiritual.

Se a sua relação com Deus é do formato infantil, não se preocupe. Isto é até natural porque somos egressos de uma fase de condicionamentos milenares, que nutriram a nossa fé em épocas ainda infantis da alma humana.

Mas se a sua alma anseia por uma relação mais madura com Deus, comece a refletir sobre estas questões e assim, pouco a pouco, poderá ir se libertando dos muitos condicionamentos, passando a percepções mais claras e mais reais sobre o Grande Arquiteto, a vida, as leis cósmicas e o que somos dentro do TODO.

Saara Nousiainen

 

 

 

As cores da compaixão

 

Numa palestra no Fórum Espírita de Pernambuco, em 2004, o Lama Padma Samten falando sobre compaixão e amor, disse não se tratar apenas de sensações, mas de formas de inteligência, e fez uma comparação:

“Digamos que alguém olha para uma planta que se encontra num vaso dentro da casa. Pelo olhar compassivo, em vez observar se gosta dela ou não, pergunta como é que ela se sente sem a luz do sol, a água da chuva e sem as suas plantas amigas e companheiras.

Quando olhamos uma planta pensando se gostamos ou não, nossa mente opera obstruída pela sensação de gostar ou não gostar.

Uma inteligência maior é olharmos para aquela planta perguntando do que ela necessita. E mais do que isso, nós podemos olhá-la e ver com os olhos do bom jardineiro quais as flores e frutos que essa planta tem escondida dentro dela, e que ela mesma não sabe.

Quando em algum momento da nossa infância, alguém (nossos pais, professores ou qualquer outra pessoa) nos olhou e viu em nós as sementes e flores que tínhamos dentro de nós e não sabíamos, fazendo isso, amorosamente umedeceu a terra onde vivíamos para que pudéssemos crescer e nos desenvolver. A essa capacidade, essa inteligência de olhar o outro e reconhecer nele qualidades positivas, a isso, no budismo, chamamos de amor.

Olhar o outro e ver o que afeta a existência dele, para nos manifestarmos de forma positiva para remover os obstáculos, isso é compaixão. Para promover as qualidades positivas, isso é amor.”

Disse ainda o Lama:

“Através de cinco cores nós podemos praticar a compaixão.

Às vezes nós somos seletivos com a compaixão. Podemos ser compassivos com qualquer um, mas não com quem cria guerras ou despeja bombas. Então começamos a olhar de forma seletiva, e eu preciso informar que no sentido budista não há limite para a compaixão. Mas para isso precisamos entender que muitas vezes ela não pode ser simplesmente concordância com o outro.

Existem cinco formas de compaixão apresentadas pelo budismo, através de cinco cores.

A primeira é o azul. Através dessa cor nós olhamos para o outro e o acolhemos, e também perguntamos, quais as flores e frutos escondidos nesse ser.

Temos a compaixão amarela, de um amarelo-dourado, que significa generosidade, riqueza, meios. Então, quando vamos ajudar alguém nós podemos não somente ouvi-lo, entendê-lo, aspirar o bem, mas podemos eventualmente fazer algo mais.

Vamos supor, como acontece lá no sul, de tanto em tanto, que o rio subiu e a casa foi destruída. A gente pode visitar o desabrigado e dizer: você não se preocupe tanto... isto passa. É uma boa ajuda, mas com a cor amarela podemos auxiliar para que passe mais rápido, oferecendo um suporte prático.

Depois temos a cor vermelha, que simboliza o eixo. Ela vem da sedução, daquilo que nos encanta. Então, que possamos produzir no outro um encantamento positivo, um eixo positivo. Assim, a cor vermelha vai nos ajudar a dizer àquela pessoa que é melhor não reconstruir a casa no mesmo lugar porque o rio pode subir de novo. Dessa forma, muitas vezes não basta que a gente ajude o outro a reconstruir, mas que o ajude a fazê-lo numa situação melhor. Para isso precisamos da sabedoria dos eixos. Para os nossos filhos não podemos abdicar disso. Não precisamos impor os eixos, eles não são impostos. Mas se dissermos: eu não devo ajudar o outro a criar uma estrutura positiva, um referencial positivo, estaríamos nos omitindo e isso seria uma atitude sem compaixão.

Então, é muito necessário que a gente repita as palavras dos grandes mestres, que viva essas palavras, estude isso e entenda, e possa ajudar os outros a compreender como viver melhor. Se não ajudarmos ou outros nesse sentido, isso será uma falha da nossa compaixão.

No entanto não bastam essas três formas.

Há um momento em que vemos uma criança puxando uma toalha com uma leiteira de leite fervente em cima. Se não gritarmos, a criança puxa e se machuca. Quando gritamos nós não nos opomos à criança. Nós estamos a favor dela. Quando dizemos, não faça isso, nós interrompemos uma ação negativa. Então muitas vezes é necessário manifestar o que se chama a cor verde. No budismo isso é chamado “a família karma”, onde vemos a negatividade surgindo e a obstruímos. Nós nos impomos diante da negatividade, interrompendo-a. Não somos contra a pessoa, somos a seu favor.

E há ainda a cor branca, a culminância da compaixão, porque ainda que eu acolha, ainda que propicie meios, ainda que ofereça eixos, ainda que obstaculize a negatividade, se não revelar a natureza ilimitada, não tive a compaixão, a generosidade, a amorosidade de descobrir essa natureza ilimitada e oferecer às outras pessoas, então as outras compaixões são muito menores, são quase sem sentido.

O que dá sentido à vida é que todos marchamos para a consciência da natureza última e vivemos inseparáveis disso. A nossa vida não teria culminância, não teria completude, sem a cor branca aonde nós reconhecemos a natureza ilimitada. Então, a compaixão maior é podermos oferecer aos outros essa natureza." 

 

 

 

 

O que há por trás da depressão...

 

A depressão é uma enfermidade que não mata, mas rouba de suas vítimas a plenitude de ser.

Quem sofre desse mal vive apenas parcialmente e durante as crises pode tornar-se completamente anulado.

A ciência informa que ela ocorre principalmente por falhas na produção de certas substâncias químicas e cuida de tratá-la com remédios que compensem essas deficiências.

Pergunto: o que leva o organismo a produzir essas substâncias de forma deficitária?

Durante os longos anos em que busquei desesperadamente recursos internos para controlar uma enxaqueca de sofrimentos superlativos e uma depressão aniquiladora, que não encontravam alívio em nenhuma forma de tratamento, fui descobrindo, através de observações, reflexões, pesquisas e experimentações alguns fatores fundamentais como por exemplo, a existência do sistema energético e seu papel nos mecanismos ligados às funções orgânicas, inclusive à sua química. Restava saber como utilizar esses conhecimentos visando o fim que me havia proposto, o alívio daquele tormento e, quem sabe, a sua cura.

Guiando-me então pelo caminho entrevisto fui estabelecendo, pouco a pouco, um roteiro de procedimentos mediante os quais consegui finalmente controlar aqueles males.

Sintetizando as conclusões a que cheguei: sabemos que nosso sistema energético é formado pela bioenergia e a “psicoenergia “ ou energia psíquica. A bioenergia é a que nutre ou faz funcionar o organismo e nós a assimilamos dos alimentos, da água, do ar... e a sua emanação, a partir do corpo, pode ser fotografada com a câmara kirlian. O livro Experiências Psíquicas Além da Cortina de Ferro, das jornalistas Sheila Ostrander e Lynn Schroeder, narra detalhadamente a descoberta e as pesquisas soviéticas relacionadas ao corpo bioplásmico (energético) e suas emanações visíveis e fotografáveis sob determinadas condições.

Já a “psicoenergia” é gerada pelo pensamento e as emoções. É tão sutil que ainda não se consegue detectá-la através de aparelhos, mas sua existência tem sido cientificamente comprovada. São bastante conhecidas aquelas experiências feitas em universidades norte-americanas com plantas que receberam vibrações de amor por grupos de pessoas e as outras que receberam vibrações de ódio, sendo que as primeiras cresceram mais belas e viçosas, enquanto as segundas murcharam e muitas morreram. Igualmente, foram bastante divulgadas aquelas outras realizadas em grandes hospitais americanos, quando parte dos internos recebeu preces de grupos de oração, apresentando significativas melhoras em relação ao grupo controle, sem falar nas inúmeras outras, ligadas à telepatia.

Sabemos então, que parte da energia psíquica provém dos nossos pensamentos e emoções, parte recebemos do ambiente exterior, tanto dos locais por onde nos movemos, quanto dos agentes que no-las direcionam, e temos razões para crer que outra parte procede do nosso subconsciente, esse porão saturado de imagens mentais carregadas com energias de toda natureza.

A “psicoenergia” pode ser de boa ou má qualidade. No primeiro caso a sua fonte geradora mais poderosa é o amor, seguida do otimismo, alegria sã, fé, oração... No segundo temos o ódio, a inveja, o mau humor, o estresse, o medo, a ansiedade, sentimentos de culpa, de frustração, hábito da lamúria e assemelhados. Essa energia, quando negativa ou de má qualidade, cria bloqueios no sistema energético formando áreas enfermiças em órgãos predispostos. Além disso, provoca desequilíbrios no sistema de produção da química orgânica, como no caso dos neurotransmissores, gerando estados de espírito negativos desde mau humor, irritação, até a depressão em todos os seus níveis. Também provoca dificuldades de concentração, insônia ou excesso de sono, pesadelos e os mais diversos tipos de mal-estar, estando igualmente na raiz da maioria das enxaquecas.

Esse fato venho constatando diuturnamente. Quando me sinto cansada, irritada ou percebo os primeiros sintomas da depressão, cuido logo de fazer o que chamo de  “varredura energética” e, conforme vou conseguindo realizá-la, meus estados de espírito se modificam na mesma rapidez e intensidade. Num determinado momento parece que o mundo está desabando, que nada vai dar certo, as perspectivas se mostram ameaçadoras, enquanto um desalento incontrolável toma conta do psiquismo e do próprio corpo físico. Minutos depois, com a mera “limpeza” do sistema energético as expectativas já são outras, carregadas de otimismo, entusiasmo e confiança, enquanto um suave bem-estar vai tomando conta de todo o meu ser.

É simplesmente impressionante observar na prática como isto é real, e constatar que o estado natural do ser humano é estar de bem com a vida.

Nesta fase de transição por que passa a nossa humanidade, uma época marcada por dificuldades as mais diversas, desde aquelas ligadas à sobrevivência que trazem a criatura sob o chicote de lutas insanas, fustigada pelas incertezas, até às violências de toda natureza que sofre em seu cotidiano, tudo isto e ainda outros fatores estão forçando maior sensibilização no sistema nervoso de grande parte das pessoas. Daí o acréscimo dos efeitos desse estresse generalizado que se manifestam na forma de depressão, enxaqueca, distúrbios psíquicos os mais diversos, além de inúmeras outras enfermidades de natureza psicossomática.

Podemos também entender que nesta fase de transição em que vivemos está havendo uma catarse mais abundante das energias pesadas que se acumularam no subconsciente das pessoas ao longo das eras. Quem não acredita na reencarnação pode situá-las no inconsciente coletivo. Quem crê na reencarnação pode entender que elas refletem vivências da própria criatura, nesta e em passadas encarnações. Outra observação importante é a de que provavelmente é essa catarse que está trazendo à tona tanta perversidade, tanta corrupção generalizada, tanta inclinação para os mais baixos valores humanos, que se observa nos últimos anos. Por este enfoque é até possível ver uma luz no final do túnel, quando todo esse lixo acabar de vir à tona e puder ser devidamente tratado ou encaminhado.

Quanto à questão sobre o que fazer para manter o sistema energético em boas condições, trata-se de explicações e procedimentos que não caberiam aqui, mas podem ser encontrados no livro de minha autoria Enxaqueca-Depressão o no CD que o acompanha O Bem-viver em 4 Tempos, que contém os exercícios sugeridos.

Saara Nousiainen

 (Os livros citados e também demais trabalhos da autora, encontram-se nas páginas: Livros e CDs deste site.)

 

 

 

 

Esperança

 

Falar em esperança é falar em vida, na beleza, no bom, no que faz bem. Ela é a âncora da alma no mar tempestuoso da existência.

 Por que não cultivá-la, se é ela o próprio alicerce da vida? Já pensou como seria se não houvesse esperança de paz na Terra, de dias melhores, de que a tempestade passe e o amigo dobre a esquina e venha ao nosso encontro?... Esperança de que os ódios se transformem em fraternidade, que o doente se restabeleça e que o sol continue a nascer todas a manhãs?

Ah, esperança, tua cor é verde como a vegetação que cobre nosso planeta... O verde é repousante, acalma, harmoniza...

 Dizem que ela é a última que morre. Eu diria que ela não morre, nunca morrerá, nem mesmo com a própria morte, que não é o fim, apenas transição para outra existência.

 Se você é cego, não perca a esperança. Mesmo que nesta vida não hajam chances para voltar a ver, na outra vida, depois da morte, você vai enxergar.

 Se você é deficiente físico, não consegue andar, acredite na Vida, ela é bela mesmo assim, porque é a escola do espírito, onde aprendemos a viver e ganhamos experiência e valores interiores, com vistas à eternidade. Acredite na Vida e acenda a luz da esperança no seu coração, porque na outra vida, depois da morte, você volta a andar, a correr, a locomover-se com seus próprios pés.

 Se sofremos aqui no planeta é porque estamos precisando das lições que o sofrimento proporciona. A dor é luz... ou o seu prenúncio.

 O ser humano é frágil. É a esperança que lhe dá motivação para não morrer na praia depois de cada naufrágio. Nós vivemos a naufragar... Quando menos esperamos, as tempestades da vida nos atiram ao fundo e as ondas das derrotas e das dificuldades nos cobrem com seu peso. Mas a força da vida nos arrasta para a praia e aí, é a esperança que nos dá novas energias e alento para recomeçar. E é neste infindável recomeçar que vamos aprendendo a grande lição da Vida, a mesma que Jesus ensinou, e que pode ser sintetizada assim:

 "Se queres  viver bem e ser feliz, faz com que a tua vida seja uma constante contribuição para a felicidade e o bem estar dos outros; sê sempre um presença benéfica onde estiveres, porque 'tudo que quiseres que os outros te façam, faze-o tu também'.”

 São estas lições de fraternidade que vamos aprendendo a cada novo dia, sob as claridades da esperança e na força da fé.

 E tem mais, a vibração da esperança, do otimismo é boa para a saúde, para o bem estar físico e mental. Também é boa para a prosperidade material, porque gera em nós em campo magnético positivo, que atrai pessoas e situações também positivas.

 Busquemos, pois, cultivar a esperança, como força da própria vida, que nos vem pela mãos do Criador.

Saara Nousiainen

 

 

 

 

O poder da imaginação

 

A imaginação, quando utilizada conscientemente, representa um extraordinário poder cuja amplitude ainda não conhecemos. É um comando dirigido aos nossos corpos e ao psiquismo, imediatamente obedecido.

Por exemplo: você imagina que é uma flor, suavemente acalentada pela brisa e pelos raios do sol. É claro que não irá transformar-se na flor, mas, por força da imaginação, todo o seu ser assimila essa idéia e o seu comando interno passa a vibrar nas qualidades que a imaginação criou, ou seja, na beleza, tranqüilidade, delicadeza e alegria, porque são essas as impressões que a flor nos passa.

Para confirmar o poder da imaginação (num sentido positivo, porque também pode ser negativo) você pode experimentar como isto acontece na prática, o poderoso comando de bem-estar que ela aciona. Quando sentir-se cansado, irritado, ansioso ou angustiado, estados que geram estresse, faça o seguinte: feche os olhos e imagine que está junto a um lago tranqüilo na hora do crepúsculo. Crie através da imaginação a mais bela das paisagens: flores, vegetação, o sol poente dourando algumas nuvenzinhas que seguem tranqüilas ao sabor dos ventos brandos do entardecer; as águas do lago prateando os reflexos do céu nas pequenas marolas geradas pela brisa; os pássaros buscando, satisfeitos, a galharia do arvoredo para o repouso noturno... Integre-se nesse ambiente, introjetando toda a tranqüilidade que ele apresenta, a beleza da paisagem, a serenidade das águas do lago, a alegria presente em tudo...

Se prestar atenção verá como suas próprias disposições internas se modificam à medida em que vai se integrando no ambiente criado por sua imaginação, sentindo a paz, a serenidade e o bem-estar inundando todo o seu ser.

Quantas pessoas tomam remédios na busca de estados de espírito mais serenos, tranqüilos, ou então, mais dinâmicos, mais positivos... e muitos desses medicamentos são do tipo “controlado”, que será necessário usar para o resto da vida!

No entanto, a natureza nos dotou de possibilidades que podemos ir descobrindo, desde que tenhamos verdadeiro interesse nesse crescimento, porque evolução, ou crescimento interior, não se reduz apenas ao ganho de virtudes, mas estende-se também à descoberta e desenvolvimento desses poderes que  ainda dormem em nosso interior.

Mas, enquanto não chegamos ao topo dessas conquistas, podemos nos beneficiar grandemente dando os primeiros passos nessa caminhada, que, aliás, sempre começa por esses primeiros passos.

E que passos seriam esses?

Primeiro, é preciso convencer-se do poder da imaginação, das imensas possibilidades que ela oferece, como poderoso comando mental que é, e isto pode ser feito através de experimentações. Em seguida passar à prática, criando um quadro imaginário e trazendo-o sempre à mente, como alicerce para orientar os estados de espírito.

Para isso, identifique qual o estado de espírito que mais o prejudica ou incomoda. Digamos que seja a insegurança. Nesse caso você pode criar o seu quadro imaginário, por exemplo, na forma de uma árvore frondosa e bela. Observe mentalmente o tronco firme, os galhos fortes, as folhas tocadas por suaves ventos... Repare em sua postura majestosa; pense na tranqüilidade com que ela enfrenta as tempestades, as estiagens ou inundações, sempre serena e forte, maternal como a própria natureza. Sempre através da imaginação, aproxime-se dela, encoste-se nela... justaponha-se a ela e sinta como se você fosse a própria árvore. Observe então a seiva subindo da terra através dos seus pés, das pernas, passando para o corpo, os braços, a cabeça... trazendo energia e vida. Perceba o balouçar das folhas ao toque da brisa, o suave canto dos pássaros e pense em que você faz parte da natureza. Procure sentir em si mesmo, em toda a extensão do seu ser, a serena força, o tranqüilo poder da árvore, e, a partir daí, trazer sempre à mente essa imagem, com toda a sua vibração de força tranqüila, sentindo esse poder em si mesmo. Isto gera memória, ou seja, condicionamento, que, no decorrer do tempo e com a continuidade, acaba se consolidando como valor em sua própria natureza. (Esse exercício é o primeiro dos 12 que compõem o CD Relaxando (página CDs e DVDs), e você pode ouvir faixas dele na página Áudio)

Mas, se você concluiu que o valor que mais está precisando desenvolver é de outro tipo, como por exemplo, a mansidão, a não violência, seria o caso então de criar o seu quadro imaginário na forma de uma pessoa (ou espírito) que melhor representasse aquele valor. No caso em foco, poderia ser Gandhi. Nessa opção você passaria a meditar sobre ele, relembrando fatos importantes em que o apóstolo da não violência exemplificou aquele valor, e imaginá-lo sempre a seu lado, recebendo dele a vibração característica, introjetando-a em si mesmo, em todas as suas atitudes e ações.

É preciso frisar, no entanto, que não se trata aqui de qualquer ato divinatório, mas apenas a busca de um símbolo, um modelo, cujas características desejamos assimilar. Não é a pessoa em si, mas aquela vibração que a caracteriza, o que ela representa.

A repetição constante desse ato, ou seja, trazer sempre à mente o quadro imaginário escolhido, gera memória, condicionando a atitudes e comportamentos.

Pela imaginação podemos assimilar os valores que desejarmos e, se persistirmos, eles acabarão fazendo parte do nosso acervo íntimo.

 

 

 

Práticas para o bem-viver

 (Sistema energético)

 

(Texto extraído do livro de mesmo nome

de autoria de Saara Nousiainen)

 

O autoconhecimento e a possibilidade

da autocura são propostas da vida

para a próxima civilização, que já se

encontra em plena gestação.

 

Qual é o tipo de energia que você está enviando da mente e das emoções para seu corpo?

 Cada vez mais o ser humano está se conscientizando dos poderes ou possibilidades que possui com relação a si mesmo e, com isso, vai chegando à conclusão de que tem potenciais para ser seu próprio terapeuta.

Como resultado dessa conscientização vem procurando pelos mais diversos caminhos o conhecimento interior e, como conseqüência, reativando velhas práticas e criando outras, visando tanto a autocura, quanto o autocontrole de suas condições psíquicas e orgânicas.

Um desses mecanismos, talvez o mais importante, é o nosso sistema energético.

Em 1939, em Krashnodar, ex-União Soviética, o eletricista Semyon Kirlian descobriu a bioluminescência e, a partir dessa descoberta, equipes de cientistas soviéticos, estudando o fenômeno, concluíram que todos os seres vivos possuem um corpo vital que chamaram de bioplásmico, num passo importantíssimo para o conhecimento da bioenergia, um dos componentes do nosso sistema energético. É uma energia que absorvemos dos alimentos, da água e do ar.

O outro componente é a energia psíquica, ou "psicoenergia", gerada pelos pensamentos, emoções e sentimentos, mas que também é assimilada a partir de fontes externas.

E é justamente na qualidade dessas energias que está a chave de inúmeros problemas nas funções psíquicas e orgânicas, desde que o seu mau funcionamento não esteja diretamente ligado a processos cármicos. Mesmo assim, é permitido crer que um trabalho sistemático de otimização do sistema energético pode, apesar do carma, conseguir grandes resultados, com benefícios generalizados, lembrando que a finalidade última do sofrimento é o crescimento interior do ser, não só em virtudes, mas também no conhecimento e uso de suas potencialidades.

Vejamos, por exemplo, a depressão. A ciência já sabe que ela ocorre por falhas na produção de certos elementos da química cerebral e então cuida de tratá-la com remédios que compensem essas deficiências. Pergunto: o que leva o organismo a produzir esses elementos de forma deficitária? A resposta está, certamente, no sistema energético.

Como foi dito antes, esse sistema compõe-se de bioenergia e energia psíquica. Sendo a primeira bastante conhecida, vamos tratar principalmente da segunda, que pode ser de boa ou má qualidade, ou ainda, compatível ou incompatível com nosso nível evolutivo. No primeiro caso propicia bem-estar e equilíbrio em todos os sentidos; no segundo, produz bloqueios no sistema e perturbações as mais variadas, tanto de natureza orgânica, quanto mental e psíquica, da mesma forma que um motor a gasolina quando é abastecido com óleo diesel.

Quanto aos agentes, tanto são internos, quanto externos. Nos primeiros temos, numa vertente, o que desenvolvemos através dos pensamentos e emoções, nem sempre compatíveis com as leis cósmicas e, na outra, as energias que sobem do subconsciente, lembrando que este pode ser comparado a um porão repleto de imagens mentais saturadas de angústia, desencantos, frustrações, medo... em manifestações perturbadoras. Também o estresse propicia geração de energia de má qualidade.

Como agentes externos podemos citar: os ambientes por onde circulamos e cuja energia assimilamos de conformidade com as nossas predisposições naqueles momentos; as energias benéficas que nos são enviadas através da prece, do afeto, ou as maléficas, através de pragas e injúrias a nós dirigidas, carregadas de ódio, inveja etc. e, por fim, perseguições espirituais de variada natureza.

São bastante conhecidas as experiências que tem sido feitas em algumas universidades com plantas, animais e pessoas, com resultados incontestáveis que mostram como as vibrações (soma do pensamento e da emoção, direcionados) alcançam o alvo e surtem efeitos.

Este, na verdade, é um assunto muito extenso que pede inúmeros desdobramentos, que não cabem num trabalho como este. Por isso estamos procurando sintetizá-lo ao máximo, para que o leitor que não está plenamente familiarizado com ele possa ao menos ter uma noção do alcance dos benefícios que poderá obter, se dedicar-se a estes estudos e, principalmente, práticas.

Fica então uma pergunta: o que se pode fazer para ter o sistema energético em boas condições?

Sem falar nas questões alimentares, respiratórias etc., responsáveis pela bioenergia, podemos assinalar alguns itens fundamentais: relaxamento, limpeza do sistema energético, respiração energética, revitalização do subconsciente, dinamização do amor, elevação da freqüência vibratória e elevação da potência vibratória.

Fazer relaxamento sistematicamente é importante para que o organismo possa realizar alguns ajustes em seu próprio funcionamento, assim como um computador que contém muitos programas e muitos arquivos em uso precisa, vez por outra, executar a desfragmentação.

A limpeza do sistema energético, seu desbloqueio e energização podem ser feitos em várias etapas: auto-passe, varredura energética, respiração energética, prece, visualizações e dinamização do amor e da força de vontade.

A varredura energética, numa explicação bem simplificada, é feita inspirando-se calma e profundamente por uma das narinas e levando a energia do ar através do olho, pela testa, passando para o outro olho e saindo pela outra narina junto com a respiração, e vice-versa. Essa varredura continua etapa a etapa abrangendo toda a cabeça, a nuca, depois descendo pela coluna vertebral, as pernas e saindo pelos pés; através dos órgãos internos, do corpo todo. O que levamos a circular assim pelo corpo não é o ar mas a sua energia, e podemos sentir perfeitamente essa circulação e os pontos onde há bloqueios que, com a prática, vamos aprendendo a desfazer.

Importante: em todo exercício feito com o ar deve-se visualizá-lo carregado de energia benéfica, luminosa e de alegria. A respiração deve ser abdominal, ou seja, é o abdômen que expande e contrai com a inspiração e expiração, não o tórax. Também é fundamental dinamizar emoções de afeto, carinho, amor e alegria.

Na respiração energética inspiramos serenamente o ar levando sua energia para todo o corpo, preenchendo-o com ela. É bom lembrar que o trabalho da mente é essencial, porque é ela quem dinamiza e comanda todas estas operações com o poder e a eficiência que formos capazes de lhe imprimir. Não é o caso de se fazer esforço mental mas um tranqüilo e poderoso comando, assentado na prática e na vontade.

A revitalização do subconsciente é trabalho para muita persistência, na criação de imagens mentais positivas, na geração sistemática de vibrações de elevado teor, em engramas ou afirmativas que ajudam a condicionar o comportamento. Os exercícios de relaxamento com visualizações positivas representam instrumentos poderosos porque alcançam também o inconsciente, num trabalho, embora lento, de transmutação energética.

Esta é apenas uma mínima amostra, o entreabrir de uma cortina para as possibilidades que temos em nosso interior, visando buscarmos e alcançarmos um estado de equilíbrio físico e mental. São os primeiros passos no caminho que nos leva ao bem-viver, embora tenhamos de trilhar ainda por ele em longas buscas, experimentações e aprendizados, através de “N” reencarnações até alcançarmos um estágio no qual seremos capazes de comandar conscientemente todo o nosso sistema orgânico e psíquico.

Como podemos observar, o autoconhecimento não se restringe à identificação dos próprios valores positivos e negativos, mas também aos extraordinários recursos com que o Criador nos beneficiou.

 

 

 

 

Práticas para o Bem-viver

 (Revitalização do inconsciente)

 

(Texto extraído do livro de mesmo nome

de autoria de Saara Nousiainen)

 

 

Todos querem ter saúde e bem-estar, mas poucos se

dispõem a dar os primeiros passos para o conhecimento dos

mecanismos internos que regem os estados saudáveis ou enfermiços,

 tanto físicos, quanto psíquicos... 

Isto, quando esses passos representam

esforço e disciplina.

 

 Dissemos, na primeira parte desta seqüência, que o nosso inconsciente assemelha-se a um porão repleto de imagens mentais saturadas de angústia, desencantos, frustrações... carreando energias pesadas para o sistema energético, gerando os mais diversos problemas, desde orgânicos até psíquicos. São o resultado das longas jornadas reencarnatórias, com experiências das mais variadas, muitas delas carregadas de pesadas emoções, ou ainda, de tristezas e fracassos a se arrastarem na lentidão dos anos, marcando profundamente a alma com cicatrizes de difícil remoção.

Na outra vertente encontramos, em nosso psiquismo de profundidade, um lastro de impulsos vibrando no ódio, no orgulho, nas ânsias de poder, na agressividade... e ficamos admirados ao observar como eles ainda nos dominam, apesar dos esforços que fazemos para vivenciar o amor, a humildade, a mansuetude e outros valores que tentamos incorporar à nossa natureza.

Podemos perceber então, como, vez por outra, todos esses esforços se neutralizam ante as forças que ainda nos influenciam a partir do nosso subconsciente. É quando, desanimados, vamos deixando ao encargo do tempo as transformações que entendemos necessárias à nossa evolução.

Mas, pelo que dizem os espíritos, estamos em plena transição de “mundo de provas e expiações” para um novo formato, o de regeneração. Diante disso, surge a necessidade imperiosa de trabalharmos com mais intensidade pelo nosso crescimento interior, dando-lhe prioridade em nossas atenções e esforços, mesmo porque esse crescimento é todo direcionado ao nosso próprio bem-estar, em todos os sentidos.

Uma das formas mais eficientes para a renovação das imagens do inconsciente é a de injetar-lhe outras de teor positivo, luminoso.

Para tanto, é necessário começarmos a nos vigiar continuamente, a observar o tipo de pensamentos e emoções que estamos desenvolvendo e dar-lhes rumos mais adequados, quando for o caso. Além disso, passarmos a gerar imagens e emoções benéficas de contentamento, fé, otimismo, confiança, serenidade e, sobretudo, amor.

Por certo isto não é fácil, mas quando entendemos a importância da revitalização do nosso subconsciente e sabemos que cada imagem ou emoção benéfica que geramos representa a transmutação de alguma parcela desse lixo que vibra nas profundezas da alma, por certo haveremos de priorizar tais exercícios e transformá-los em hábito, de todos, o mais salutar.

Podemos também afirmar que essas práticas representam poderoso instrumento no combate à depressão, mal que vem grassando cada vez mais e mais, destruindo tantas vidas.

Como instrumento dos mais importantes para essa revitalização, podemos citar os exercícios de relaxamento com visualizações positivas. Há vários trabalhos dessa natureza, em fita cassete e em CD, que podem ser encontrados em casas comerciais específicas. São induções e criações mentais que, repetidas, vão-se armazenando e gerando memória no subconsciente, com incalculáveis benefícios para quem os pratica diuturnamente.

Para que o leitor tenha idéia de como são feitas essas visualizações podemos citar o CD intitulado Relaxando, que acompanha o livro Práticas para o Bem-Viver, de nossa autoria. São 12 exercícios dessa natureza, cada um com temática diferente. O primeiro, por exemplo, começa com um trabalho respiratório, depois o relaxamento. A música vai cedendo lugar ao canto de pássaros no ambiente de uma floresta, onde levamos o ouvinte a observar uma árvore, seu tronco firme, os galhos fortes, as folhas tocadas por suaves ventos; a reparar em sua postura majestosa, na tranqüilidade com que ela enfrenta as tempestades, as estiagens ou inundações, sempre serena e forte. Em seguida é levado a se aproximar, justapor-se a ela e sentir como fosse a própria árvore, observando a seiva subindo da terra através dos pés, das pernas, passando para o corpo, os braços, a cabeça... trazendo energia e vida; a sentir em seu corpo e na mente a serena força, o tranqüilo poder da arvore e dizer a si mesmo, buscando imprimir fortemente em seu interior, a seguinte idéia: “é com esta força... com esta mesma tranqüilidade e confiança, com este poder da natureza que eu vou vencer todas as dificuldades que possam surgir no meu caminho”. Nos demais exercícios há o desenvolvimento de auto-estima, amor fraterno, luz interior, ligação com o Criador, varredura energética, trabalho com os chacras, e outros.

As visualizações a que nos referimos também podem ser feitas apenas com o uso da própria imaginação, mas são muito mais produtivas e eficientes, quando conduzidas por outrem, ou por uma gravação, porque a mente e o conjunto das potencialidades psíquicas ficam inteiramente disponíveis para as elaborações que vão sendo apresentadas. Além disso, quando se vai fazer um exercício desses, sem essa condução exterior, a tendência é a fuga do pensamento para suas próprias criações.

Mas há também outras práticas de que podemos lançar mão, tais como, a constante criação de imagens mentais positivas, geração sistemática de vibrações de elevado teor, uso de engramas ou afirmativas que ajudam a condicionar o comportamento, tais como: “quero ser uma presença benéfica, onde estiver”.

Estas e outras “práticas para o bem-viver” propiciam a geração e harmonização de forças internas que nos beneficiam em todos os sentidos. Não geram dependência, não têm contra-indicações nem produzem despesas de farmácia.

 Exercício simples, mas de efeitos poderosos, que pode ser feito a qualquer instante e em qualquer lugar:

Olhe para alguma pessoa das proximidades e envolva-a em vibrações de afeto, dizendo-lhe mentalmente: “quero que você esteja bem, com saúde, paz, equilíbrio. Quero que tenha sucesso em sua vida profissional e sentimental; que tenha paz e harmonia em seu coração; que Deus o abençoe e faça feliz”.

Faça esta mesma vibração para as outras pessoas do ambiente, uma a uma. Se não houver pessoas presentes, elas podem ser dirigidas a vizinhos ou a quaisquer outros de que se lembrar, conhecidos ou não. O importante é a dinamização do amor, a mais poderosa e luminosa energia “psi” que podemos gerar.

 

 

 

 

Por que pessoas inocentes sofrem

 

Por que pessoas inocentes sofrem, como acontece nas catástrofes?

Evolução é força da vida, regida pelas leis naturais. O ser humano só evolui mais rapidamente através do sofrimento, e as grandes dores coletivas têm essa finalidade. A referência é feita principalmente à evolução moral e espiritual.

Ocorre também que nas profundezas do nosso espírito fulguram as leis cósmicas, e do conflito entre o que determinam essas leis e a realidade da nossa vivência nasce o remorso, que nem sempre chega à zona consciente, ou seja, nosso subconsciente pode estar em chamas sem que disso tenhamos consciência. As causas desse remorso podem estar nesta mesma vida, ou ancoradas em passadas reencarnações.

Pode-se dizer, então, que esses núcleos do subconsciente atuam como pólos magnéticos a atrair ou conduzir a pessoa para situações de resgate. Em muitos casos é a própria pessoa quem elabora um programa dessa natureza, antes da sua reencarnação.

 

 

 

 

O que ensina o (FENG SHUI)

Para nos protegermos das

energias negativas

 

"Todos nós sabemos,que as energias negativas são uma das  preocupações do ser humano. Procurar fugir delas é tolice. Elas nos alcançam em qualquer lugar do planeta.

Mas podemos nos defender, começando a tomar uma série de atitudes e providências.

Abaixo, seguem seis dicas para começarmos a combatê-las.

1. NÃO TEMER NINGUÉM;

Uma das armas mais eficazes na subjugação de um ser é impingir-lhe o medo. Sentimento capaz de uma profunda perturbação interior, vindo até a provocar verdadeiros rombos na aura, deixando o indivíduo vulnerável a todos os ataques. Temer alguém significa colocar-se em posição inferior, temer significa não acreditar em si mesmo e em seus potenciais, temer significa falta de fé. O medo faz com que baixemos o nosso campo vibracional, tornando-nos assim vulneráveis às forças externas. Sentir medo de alguém é dar um atestado de que ele é mais forte e poderoso. Quanto mais você der força ao opressor, mais ele se fortalecerá.

2. NÃO SINTA CULPA;

Assim como o medo, a culpa é um dos piores estados de espírito que existem. Ela altera nosso campo vibracional, deixando nossa aura (campo de força) vulnerável ao agressor. A culpa enfraquece nosso sistema imunológico e fecha os caminhos para a prosperidade. Um dos maiores recursos utilizados pelos invejosos é fazer com que nos sintamos culpados pelas nossas conquistas. Não faça o jogo deles e saiba que o seu sucesso é merecido. Sustente as suas vitórias sempre!

3. ADOTE UMA POSTURA ATIVA;

Nem sempre adotar uma postura defensiva é o melhor negócio. Enfrente a situação. Lembre-se sempre do exemplo do cachorro: quem tem medo do animal e sai correndo, fatalmente será perseguido e mordido. Já quem mantém a calma e contorna a situação pode sair ileso. Ao invés de pensar que alguém pode influenciá-lo negativamente, por que não se adiantar e influenciá-lo beneficamente? Ou será que o mal dele é mais forte que o seu bem? Por que será que nós sempre nos colocamos numa atitude passiva de vítimas? Antes que o outro o alcance com sua maldade, atinja-o antecipadamente com muita luz e pensamentos de paz, compaixão e amor.

4. FIQUE SEMPRE DO SEU LADO;

A maior causa dos problemas de relacionamentos humanos é a "Auto-Obsessão". A influência negativa de uma pessoa sobre outra sempre existirá enquanto houver uma idéia de dominação, de desigualdade humana, enquanto um se achar mais e outro menos, enquanto nossas relações não forem pautadas pelo respeito mútuo. Mas grande parte dos problemas existe porque não nos relacionamos bem com nós mesmos. 'Auto-Obsessão' significa não se gostar, não se apoiar, se autoboicotar, se desvalorizar, não satisfazer suas necessidades pessoais e dar força ao outro, permitindo que ele influencie sua vida, achar que os outros merecem mais do que nós. Auto-obsediar-se é não ouvir a voz da nossa alma, é dar mais valor à opinião dos outros. Os que enveredam por esse caminho acabam perdendo sua força pessoal e abrem as portas para toda sorte de pessoas dominadoras e energias de baixo nível. A força interior é nossa maior defesa.

5. SUBA PARA POSIÇÕES ELEVADAS;

As flechas não alcançam o céu. Coloque-se sempre em posições elevadas com bons pensamentos, palavras, ações e sentimentos nobres e maduros. Uma atmosfera de pensamentos e sentimentos de alto nível faz com que as energias do mal, que têm pequeno alcance, não o atinjam. Essa é a melhor forma de criar 'incompatibilidade' com as forças do mal e energias incompatíveis não se misturam.

6. FECHE-SE ÀS INFLUÊNCIAS NEGATIVAS.

As vias de acesso pelas quais as influências negativas podem entrar em nosso campo são as portas que levam à nossa alma, ou seja, a 'mente e o 'coração'. Além de manter o coração e mente sempre resguardados das energias dos maus pensamentos e sentimentos, fuja das conversas negativas, maldosas e depressivas. Evite lugares densos e de baixo nível. Quando não puder ajudar, afaste-se de pessoas que não lhe acrescentam nada e só o puxam para o lado negativo da vida. O mesmo vale para as leituras, programas de televisão, filmes , músicas e passatempos de baixo nível. "

 

 

 

Leia lentamente, refletindo sobre o significado destas idéias:

 

 

 

Você é filho do Universo, irmão das estrelas e árvores, você

merece estar aqui... E mesmo que você não possa perceber,

a Terra e o Universo vão cumprindo o seu destino.


Portanto, esteja em paz com Deus como quer que você o

conceba e quaisquer que sejam seus trabalhos e as aspirações,

na fatigante jornada pela vida,

mantenha-se em paz com sua própria alma.

 

Apesar da falsidade, dos desencantos e agruras,

o mundo ainda é bonito.


Seja prudente. Faça tudo para ser feliz !

 

”Trecho de DESIDERATA, texto encontrado na velha Igreja de Saint Paul, Baltimore, datado de 1692“

 

 


 

 

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