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Sugestões importantes do Feng Shui
A bagunça é inimiga da
prosperidade. Ninguém está livre da desorganização.
A bagunça forma-se sem que se
perceba e nem sempre é visível.
A sala parece em ordem, a
cozinha também, mas basta abrir os armários para
ver que estão cheios de
inutilidades.
De acordo com o FENG SHUI
INTERIOR (uma corrente do Feng Shui que mistura aspectos
psicológicos dos moradores com conceitos da tradicional
técnica chinesa de harmonização de ambientes):
BAGUNÇA PROVOCA:
- cansaço e imobilidade
- faz as pessoas viverem no
passado
- engorda
- confunde
- deprime
- tira o foco de coisas
importantes
- atrasa a vida e
- atrapalha relacionamentos
Para evitar tudo isso fique
atento às
OITO REGRAS PARA DOMAR A BAGUNÇA:
1. Jogue fora o jornal de
anteontem.
2. Somente coloque uma coisa
nova em casa quando se livrar de uma velha.
3. Tenha cestos de lixo
espalhados nos ambientes, use-os e limpe-os diariamente.
4. Guarde coisas semelhantes
juntas; arrume roupas no armário de acordo com a cor e fique
só com as que utiliza mesmo.
5. Toda sexta-feira é dia de
jogar papel fora.
6. Todo dia 30, por exemplo,
faça limpeza geral e use caixas de papelão marcadas:
* LIXO
* CONSERTOS
* RECICLAGEM
* EM DÚVIDA
* PRESENTES
* DOAÇÃO...
Após enchê-las, se livre de
tudo !!!
7. Organize devagar, comece
por gavetas e armários e depois escolha um
cômodo, faça tudo no seu
ritmo e observe as mudanças acontecendo na sua vida.
8.
Veja uma lista de atitudes pessoais capazes de esgotar as
nossas energias.
(Conheça cada uma dessas
ações para evitar a 'crise energética pessoal')
1. Maus hábitos, falta de cuidado com o corpo
Descanso, boa alimentação,
hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre
colocados em segundo plano.
A rotina corrida e a
competitividade fazem com que haja negligência em relação a
aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.
2. Pensamentos obsessivos
Pensar gasta energia, e todos
nós sabemos disso.
Ficar remoendo um problema
cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico.
Quem não tem domínio sobre
seus pensamentos torna-se escravo da mente e acaba gastando
a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas,
além de alimentar ainda mais os
conflitos.
Não basta estar atento ao
volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à qualidade
deles.
Pensamentos positivos, éticos
e elevados podem recarregar as energias, enquanto o
pessimismo consome energia e atrai mais negatividade
para nossas vidas.
3. Sentimentos tóxicos
Choques emocionais e raiva
intensa também esgotam as energias, assim como
ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos.
Não é à toa que muitas
pessoas ficam estagnadas e não são prósperas.
Isso acontece quando a
energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é
gasta na manutenção de sentimentos negativos.
Medo e culpa também gastam
energia, e a ansiedade descompassa a vida.
Por outro lado, os
sentimentos positivos, 'como a amizade, o amor, a confiança,
o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria
e o bom-humor recarregam as energia e dão força para
empreender nossos projetos e superar os obstáculos.
4. Fugir do presente
As energias são colocadas
onde a atenção é focada.
O homem tem a tendência de
achar que no passado as coisas eram mais fáceis: 'bons
tempos aqueles!', costumam dizer.
Tanto os saudosistas, que se
apegam às lembranças do passado, quanto àqueles que não
conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no
passado.
Por outro lado, os sonhadores
ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando
nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma
energia no presente.
E é apenas no presente que
podemos construir nossas vidas.
5. Falta de perdão
Perdoar significa soltar
ressentimentos, mágoas e culpas.
Libertar o que aconteceu e
olhar para frente.
Quanto mais perdoamos,menos
bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao
alimentar as feridas do passado.
Mais do que uma regra
religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que
busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a
felicidade.
Quem não sabe perdoar os
outros e a si mesmo, fica 'energeticamente obeso',
carregando fardos passados.
6.
Mentira pessoal
Todos mentem ao longo da
vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta.
Somos educados para
desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha
boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o
pai enérgico, o mártir e o intelectual.
Quando somos nós mesmos, a
vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.
7. Viver a vida do outro
Ninguém vive só e, por meio
dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos
realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber
amadurecer também nossa individualidade.
Esse equilíbrio nos resguarda
energeticamente e nos recarrega.
Quem cuida da vida do outro,
sofrendo seus problemas 'e interferindo mais do que é
recomendável, acaba não tendo energia para construir sua
própria vida.
O único prêmio, nesse caso, é
a frustração.
8.
Bagunça e projetos inacabados
A bagunça afeta muito as
pessoas, causando confusão mental e emocional.
Um truque legal quando a vida
anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa
e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo.
À medida que ordenamos e
limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e
coração.
Pode não resolver o problema,
mas dá alívio.
Não terminar as tarefas é
outro 'escape' de energia.
Todas as vezes que você vê,
por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe 'diz'
inconscientemente:
'Você não me terminou ! Você
não me terminou !'
Isso gasta uma energia
tremenda.
Ou você a termina ou livre-se
dela e assuma que não vai concluir o trabalho.
O importante é tomar uma
atitude.
O desenvolvimento do
autoconhecimento, da disciplina e da terminação fará com que
você não invista em projetos que não serão concluídos e que
apenas consumirão seu tempo e energia.
9. Afastamento da natureza
A natureza, nossa maior fonte
de alimento energético, também nos limpa das energias
estáticas e desarmoniosas.
O homem moderno, que habita e
trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados,
vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia.
A competitividade, o
individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse
quadro e favorecem o 'vampirismo energético'
(*), onde todos sugam e
são sugados em suas energias vitais.
Vamos tentar melhorar nossa
energia pessoal.
Atitudes erradas jogam energia pessoal no lixo.
Posicionar os móveis de
maneira correta, usar espelhos para proteger a entrada da
casa, colocar sinos de vento para elevar a energia ou ter
fontes d'água para acalmar o ambiente, são medidas que se
tornarão ineficientes se quem vive neste espaço não cuidar
da própria energia.
Portanto, os efeitos
positivos da aplicação do Feng Shui nos ambientes estão
diretamente relacionados à contenção da perda de energia das
pessoas que moram ou trabalham no local.
O ambiente faz a pessoa, e
vice-versa.
A perda de energia pessoal pode ser manifestada de várias
formas, tais como:
- a falha de memória (o
famoso 'branco')
- o cansaço físico (o sono
deixa se ser reparador)
- a ocorrência de doenças
degenerativas e psicossomáticas
- a prosperidade e a
satisfação diminuem (os talentos não se manifestam mais, por
falta de energia)
- o magnetismo pessoal
desaparece
- o medo constante de que o
outro o prejudique
(*)(aumentando a
competição, o individualismo e a agressividade, falta
proteção contra as energias negativas e aumenta o risco de
sofrer com o 'vampirismo energético')
Timo: a chave da energia vital
Fonte: Sonia
Hirsch - Jornalista e pesquisadora naturista.
No meio do peito, bem atrás do osso onde a gente toca
quando diz "eu", fica uma pequena glândula chamada timo.
Seu nome em grego, thýmos significa: energia vital.
Precisa dizer mais? Precisa, porque o timo continua
sendo um ilustre desconhecido. Ele cresce quando estamos
contentes, encolhe pela metade quando estressamos e mais
ainda quando adoecemos. Essa característica iludiu
durante muito tempo a medicina, que só conhecia através
de autópsias e sempre o encontrava encolhidinho.
Supunha-se que atrofiava e parava de trabalhar na
adolescência, tanto que durante décadas os médicos
americanos bombardeavam timos adultos perfeitamente
saudáveis com megadoses de raios X achando que seu
"tamanho anormal" poderiam causar problemas.Mais tarde a
ciência demonstrou que, mesmo encolhendo após a
infância, continua totalmente ativo; é um dos pilares do
sistema imunológico, junto com as glândulas adrenais e a
espinha dorsal, e está diretamente ligado aos sentidos,
à consciência e à linguagem. Como uma central telefônica
por onde passam todas as ligações, faz conexões para
fora e para dentro. Se somos invadidos por micróbios ou
toxinas, reage produzindo células de defesa na mesma
hora.Mas também é muito sensível a imagens, cores,
luzes, cheiros, sabores, gestos, toques, sons, palavras,
pensamentos.Amor e ódio o afetam profundamente. Idéias
negativas têm mais poder sobre ele do que vírus ou
bactérias. Já que não existem em forma concreta, o timo
fica tentando reagir e enfraquece, abrindo brechas para
sintomas de baixa imunidade, como herpes.Em compensação,
idéias positivas conseguem dele uma ativação geral em
todos os poderes, lembrando a fé que remove montanhas.O
teste do pensamentoUm teste simples pode demonstrar essa
conexão. Feche os dedos polegar e indicador na posição
de ok, aperte com força e peça para alguém tentar
abri-los enquanto você pensa "estou feliz". Depois
repita pensando "estou infeliz". A maioria das pessoas
conserva a força nos dedos com a idéia feliz e
enfraquece quando pensa infeliz. (Substitua os
pensamentos por uma bela sopa de legumes ou um lindo
sorvete de chocolate para ver o que acontece...)Esse
mesmo teste serve para lidar com situações bem mais
complexas.Por exemplo, quando o médico precisa de um
diagnóstico diferencial, seu paciente tem sintomas no
fígado que tanto podem significar câncer quanto
abscessos causados por amebas. Usando lâminas com
amostras, ou mesmo representações gráficas de uma e
outra hipótese, testa a força muscular do paciente
quando em contato com elas e chega ao resultado.As
reações são consideradas respostas do timo e o método,
que tem sido demonstrado em congressos científicos ao
redor do mundo, já é ensinado na Universidade de São
Paulo (USP) a médicos acupunturistas.O detalhe curioso é
que o timo fica encostadinho no coração, que acaba
ganhando todos os créditos em relação a sentimentos,
emoções, decisões, jeito de falar, jeito de escutar,
estado de espírito... "Fiquei de coração apertadinho",
por exemplo, revela uma situação real do timo, que só
por reflexo envolve o coração.O próprio chacra cardíaco,
fonte energética de união e compaixão, tem mais a ver
com o timo do que com o coração - e é nesse chacra que,
segundo os ensinamentos budistas, se dá a passagem do
estágio animal para o estágio humano."Lindo!", você pode
estar pensando, "mas e daí?". Daí que, se você quiser,
pode exercitar o timo para aumentar sua produção de bem
estar e felicidade.Como? Pela manhã, ao levantar, ou à
noite, antes de dormir.1. Fique de pé, os joelhos
levemente dobrados. A distância entre os pés deve ser a
mesma dos ombros. Ponha o peso do corpo sobre os dedos e
não sobre o calcanhar, e mantenha toda a musculatura bem
relaxada.2. Feche qualquer uma das mãos e comece a dar
pancadinhas contínuas com os nós dos dedos no centro do
peito, marcando o ritmo assim: uma forte e duas fracas.
Continue entre três e cinco minutos, respirando
calmamente, enquanto observa a vibração produzida em
toda a região torácica. O exercício estará atraindo
sangue e energia para o timo, fazendo-o crescer em
vitalidade e beneficiando também pulmões, coração,
brônquios e garganta. Ou seja, enchendo o peito de algo
que já era seu e só estava esperando um olhar de
reconhecimento para se transformar em coragem, calma,
nutrição emocional, abraço.Ótimo, Intimo, Cheio de
estímulo. Bendito Timo.
Buscar o equilíbrio e o alinhamento entre os corpos:
emocional, afetivo e físico é uma das tarefas na arte de
viver bem. Cuidar do corpo e do espírito como disse o
médico Jesus é o segredo da eterna vida saudável. Muitos
desses cuidados alinhavamos em nosso livro: “Saúde ou
doença: a escolha é sua”. Nos cuidados com o corpo basta
o básico: pouca comida e saudável; muita água; usar o
corpo é básico – quem não tiver oportunidade de trabalho
corporal deve usar o esporte ou exercícios; respirar de
forma correta é vital; respeitar os ritmos da vida –
tipo luz e escuridão no dormir e no acordar; interagir o
corpo com a Terra – muitas pessoas vivem em cima de sola
de borracha ou plástico o dia todo.
Quanto aos cuidados com o espírito também basta o
básico: a mente deve estar exercitada para conviver em
harmonia com os sentimentos;
na vida de relações – só faça aos outros; o que gostaria
que lhe fosse feito. Resumindo seja útil e feliz...
Claro que não basta decretar que sou feliz; é preciso
primeiro o diagnóstico correto de mim mesmo como um todo
(autoconhecimento); a participação ou ajuda externa
(recursos complementares como terapia); na arte da cura
recomendo além do que todos já conhecem (nada a ver com
remédios): o xamanismo que ajusta e alinha os corpos
mental, emocional e claro que harmoniza o físico; sem
dúvida que o timo agradece.
Para finalizar este bate papo: O que o amigo está
fazendo com sua saúde? Se estiver doente, quer a cura
para que? Que utilidade dará a ela?
Abraço grande e apertado (uma forma de cura).
Prece
intensa e/ou meditação nas
pesquisas científicas
Gareth Cook
Em um laboratório tranqüilo, Andrew Newberg tira
fotografias do que os fiéis chamam de presença de Deus. O jovem
neurologista convida budistas e freiras franciscanas a meditarem e
orarem em uma sala fechada. Depois, no momento da mais alta devoção,
ele injeta um marcador que viaja até o cérebro e revela sua
atividade no momento da transcendência. Um padrão emergiu das
experiências de Newberg: Existe uma pequena região, próxima à parte
posterior do cérebro, que calcula constantemente a orientação
espacial da pessoa, dando uma idéia de onde o corpo da pessoa
termina e o resto do mundo começa.
Durante prece intensa ou
meditação, essa região torna-se um oásis tranqüilo de inatividade,
por razões ainda inteiramente desconhecidas. Esse fato poderia
explicar a comunhão espiritual de ausência de limites, sentida pelos
religiosos ao longo das eras.
"Ela embaça a relação entre o eu e o outro", disse
Newberg. O neurologista é professor assistente da Universidade de
Pensilvânia e seu trabalho foi publicado na edição de 10 de abril da
revista Psychiatry Research: Neuroimaging. "Se forem
longe o bastante, os praticantes têm uma dissolução completa do eu,
uma sensação de união, de espaço infinito". Newberg e outros
cientistas estão descobrindo que as diversas tradições de devoção
humanas têm uma realidade biológica poderosa. Durante intensa
meditação ou prece, tanto o cérebro quanto o corpo experimentam
mudanças ainda pouco compreendidas, que poderiam trazer nova
compreensão da experiência religiosa e, talvez um dia, até fornecer
dicas para se viver com mais saúde e plenitude. Segundo os
cientistas, o novo campo de estudo já forneceu evidências de que
esses estados meditativos -que dependem do desligamento dos sentidos
e de repetição de palavras, frases ou movimentos- são uma parte
natural do cérebro. E que os humanos são, em certo sentido,
seres inerentemente espirituais.
"A prece é o meio que o cérebro moderno tem para se
conectar com estados de consciência ancestrais poderosos",
disse Gregg Jacobs, professor assistente de psiquiatria na Escola de
Medicina de Harvard, que publicou diversos estudos sobre como as
ondas cerebrais se modificam durante a meditação. Com os estados
meditativos, as pessoas parecem desligar o que Gregg chama de
"conversa interior" do cérebro superior, consciente.
Durante a meditação, os pesquisadores observaram
aumento na atividade das ondas cerebrais "teta", um tipo que se move
lentamente e que inibe outras atividades do cérebro. Com base em uma
análise preliminar de dados recentes, Gregg disse que observou
atividade teta inibidora saindo de uma área do cérebro, chamada de
lobo parietal, que contém o oásis tranqüilo da prece. Eventualmente,
os pesquisadores esperam poder identificar um centro biológico comum
nas muitas variedades mundiais de adoração.
No entanto, na medida em que os cientistas adotam tecnologia cada
vez mais sofisticada para o estudo da religião, muitos advertem que
esses primeiros vislumbres de território misterioso não devem ser
excessivamente interpretados. "O que quer que possamos aprender
sobre esses estados será uma grande vantagem para nós", disse
Lawrence E. Sullivan, diretor do Centro de Estudos das Religiões
Mundiais de Harvard.
Há o perigo, entretanto, "de que nossa tecnologia e
conclusões não se igualem à riqueza e complexidade da religião". A
própria prece é espetacular em sua diversidade, disse Sullivan,
citando a tradição Taoista de meditação profunda, na qual os
praticantes imaginam seu próprio nascimento, e os cânticos e danças
rituais de um povo que habita uma região próxima ao rio Orinoco, da
Venezuela, quando os adolescentes atingem estado de transe estático
e depois morrem metaforicamente. Nos anos 1970, alguns pesquisadores
começaram a estudar seriamente o valor terapêutico da religião.
Herbert Benson, presidente do Instituto Corpo/Mente afiliado à
Universidade de Harvard, cunhou a expressão "resposta de
relaxamento", para descrever as mudanças psicológicas saudáveis nas
pessoas que seguiam práticas meditativas orientais. Recentemente, no
entanto, os pesquisadores também passaram a considerar práticas de
prece ocidentais similarmente intensas. No ano passado, os
Institutos Nacionais de Saúde (NIH) anunciaram que estariam
financiando um ensaio clínico na Universidade Johns Hopkins para
estudar os efeitos de longas sessões de oração de um grupo de
mulheres afro-americanas com câncer de mama -o primeiro estudo desse
tipo em toda a história. Uma das mais impressionantes descobertas
aconteceu em 1997, quando uma equipe de pesquisadores da
Universidade da Califórnia em San Diego descobriu o que chamaram de
"módulo Deus", no cérebro. Eles estudaram pacientes que sofriam de
uma forma de epilepsia que afeta o lobo temporal do cérebro. Esses
pacientes têm experiências profundamente religiosas durante os
acessos e depois ficam fascinados com assuntos místicos.
Os pesquisadores, chefiados por Vilayanur
Ramachandran, disseram que os acessos fortaleciam uma porção do
cérebro que responde a palavras religiosas, implicando que o
sentimento religioso é parte da arquitetura cerebral. Newberg, da
Pensilvânia, que é autor de um livro lançado este mês chamado "Why
God Won't Go Away" (por que Deus não irá embora), disse que o
mistério da experiência religiosa era inerentemente difícil de ser
resolvido em laboratório, especialmente com um scanner de cérebro
barulhento funcionando. Sua estratégia, no entanto, tem sido usar
uma técnica chamada Spect, que usa um marcador que se fixa no padrão
de atividade cerebral ao ser injetado, mas pode ser observado
depois, com o scanner. Newberg já discutiu suas descobertas em
conferências científicas, mas somente os resultados com budistas
foram publicados. Ninguém sabe ainda, entretanto, porque o cérebro
tem essa habilidade milagrosa de atingir outros tipos de estados de
consciência, simplesmente voltando-se para dentro, aquietando-se,
concentrando-se em uma imagem trêmula e repetindo uma frase sagrada.
Algumas pessoas interpretarão os resultados da
pesquisa como evidência de que Deus é um produto do cérebro,
enquanto outras dirão que são evidência de que o cérebro é um
produto de algum poder maior -que, como diz Benson, " talvez Deus
nos tenha dado o mecanismo para entender e sentir Deus de
determinada forma".
Tradução: Deborah Weinberg
THE BOSTON GLOBE
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Nas
idas e vindas desta vida,
sempre crente de que Deus em tudo
coloca sua vida,
venho aprendendo muitas coisas.
Neste caminhar até aqui,
dentre outras, aprendi que,
por pior que seja um problema ou uma
situação,
o tempo em tudo dá um jeito
seja de que jeito for.
Aprendi que não há como fugir de
momentos difíceis,
mas que tenho um grande poder:
o poder de escolher.
E assim, posso escolher a melhor saída
para aquele momento.
Aprendi que na vida, nada é eterno,
nem de bom nem de ruim.
Graças a Deus!
Assim, as tempestades passam – e esse
é um grande consolo!
Mas também os dias de sol se vão
e o segredo é saber usufruir deles o
máximo.
Aprendi que na vida o meio do caminho
é a mais sábia escolha.
Quando escolho ir mais à margem
é quando quero conhecer um pouco mais
do desconhecido,
crescer com isso.
Mas, sempre com o cuidado comigo mesma
de quem guia o outro com atenção, zelo
e bondade.
Aprendi, também, que existem pessoas
más, sim.
Infelizmente!
E que com estas não podemos nos
relacionar
com a mesma imparcialidade, linguagem
e entrega
que dedicamos a quem confiamos,
porque os limites precisam ser claros.
Aprendi que sonhos são importantes:
eles são a bússola de nossas vidas!
Aprendi, também, que família é o
alimento primordial
de nossas vidas.
Mas, que nem todas as pessoas sabem
disso.
Aprendi que amigos têm que ser poucos
mesmo,
porque quanto melhor a qualidade da
relação, no cuidado,
atenção e afeto, mais profunda é a
amizade.
Aprendi que passado e futuro são muito
importantes,
porque eles nos dão cada vez mais a
possibilidade
da melhor escolha.
Mas, que o presente é que escreve a
nossa história.
Aprendi que sensibilidade é uma
qualidade melhor que a racionalidade, porque permite a
intuição e uma visão mais
ampliada e profunda da vida.
E que pessoas sensíveis sofrem mais,
porque no mundo ainda prevalece a
racionalidade.
Aprendi que o importante na vida é ser
humano
com qualidade e participar da
grandiosidade da
vida além da esfera do humano,
porque antes de sermos humanos,
somos seres viventes, compartilhando
com outros seres viventes a
possibilidade de viver.
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Maravilhosa lição de vida
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Rita Levi Montalcini!
Prêmio Nobel de Medicina.
Que possa nos servir de inspiração.
A Dra. Rita Levi, que tem 98 anos recebeu o Prêmio Nobel de Medicina
há 21 anos, quando tinha 77 !!!
Rita Levi Montalcini
, nasceu em Turín, Itália em 1909 e obteve o titulo de Medicina na
especialidade de Neurocirurgia. Por causa de sua ascendência judia
se viu obrigada a deixar a Itália, um pouco antes do começo da II
Guerra Mundial.
Emigrou para os Estados Unidos onde trabalhou no Laboratório Victor
Hambueger, do Instituto de Zoologia da Universidade de Washington de
San Louis. Seus trabalhos junto com Stanley Cohen serviram para
descobrir que as células só começam a se reproduzir quando recebem a
ordem para isso, ordem que é transmitida por umas substâncias
chamadas fatores do crescimento. Obteve o Prêmio Nobel de Fisiologia
no ano 1986, que compartilhou com Stanley Cohen.
http://it.wikipedia.org/wiki/Rita_Levi-Montalcini#Biografia
ENTREVISTA
- Como vai celebrar seus 100 anos?
- Ah, não sei se viverei até lá, e, além disso, não gosto de
celebrações. No que eu estou interessada e gosto é do que faço cada
dia.!
- E o que você faz?
- Trabalho para dar uma bolsa de estudos para as meninas africanas
para que estudem e prosperem ..Elas e seus paises. E continuo
investigando, continuo pensando.
- Não vai se aposentar?
- Jamais! Aposentar-se é destruir
cérebros! Muita gente se aposenta e se abandona... E
isso mata seu cérebro. E adoece.
- E como está seu cérebro?
- Igual a quando eu tinha 20 anos! Não noto diferença em ilusões nem
em capacidade. Amanhã vôo para um congresso médico.
- Mas terá algum limite genético ?
- Não. Meu cérebro vai ter um século..., mas não conhece a
senilidade..O corpo se enruga, não posso evitar, mas não o cérebro!
- Como você faz isso?
- Possuímos grande plasticidade neural: ainda quando morrem
neurônios, os que restam se reorganizam para manter as mesmas
funções, mas para isso é conveniente estimulá-los!
- Ajude-me a fazê-lo.
- Mantenha seu cérebro com ilusões,
ativo, faça ele trabalhar e ele nunca se degenera
.
- E viverei mais anos?
- Viverá melhor os anos que vive, é isso o interessante. A chave é
manter curiosidades, empenho, ter
paixões....
- A sua foi a investigação cientifica?
- Sim e segue sendo.
- Descobriu como crescem e se renovam as células do sistema
nervoso...
- Sim, em 1942 : dei o nome de Nerve Growth Factor (NGF,
fator do crescimento ner-
voso), e durante quase meio século houve dúvidas, até que foi
reconhecida sua validade, e em 1986, me deram o prêmio por isso.
- Como foi que uma garota italiana dos anos vinte converteu-se em
neurocientista?
- Desde menina tive o empenho de estudar. Meu pai queria me casar
bem, que fosse uma boa esposa, boa mãe... E eu não quis. Fui firme e
confessei que queria estudar.
- Seu pai ficou magoado?
- Sim, mas eu não tive uma infância feliz : sentia-me feia,
tonta e pouca coisa..Meus irmãos maiores eram muito brilhantes e eu
me sentia tão inferior...
- Vejo que isso foi um estimulo...
- Meu estimulo foi também o exemplo do médico Albert Schweitzer, que
estava em África para ajudar com a lepra. Desejava ajudar aos que
sofrem , isso era meu grande sonho...!
- E você o tem feito... com sua ciência.
- E, hoje, ajudando as meninas da África para que estudem. Lutamos
contra a enfermidade, a opressão da mulher nos paises islâmicos, por
exemplo, além de outras coisas...!
- A religião freia o desenvolvimento cognitivo?
- A religião marginaliza muitas vezes a mulher perante o homem,
afastando-a do desenvolvimento cognitivo, mas algumas religiões
estão tentando corrigir essa posição.
- Existem diferencias entre os cérebros do homem e da mulher?
- Só nas funções cerebrais relacionadas com as emoções, vinculadas
ao sistema endócrino. Mas quanto às funções cognitivas, não há
diferença alguma.
- Por que ainda existem poucas cientistas?
- Não é assim! Muitos descobrimentos científicos, atribuídos a
homens, realmente foram feitos por suas irmãs, esposas e filhas.
- É verdade?
- A inteligência feminina não era admitida e era deixada na sombra.
Hoje, felizmente, há mais mulheres que homens na investigação
cientifica: as herdeiras de Hipatia!
- A sábia Alexandrina do século IV...
- Já não vamos acabar assassinadas nas ruas pelos monges cristãos
misóginos, como ela. Claro, o mundo tem melhorado algo...
- Ninguém tem tentado assassinar a você...
- Durante o fascismo, Mussolini quis imitar o Hitler na perseguição
dos judeus..e tive que me ocultar por um tempo. Mas não deixei de
investigar : tinha meu laboratório em meu quarto...E descobri
a apoptose, que é a morte programada das células!
- Por que há uma alta porcentagem de judeus entre cientistas e
intelectuais?
- A exclusão estimula entre os judeus os trabalhos intelectivos e
intelectuais: podem proibir tudo, mas não que pensem! E é verdade
que há muitos judeus entre os prêmios Nobel...
- Como você explica a loucura nazista?
- Hitler e Mussolini souberam como falar ao povo, onde sempre
prevalece o cérebro emocional por cima do neocortical, o
intelectual. Conduziram emoções, não razões!
- Isto está acontecendo agora?
- Por que você acha que em muitas escolas nos Estados Unidos é
ensinado o creacionismo e não o evolucionismo?
- A ideologia é emoção, é sem razão?
- A razão é filha da imperfeição. Nos invertebrados tudo está
programado: são perfeitos. Nós não. E, ao sermos imperfeitos, temos
recorrido à razão, aos valores éticos : discernir entre o bem
e o mal é o mais alto grau da evolução darwiniana!
- Você nunca se casou ou teve filhos?
- Não. Entrei no campo do sistema nervoso e fiquei tão fascinada
pela sua beleza que decidi dedicar todo meu tempo, minha vida!
- Lograremos um dia curar o Alzheimer, o Parkinson, a demência
senil?
- Curar...O que vamos lograr será frear, atrasar, minimizar todas
essas enfermidades.
- Qual é hoje seu grande sonho?
- Que um dia logremos utilizar ao máximo a capacidade
cognitiva de nossos cérebros.
- Quando deixou de sentir se feia?
- Ainda estou consciente de minhas limitações!
- Que tem sido o melhor da sua vida?
- Ajudar aos demais.
- O que você faria hoje se tivesse 20 anos?
- Mas eu já estou fazendo!!!!
Pecados capitais
Frei Betto
Todos os pecados capitais, sem exceção, são tidos como virtudes nessa sociedade
neoliberal corroída pelo afã consumista.
A inveja é estimulada no anúncio da moça que, agora, possui um carro melhor do
que o de seu vizinho. A avareza é o mote das cadernetas de poupança. A cobiça
inspira todas as peças publicitárias, do Carnaval a bordo no Caribe ao tênis de
grife das crianças. O orgulho é sinal de sucesso dos executivos bem sucedidos,
que possuem lindas secretárias e planos de saúde eterna. A preguiça fica por
conta das confortáveis sandálias que nos fazem relaxar, cercados de afeto, numa
lancha ao Sol. A luxúria é marca registrada da maioria dos clipes publicitários,
em que jovens esbeltos e garotas esculturais desfrutam uma vida saudável e feliz
ao consumirem bebidas, cigarros, roupas e cosméticos. Enfim, a gula subverte a
alimentação infantil na forma de chocolates, refrescos, biscoitos e margarinas,
induzindo-nos a crer que sabores são prenúncios de amores.
Há nas tradições religiosas uma sabedoria de vida. Despidos de preconceitos, se
refletirmos bem sobre os sete pecados capitais veremos que cada um deles se
refere a uma tendência egoísta que traz frustração e infelicidade.
A cobiça nos faz reféns do mercado e dos modismos, atraindo-nos ao buraco negro
de irregularidades que, miragens no deserto, nos prometem dinheiro fácil e
status de Primeiro Mundo. A avareza ensina a acumular dinheiro mesmo quando ele
precisaria ser investido na melhoria de nossa qualidade de vida. Rendimentos
passam a ser mais importantes que investimentos, como o caramujo que, por
carregar a casa nas costas, se arrasta lento pela vida. A luxúria nasce nos
olhos, agita a mente e perturba o coração. O objeto do desejo aliena do amor
enquanto projeto, aprisionando- nos no jogo narcísico da sedução. A gula aumenta
o colesterol, deforma o corpo e entristece o espírito. O orgulho é a terrível
consciência de que queremos parecer o que não somos e, cheios de empáfia, nossa
alma trafega apoiada em frágeis muletas. A preguiça traz incapacidade e atiça os
devaneios, induzindo a trocar a realidade pela fantasia. A inveja é o espelho de
nossa covardia em ser do tamanho que somos, nem maiores nem menores.
O fato é que há um conflito entre o princípio nº 1 da sociedade em que vivemos -
ganhar dinheiro - e os valores que sedimentam a existência. Por que a ambição de
uma viagem ao exterior não se reflete também no desejo de viajar para dentro de
si mesmo? Mundo desconhecido, esse que trazemos no espírito. Mas, como turistas
ocasionais, ficamos sem saber qual "agência" pode nos assegurar uma viagem de
melhor proveito: a Igreja católica ou o budismo? O candomblé ou o espiritismo?
Deus é mais íntimo a nós do que nós a nós mesmos. Recolher-se ao silêncio
interior é sempre um excelente ponto de partida. Para quem nunca fez essa
viagem, a partida assusta, porque não nos é dado o roteiro, e a paisagem
exterior tenta-nos a abandonar o trem. Se controlarmos "a louca da casa", a
imaginação, logo o silêncio interior se faz voz. Então, somos apresentados ao
nosso verdadeiro eu, que nos impele ao nós. E experimentamos inefável
felicidade.
Fonte: ADITAL
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Todd Solomoz dirigiu "Happiness"
em 1998. No filme, ele mostra a mediocridade da vida de um punhado de pessoas
que protagonizam situações dramáticas, nauseantes e patéticas. Foi muito
premiado. Toronto, San Sebastian e Cannes, foram alguns dos troféus.
Na tragicomédia de Solomoz,
cada personagem toca a vida do outro, desenhando quadros de tragédia, crime,
tédio, indiferença, ingenuidade e perversão. Nos bônus do DVD, perguntam ao
diretor de onde retirava tais histórias. Ele respondeu: "Da vida".
Só que a vida não precisa ser
assim!
Algumas pessoas ficam furiosas
quando falamos de felicidade. Porque crêem que a felicidade é impossível. Um
escritor australiano chamado Andrew Matews escreveu um livro formidável: "Seja
feliz!" E foi bastante desaconselhado a publicá-lo. Os editores que o viram
disseram que era um tema para psicólogos. Ele não tem tal formação, é um
desenhista, mas insistiu em publicá-lo. Vendeu dezenas de milhões de exemplares
pelo mundo afora, pela simples razão de que não é uma formação burocrática que
confere o conhecimento sobre um assunto. O livro de Matews é excelente. Aliás,
os livros. Eu os li todos.
A tentação de ser infeliz
porque os outros o são é muito grande. Muita gente cede a ela. Mas devemos
resistir. Nich Nath Han, um monge vietnamita que vive na França, disse que é
terrível que existam tantas crianças morrendo de fome e em guerras ao redor do
mundo, e que devemos nos esforçar para mudar isso. Contudo, acima de toda dor,
devemos nos lembrar sempre que a flor que desabrochou hoje, em nosso jardim, é
um milagre!
A maior felicidade é ser útil,
mas ninguém é útil sendo um infeliz. Por tudo isso, o tema sempre me interessou.
Devo ter lido uns bons 50 livros específicos sobre o assunto. Nenhum deles de
psicólogo algum. Alguns do Dalai Lama, outros de filósofos estóicos como Epiteto
e Sêneca, outros ainda de Jiddu Krishnamurti.
Quando meu amigo Gilberto
Cabeggi me enviou um exemplar do seu livro "Todo dia é dia de ser feliz" para
que eu o comentasse, não sabia do meu interesse e pesquisa sobre a felicidade.
Ele também não é psicólogo. É engenheiro civil com especialização em Análise de
Sistemas. Mora no arquipélago japonês e é editor de um jornal eletrônico chamado
Papo Legal, WWW.papolegal.net. Sempre estamos em contato. Eu na Europa, ele na
Ásia. Há um autor aqui na Espanha que também escreve sobre este tema. É Jorge
Bucay. Seus textos são claros e encantadores, como os de Gilberto. Bucay
tampouco é psicólogo.
A felicidade não é algo
complicado, porque tem de ser, necessariamente, simples. Não há fórmulas, mas a
experiência nos ensina o que funciona e o que não funciona. Aqui valem os
depoimentos de alguns seres humanos extraordinários que viveram antes de nós. A
simplicidade da vida salta aos olhos nas orientações dadas por Jesus no Sermão
da Montanha. A filosofia estóica, em muitos momentos, parece quase uma recitação
dessa mensagem de Jesus. Uma regra de ouro? Não é vida que torna alguém infeliz,
é o seu modo de encará-la. Uma situação dolorosa produz inevitavelmente dor, não
pode ser diferente. Entretanto, o sofrimento é um prolongamento dessa dor. E, o
pior, uma escolha.
A primeira pessoa a me falar
disso foi Sri Swami Tilak. "Não é o mundo que lhe faz sofrer, mas a sua atitude
diante dele". Outra não poderia ser a tese de Gilberto em seu livro, porque a
mesma mensagem está sendo enviada há milênios, em busca de ouvidos que a
escutem. O livro do meu amigo Gilberto Cabeggi, fala, com maestria, das atitudes
e comportamentos que geram mais felicidade pessoal. Ele aborda o tema de
diferentes perspectivas: a vida profissional, a familiar, a saúde, o
estabelecimento do equilíbrio mental e espiritual. A seguir, é o próprio
autor quem nos fala:
ENTREVISTA
A felicidade é possível?
Esta é uma boa pergunta. Seria
interessante que cada leitor perguntasse a si mesmo. Sim, porque é só você que
pode dizer se a felicidade na sua vida é possível, ou não. É apenas uma questão
de opção sua. Na minha vida pessoal, posso afirmar, sem sombra de dúvidas: a
felicidade é totalmente possível, real e presente a cada dia.
Você é um autor feliz?
Como autor, sinto-me realizado
- o que não quer dizer que "vou acomodar-me por aqui mesmo" e parar de buscar o
aperfeiçoamento na minha área de atuação e vocação. Quanto a ser feliz, a
resposta à sua pergunta é "Sim! Gilberto Cabeggi é feliz todos os dias". Mas
entenda, não é em todos os momentos de todos os dias. São momentos especiais, a
cada dia, aqueles em que a felicidade me invade o coração.
Nos demais momentos, continuo
no meu exercício de buscar a felicidade pelo maior tempo possível - e da maneira
mais intensa possível -, dentro de cada dia que vivo. É assim que continuo
aprendendo. Afinal, segundo uma idéia que li, de Paulo Coelho, - e com a qual
concordo - se fôssemos felizes o tempo todo, estagnaríamos, pararíamos de
evoluir como pessoas. Pois o que move o nosso crescimento é a busca pelo que
entendemos que seja a felicidade.
Porque há tantas pessoas
infelizes?
As pessoas, em geral, passam a
ser infelizes quando deixam de acreditar na felicidade. E elas passam a
desacreditar na felicidade devido a algumas posturas básicas que adotam, que
fecham seus olhos e as confundem. Em resumo, eu diria que essas posturas que
trazem infelicidade para as pessoas podem ser classificadas em três tipos: 1)
Não saber apreciar aquilo que elas já têm em sua vida; 2) Pensar que são capazes
de resolver tudo na vida, como que querendo "medir forças" com Deus; 3) Manter
seus olhos voltados apenas para as dificuldades da vida, sem reparar nas bênçãos
que as cercam. De onde surgiram os itens da felicidade que estão presentes em
seu livro, como "gratidão, amor, paz..."? Gratidão, amor, paz, compreensão,
caridade, e tantos outros bons elementos da vida existem para nos ensinar que
nossas bênçãos são sempre maiores do que os nossos infortúnios. Basta que
prestemos atenção à nossa volta, com o coração cheio de esperança, para perceber
isso. Essas são ferramentas com as quais podemos moldar a nossa felicidade. E,
para acessá-las, basta manifestar a sua vontade de ser feliz, que tudo isso será
colocado ao seu alcance.
O que diria para alguém que se
sente muito infeliz, que não acredita mais que a felicidade seja possível?
Se você não se sente feliz,
aceite isso de bom grado. Não lute contra. Se você não acredita mais na
felicidade, dê-se esse direito de duvidar da existência dela. O primeiro passo
para qualquer mudança é a aceitação de você mesmo, como você é, com paciência e
bondade. Tudo aquilo contra o que você luta, se fortalece em sua mente.
Depois, gradativamente, vá
lendo coisas positivas e procurando interiorizá-las e colocá-las em prática,
tanto quanto sentir ser possível a cada momento. Deixe que elas se tornem parte
de você. Selecionamos muitas dessas mensagens estimulantes e as reunimos no
livro "Todo Dia é Dia de Ser Feliz", exatamente para ajudá-lo a construir uma
auto-imagem mais positiva e mais feliz. Chegará o momento em que, em sua mente,
surgirá a questão "Será mesmo que a felicidade existe? Será que eu ainda tenho
alguma chance de ser feliz?". E, então, você terá voltado sua mente para a
direção correta e retomado a sua esperança de ser feliz. Mas seja paciente e
persistente, pois o processo de reconhecer a felicidade dentro de você e a
colocar em evidência é um pouco demorado no começo. É preciso treino, mas
funciona. E quando você perceber isso, cada vez mais vai conseguir atrair a
felicidade para si mesmo.
Como resumiria o seu livro?
O livro "Todo Dia é Dia de Ser
Feliz" é o resultado de todo um aprendizado, ao longo da minha vida, na busca de
motivação diária para ser mais feliz a cada dia. Nele, afirmo que a condição de
estar feliz é mais facilmente conseguida quando adotamos três posturas básicas:
1) Goste daquilo que você já tem- saiba apreciar as coisas que você tem em sua
vida, como seus amigos, seus pais, seus bens materiais; 2) Deixe nas mãos de
Deus tudo o que você não pode resolver - boa parte da felicidade está em
entender que há coisas que estão fora do seu alcance resolver e, nesses casos, é
sábio deixá-las nas mãos de Deus; 3) Saboreie as boas coisas da vida -
permita-se viver com satisfação, apesar de todas as dificuldades que possam
estar lhe incomodando.
À medida que for lendo, o
leitor irá assimilando esses três conceitos e sendo estimulado a colocá-los em
prática, para tornar sua vida mais feliz.
Quem deveria comprar o seu
livro?
Podemos afirmar que a leitura
de "Todo Dia é Dia de Ser Feliz" é indicada para todos aqueles que querem ser
felizes, ou ainda mais felizes do que são... Quanto a comprar o livro, as
pessoas que o lêem, em geral, gostam de mantê-lo bem pertinho de si mesmas, para
consultas a qualquer momento. Portanto, mesmo se leram a primeira vez um livro
emprestado de um amigo, acabam adquirindo seu exemplar. E como torcem pela
felicidade daqueles que amam, acabam por presentear seus pais, amigos, cônjuges
e filhos, com o livro. E, dessa forma, continuam mantendo vivo o processo de
semear felicidade, em sua vida e pelo mundo.
Um recado para o leitor?
No livro o leitor irá encontrar
um convite para ser feliz e muitas dicas sobre como produzir a felicidade em sua
vida. Será também convidado a dar permissão a si mesmo para ser feliz e
compreender que isso só depende dele mesmo. "Todo Dia é Dia de Ser Feliz" faz
parte de um projeto maior, de apoio e estímulo ao leitor, e representa apenas o
começo da jornada. Outros livros já estão escritos e outros ainda em fase de
desenvolvimento, apenas aguardando o momento da publicação. Por enquanto, o
leitor vai ficar um pouco na expectativa, mas podemos adiantar que aqueles que
se identificarem com "Todo Dia é Dia de Ser Feliz", com toda certeza, irão
esperar ansiosamente pelos próximos livros.
Como é a relação da criança com
seus pais, ou com os responsáveis por ela? É da exigência. Isto porque ela
necessita de alimento, cuidados e afeto, e são os pais, ou os responsáveis por
ela, os seus provedores.
Já na adolescência, sentindo
necessidade de auto-afirmação, passa a lutar pelo que entende ser a sua
liberdade.
Quando adulta, mais madura, sua
relação com os pais passa a ser também mais tranqüila, mantida pelo amor e o
respeito e, sempre que necessário, é aos pais que se dirige quando precisa de
conselhos ou de colo.
Nossa relação com Deus segue
caminhos semelhantes.
Quando somos ainda crianças
espirituais, buscamos na religião (que representa o Pai diante de nós) tudo que
ela possa nos oferecer, desde bens materiais, saúde, amor, lazer, enfim, tudo
que nos apraz vivenciar ou possuir. Em troca, lhe damos fidelidade e obediência.
Já um pouco mais crescidos, nas
milenares jornadas do nosso espírito, começamos a nos sentir mais fortes, mais
capazes, e acabamos muitas vezes nos afastando da religião ou nos tornando
ateus.
Ao amadurecermos mais, no decurso
de “N” reencarnações, passamos a perceber a grandeza da vida e do TODO, e então
podemos sentir mais profundamente o que significa esse Ser Supremo, o Arquiteto
Cósmico, a Causa Primária da Todas as Coisas, que chamamos Deus.
Então a nossa relação com Ele se
modifica. Passamos a ter-lhe profundo respeito e admiração e podemos dizer como
o filósofo alemão Kant, que viveu no século XVIII, “Duas coisas me enchem a alma
de crescente admiração e respeito: o céu estrelado sobre mim e a lei moral
dentro de mim”.
Assim, com um pouco mais de
maturidade espiritual, já podemos perceber que as leis cósmicas estão escritas
na nossa consciência e passamos a nos guiar por elas, não por temor a Deus, mas
por amor a Ele.
Então deixamos de buscar em Deus e
nas religiões aquilo de que necessitamos ou desejamos para nossa vida material,
entendendo ser mais correto buscar na religiosidade o alimento que nutre nossa
alma.
Mas como vivemos numa dimensão
material, inseridos em necessidades dessa natureza, é justo buscarmos também a
ajuda do “Pai” quando esta se torna necessária.
Assim numa relação mais adulta
temos na religião, ou na religiosidade, a fonte dos sentimentos divinais que nos
nutrem de amor, paz e contentamento, e por vezes nos levam a níveis mais
elevados de luz, harmonia e encantamento espiritual.
Se a sua relação com Deus é do
formato infantil, não se preocupe. Isto é até natural porque somos egressos de
uma fase de condicionamentos milenares, que nutriram a nossa fé em épocas ainda
infantis da alma humana.
Mas se a sua alma anseia por uma relação mais
madura com Deus, comece a refletir sobre estas questões e assim, pouco a pouco,
poderá ir se libertando dos muitos condicionamentos, passando a percepções mais
claras e mais reais sobre o Grande Arquiteto, a vida, as leis cósmicas e o que
somos dentro do TODO.
Saara
Nousiainen

As cores da compaixão
Numa palestra no Fórum Espírita de
Pernambuco, em 2004, o Lama Padma Samten falando sobre compaixão e amor, disse
não se tratar apenas de sensações, mas de formas de inteligência, e fez uma
comparação:
“Digamos que alguém olha para uma
planta que se encontra num vaso dentro da casa. Pelo olhar compassivo, em vez
observar se gosta dela ou não, pergunta como é que ela se sente sem a luz do
sol, a água da chuva e sem as suas plantas amigas e companheiras.
Quando olhamos uma planta pensando
se gostamos ou não, nossa mente opera obstruída pela sensação de gostar ou não
gostar.
Uma inteligência maior é olharmos
para aquela planta perguntando do que ela necessita. E mais do que isso, nós
podemos olhá-la e ver com os olhos do bom jardineiro quais as flores e frutos
que essa planta tem escondida dentro dela, e que ela mesma não sabe.
Quando em algum momento da nossa
infância, alguém (nossos pais, professores ou qualquer outra pessoa) nos olhou e
viu em nós as sementes e flores que tínhamos dentro de nós e não sabíamos,
fazendo isso, amorosamente umedeceu a terra onde vivíamos para que pudéssemos
crescer e nos desenvolver. A essa capacidade, essa inteligência de olhar o outro
e reconhecer nele qualidades positivas, a isso, no budismo, chamamos de amor.
Olhar o outro e ver o que afeta a
existência dele, para nos manifestarmos de forma positiva para remover os
obstáculos, isso é compaixão. Para promover as qualidades positivas, isso é
amor.”
Disse ainda o Lama:
“Através de cinco cores nós
podemos praticar a compaixão.
Às vezes nós somos seletivos com a
compaixão. Podemos ser compassivos com qualquer um, mas não com quem cria
guerras ou despeja bombas. Então começamos a olhar de forma seletiva, e eu
preciso informar que no sentido budista não há limite para a compaixão. Mas para
isso precisamos entender que muitas vezes ela não pode ser simplesmente
concordância com o outro.
Existem cinco formas de compaixão
apresentadas pelo budismo, através de cinco cores.
A primeira é o azul. Através dessa
cor nós olhamos para o outro e o acolhemos, e também perguntamos, quais as
flores e frutos escondidos nesse ser.
Temos a compaixão amarela, de um
amarelo-dourado, que significa generosidade, riqueza, meios. Então, quando vamos
ajudar alguém nós podemos não somente ouvi-lo, entendê-lo, aspirar o bem, mas
podemos eventualmente fazer algo mais.
Vamos supor, como acontece lá no
sul, de tanto em tanto, que o rio subiu e a casa foi destruída. A gente pode
visitar o desabrigado e dizer: você não se preocupe tanto... isto passa. É uma
boa ajuda, mas com a cor amarela podemos auxiliar para que passe mais rápido,
oferecendo um suporte prático.
Depois temos a cor vermelha, que
simboliza o eixo. Ela vem da sedução, daquilo que nos encanta. Então, que
possamos produzir no outro um encantamento positivo, um eixo positivo. Assim, a
cor vermelha vai nos ajudar a dizer àquela pessoa que é melhor não reconstruir a
casa no mesmo lugar porque o rio pode subir de novo. Dessa forma, muitas vezes
não basta que a gente ajude o outro a reconstruir, mas que o ajude a fazê-lo
numa situação melhor. Para isso precisamos da sabedoria dos eixos. Para os
nossos filhos não podemos abdicar disso. Não precisamos impor os eixos, eles não
são impostos. Mas se dissermos: eu não devo ajudar o outro a criar uma estrutura
positiva, um referencial positivo, estaríamos nos omitindo e isso seria uma
atitude sem compaixão.
Então, é muito necessário que a
gente repita as palavras dos grandes mestres, que viva essas palavras, estude
isso e entenda, e possa ajudar os outros a compreender como viver melhor. Se não
ajudarmos ou outros nesse sentido, isso será uma falha da nossa compaixão.
No entanto não bastam essas três
formas.
Há um momento em que vemos uma
criança puxando uma toalha com uma leiteira de leite fervente em cima. Se não
gritarmos, a criança puxa e se machuca. Quando gritamos nós não nos opomos à
criança. Nós estamos a favor dela. Quando dizemos, não faça isso, nós
interrompemos uma ação negativa. Então muitas vezes é necessário manifestar o
que se chama a cor verde. No budismo isso é chamado “a família karma”, onde
vemos a negatividade surgindo e a obstruímos. Nós nos impomos diante da
negatividade, interrompendo-a. Não somos contra a pessoa, somos a seu favor.
E há ainda a cor branca, a
culminância da compaixão, porque ainda que eu acolha, ainda que propicie meios,
ainda que ofereça eixos, ainda que obstaculize a negatividade, se não revelar a
natureza ilimitada, não tive a compaixão, a generosidade, a amorosidade de
descobrir essa natureza ilimitada e oferecer às outras pessoas, então as outras
compaixões são muito menores, são quase sem sentido.
O que dá sentido à vida é que
todos marchamos para a consciência da natureza última e vivemos inseparáveis
disso. A nossa vida não teria culminância, não teria completude, sem a cor
branca aonde nós reconhecemos a natureza ilimitada. Então, a compaixão maior é
podermos oferecer aos outros essa natureza."

O que há por trás da depressão...
A depressão é uma enfermidade que
não mata, mas rouba de suas vítimas a plenitude de ser.
Quem sofre desse mal vive apenas
parcialmente e durante as crises pode tornar-se completamente anulado.
A ciência informa que ela ocorre
principalmente por falhas na produção de certas substâncias químicas e cuida de
tratá-la com remédios que compensem essas deficiências.
Pergunto: o que leva o organismo a
produzir essas substâncias de forma deficitária?
Durante os longos anos em que
busquei desesperadamente recursos internos para controlar uma enxaqueca de
sofrimentos superlativos e uma depressão aniquiladora, que não encontravam
alívio em nenhuma forma de tratamento, fui descobrindo, através de observações,
reflexões, pesquisas e experimentações alguns fatores fundamentais como por
exemplo, a existência do sistema energético e seu papel nos mecanismos ligados
às funções orgânicas, inclusive à sua química. Restava saber como utilizar esses
conhecimentos visando o fim que me havia proposto, o alívio daquele tormento e,
quem sabe, a sua cura.
Guiando-me então pelo caminho
entrevisto fui estabelecendo, pouco a pouco, um roteiro de procedimentos
mediante os quais consegui finalmente controlar aqueles males.
Sintetizando as conclusões a que
cheguei: sabemos que nosso sistema energético é formado pela bioenergia e a
“psicoenergia “ ou energia psíquica. A bioenergia é a que nutre ou faz funcionar
o organismo e nós a assimilamos dos alimentos, da água, do ar... e a sua
emanação, a partir do corpo, pode ser fotografada com a câmara kirlian. O livro
Experiências Psíquicas Além da Cortina de Ferro, das jornalistas Sheila
Ostrander e Lynn Schroeder, narra detalhadamente a descoberta e as pesquisas
soviéticas relacionadas ao corpo bioplásmico (energético) e suas emanações
visíveis e fotografáveis sob determinadas condições.
Já a “psicoenergia” é gerada pelo
pensamento e as emoções. É tão sutil que ainda não se consegue detectá-la
através de aparelhos, mas sua existência tem sido cientificamente comprovada.
São bastante conhecidas aquelas experiências feitas em universidades
norte-americanas com plantas que receberam vibrações de amor por grupos de
pessoas e as outras que receberam vibrações de ódio, sendo que as primeiras
cresceram mais belas e viçosas, enquanto as segundas murcharam e muitas
morreram. Igualmente, foram bastante divulgadas aquelas outras realizadas em
grandes hospitais americanos, quando parte dos internos recebeu preces de grupos
de oração, apresentando significativas melhoras em relação ao grupo controle,
sem falar nas inúmeras outras, ligadas à telepatia.
Sabemos então, que parte da
energia psíquica provém dos nossos pensamentos e emoções, parte recebemos do
ambiente exterior, tanto dos locais por onde nos movemos, quanto dos agentes que
no-las direcionam, e temos razões para crer que outra parte procede do nosso
subconsciente, esse porão saturado de imagens mentais carregadas com energias de
toda natureza.
A “psicoenergia” pode ser de boa
ou má qualidade. No primeiro caso a sua fonte geradora mais poderosa é o amor,
seguida do otimismo, alegria sã, fé, oração... No segundo temos o ódio, a
inveja, o mau humor, o estresse, o medo, a ansiedade, sentimentos de culpa, de
frustração, hábito da lamúria e assemelhados. Essa energia, quando negativa ou
de má qualidade, cria bloqueios no sistema energético formando áreas enfermiças
em órgãos predispostos. Além disso, provoca desequilíbrios no sistema de
produção da química orgânica, como no caso dos neurotransmissores, gerando
estados de espírito negativos desde mau humor, irritação, até a depressão em
todos os seus níveis. Também provoca dificuldades de concentração, insônia ou
excesso de sono, pesadelos e os mais diversos tipos de mal-estar, estando
igualmente na raiz da maioria das enxaquecas.
Esse fato venho constatando
diuturnamente. Quando me sinto cansada, irritada ou percebo os primeiros
sintomas da depressão, cuido logo de fazer o que chamo de “varredura
energética” e, conforme vou conseguindo realizá-la, meus estados de espírito se
modificam na mesma rapidez e intensidade. Num determinado momento parece que o
mundo está desabando, que nada vai dar certo, as perspectivas se mostram
ameaçadoras, enquanto um desalento incontrolável toma conta do psiquismo e do
próprio corpo físico. Minutos depois, com a mera “limpeza” do sistema energético
as expectativas já são outras, carregadas de otimismo, entusiasmo e confiança,
enquanto um suave bem-estar vai tomando conta de todo o meu ser.
É simplesmente impressionante
observar na prática como isto é real, e constatar que o estado natural do ser
humano é estar de bem com a vida.
Nesta fase de transição por que
passa a nossa humanidade, uma época marcada por dificuldades as mais diversas,
desde aquelas ligadas à sobrevivência que trazem a criatura sob o chicote de
lutas insanas, fustigada pelas incertezas, até às violências de toda natureza
que sofre em seu cotidiano, tudo isto e ainda outros fatores estão forçando
maior sensibilização no sistema nervoso de grande parte das pessoas. Daí o
acréscimo dos efeitos desse estresse generalizado que se manifestam na forma de
depressão, enxaqueca, distúrbios psíquicos os mais diversos, além de inúmeras
outras enfermidades de natureza psicossomática.
Podemos também entender que nesta
fase de transição em que vivemos está havendo uma catarse mais abundante das
energias pesadas que se acumularam no subconsciente das pessoas ao longo das
eras. Quem não acredita na reencarnação pode situá-las no inconsciente coletivo.
Quem crê na reencarnação pode entender que elas refletem vivências da própria
criatura, nesta e em passadas encarnações. Outra observação importante é a de
que provavelmente é essa catarse que está trazendo à tona tanta perversidade,
tanta corrupção generalizada, tanta inclinação para os mais baixos valores
humanos, que se observa nos últimos anos. Por este enfoque é até possível ver
uma luz no final do túnel, quando todo esse lixo acabar de vir à tona e puder
ser devidamente tratado ou encaminhado.
Quanto à questão sobre o que fazer
para manter o sistema energético em boas condições, trata-se de explicações e
procedimentos que não caberiam aqui, mas podem ser encontrados no livro de minha
autoria Enxaqueca-Depressão o no CD que o acompanha O Bem-viver em 4
Tempos, que contém os exercícios sugeridos.
Saara Nousiainen
(Os
livros citados e também demais trabalhos da autora, encontram-se nas páginas:
Livros
e
CDs
deste site.)

Esperança
Falar em esperança é falar em
vida, na beleza, no bom, no que faz bem. Ela é a âncora da alma no mar
tempestuoso da existência.
Por que não cultivá-la, se é ela
o próprio alicerce da vida? Já pensou como seria se não houvesse esperança de
paz na Terra, de dias melhores, de que a tempestade passe e o amigo dobre a
esquina e venha ao nosso encontro?... Esperança de que os ódios se transformem
em fraternidade, que o doente se restabeleça e que o sol continue a nascer todas
a manhãs?
Ah, esperança, tua cor é verde
como a vegetação que cobre nosso planeta... O verde é repousante, acalma,
harmoniza...
Dizem que ela é a última que
morre. Eu diria que ela não morre, nunca morrerá, nem mesmo com a própria morte,
que não é o fim, apenas transição para outra existência.
Se você é cego, não perca a
esperança. Mesmo que nesta vida não hajam chances para voltar a ver, na outra
vida, depois da morte, você vai enxergar.
Se você é deficiente físico, não
consegue andar, acredite na Vida, ela é bela mesmo assim, porque é a escola do
espírito, onde aprendemos a viver e ganhamos experiência e valores interiores,
com vistas à eternidade. Acredite na Vida e acenda a luz da esperança no seu
coração, porque na outra vida, depois da morte, você volta a andar, a correr, a
locomover-se com seus próprios pés.
Se sofremos aqui no planeta é
porque estamos precisando das lições que o sofrimento proporciona. A dor é
luz... ou o seu prenúncio.
O ser humano é frágil. É a
esperança que lhe dá motivação para não morrer na praia depois de cada
naufrágio. Nós vivemos a naufragar... Quando menos esperamos, as tempestades da
vida nos atiram ao fundo e as ondas das derrotas e das dificuldades nos cobrem
com seu peso. Mas a força da vida nos arrasta para a praia e aí, é a esperança
que nos dá novas energias e alento para recomeçar. E é neste infindável
recomeçar que vamos aprendendo a grande lição da Vida, a mesma que Jesus
ensinou, e que pode ser sintetizada assim:
"Se queres viver bem e ser
feliz, faz com que a tua vida seja uma constante contribuição para a felicidade
e o bem estar dos outros; sê sempre um presença benéfica onde estiveres, porque
'tudo que quiseres que os outros te façam, faze-o tu também'.”
São estas lições de fraternidade
que vamos aprendendo a cada novo dia, sob as claridades da esperança e na força
da fé.
E tem mais, a vibração da
esperança, do otimismo é boa para a saúde, para o bem estar físico e mental.
Também é boa para a prosperidade material, porque gera em nós em campo magnético
positivo, que atrai pessoas e situações também positivas.
Busquemos, pois, cultivar a
esperança, como força da própria vida, que nos vem pela mãos do Criador.
Saara Nousiainen

O poder da imaginação
A imaginação, quando utilizada
conscientemente, representa um extraordinário poder cuja amplitude ainda não
conhecemos. É um comando dirigido aos nossos corpos e ao psiquismo,
imediatamente obedecido.
Por exemplo: você imagina que é
uma flor, suavemente acalentada pela brisa e pelos raios do sol. É claro que não
irá transformar-se na flor, mas, por força da imaginação, todo o seu ser
assimila essa idéia e o seu comando interno passa a vibrar nas qualidades que a
imaginação criou, ou seja, na beleza, tranqüilidade, delicadeza e alegria,
porque são essas as impressões que a flor nos passa.
Para confirmar o poder da
imaginação (num sentido positivo, porque também pode ser negativo) você pode
experimentar como isto acontece na prática, o poderoso comando de bem-estar que
ela aciona. Quando sentir-se cansado, irritado, ansioso ou angustiado, estados
que geram estresse, faça o seguinte: feche os olhos e imagine que está junto a
um lago tranqüilo na hora do crepúsculo. Crie através da imaginação a mais bela
das paisagens: flores, vegetação, o sol poente dourando algumas nuvenzinhas que
seguem tranqüilas ao sabor dos ventos brandos do entardecer; as águas do lago
prateando os reflexos do céu nas pequenas marolas geradas pela brisa; os
pássaros buscando, satisfeitos, a galharia do arvoredo para o repouso noturno...
Integre-se nesse ambiente, introjetando toda a tranqüilidade que ele apresenta,
a beleza da paisagem, a serenidade das águas do lago, a alegria presente em
tudo...
Se prestar atenção verá como suas
próprias disposições internas se modificam à medida em que vai se integrando no
ambiente criado por sua imaginação, sentindo a paz, a serenidade e o bem-estar
inundando todo o seu ser.
Quantas pessoas tomam remédios na
busca de estados de espírito mais serenos, tranqüilos, ou então, mais dinâmicos,
mais positivos... e muitos desses medicamentos são do tipo “controlado”, que
será necessário usar para o resto da vida!
No entanto, a natureza nos dotou
de possibilidades que podemos ir descobrindo, desde que tenhamos verdadeiro
interesse nesse crescimento, porque evolução, ou crescimento interior, não se
reduz apenas ao ganho de virtudes, mas estende-se também à descoberta e
desenvolvimento desses poderes que ainda dormem em nosso interior.
Mas, enquanto não chegamos ao topo
dessas conquistas, podemos nos beneficiar grandemente dando os primeiros passos
nessa caminhada, que, aliás, sempre começa por esses primeiros passos.
E que passos seriam esses?
Primeiro, é preciso convencer-se
do poder da imaginação, das imensas possibilidades que ela oferece, como
poderoso comando mental que é, e isto pode ser feito através de experimentações.
Em seguida passar à prática, criando um quadro imaginário e trazendo-o sempre à
mente, como alicerce para orientar os estados de espírito.
Para isso, identifique qual o
estado de espírito que mais o prejudica ou incomoda. Digamos que seja a
insegurança. Nesse caso você pode criar o seu quadro imaginário, por exemplo, na
forma de uma árvore frondosa e bela. Observe mentalmente o tronco firme, os
galhos fortes, as folhas tocadas por suaves ventos... Repare em sua postura
majestosa; pense na tranqüilidade com que ela enfrenta as tempestades, as
estiagens ou inundações, sempre serena e forte, maternal como a própria
natureza. Sempre através da imaginação, aproxime-se dela, encoste-se nela...
justaponha-se a ela e sinta como se você fosse a própria árvore. Observe então a
seiva subindo da terra através dos seus pés, das pernas, passando para o corpo,
os braços, a cabeça... trazendo energia e vida. Perceba o balouçar das folhas ao
toque da brisa, o suave canto dos pássaros e pense em que você faz parte da
natureza. Procure sentir em si mesmo, em toda a extensão do seu ser, a serena
força, o tranqüilo poder da árvore, e, a partir daí, trazer sempre à mente essa
imagem, com toda a sua vibração de força tranqüila, sentindo esse poder em si
mesmo. Isto gera memória, ou seja, condicionamento, que, no decorrer do tempo e
com a continuidade, acaba se consolidando como valor em sua própria natureza.
(Esse exercício é o primeiro dos 12 que compõem o CD
Relaxando
(página CDs e DVDs), e você pode ouvir faixas dele na
página Áudio)
Mas, se você concluiu que o valor
que mais está precisando desenvolver é de outro tipo, como por exemplo, a
mansidão, a não violência, seria o caso então de criar o seu quadro imaginário
na forma de uma pessoa (ou espírito) que melhor representasse aquele valor. No
caso em foco, poderia ser Gandhi. Nessa opção você passaria a meditar sobre ele,
relembrando fatos importantes em que o apóstolo da não violência exemplificou
aquele valor, e imaginá-lo sempre a seu lado, recebendo dele a vibração
característica, introjetando-a em si mesmo, em todas as suas atitudes e ações.
É preciso frisar, no entanto, que
não se trata aqui de qualquer ato divinatório, mas apenas a busca de um símbolo,
um modelo, cujas características desejamos assimilar. Não é a pessoa em si, mas
aquela vibração que a caracteriza, o que ela representa.
A repetição constante desse ato,
ou seja, trazer sempre à mente o quadro imaginário escolhido, gera memória,
condicionando a atitudes e comportamentos.
Pela imaginação podemos assimilar
os valores que desejarmos e, se persistirmos, eles acabarão fazendo parte do
nosso acervo íntimo.
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Práticas para o bem-viver
(Sistema energético)
(Texto extraído do livro de
mesmo nome
de autoria de Saara
Nousiainen)
O autoconhecimento e a possibilidade
da autocura são propostas da vida
para a próxima civilização, que já se
encontra em plena gestação.
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Qual é o tipo de energia que você
está enviando da mente e das emoções para seu corpo?
Cada vez mais o ser humano está
se conscientizando dos poderes ou possibilidades que possui com relação a si
mesmo e, com isso, vai chegando à conclusão de que tem potenciais para ser seu
próprio terapeuta.
Como resultado dessa
conscientização vem procurando pelos mais diversos caminhos o conhecimento
interior e, como conseqüência, reativando velhas práticas e criando outras,
visando tanto a autocura, quanto o autocontrole de suas condições psíquicas e
orgânicas.
Um desses mecanismos, talvez o
mais importante, é o nosso sistema energético.
Em 1939, em Krashnodar, ex-União
Soviética, o eletricista Semyon Kirlian descobriu a bioluminescência e, a partir
dessa descoberta, equipes de cientistas soviéticos, estudando o fenômeno,
concluíram que todos os seres vivos possuem um corpo vital que chamaram de
bioplásmico, num passo importantíssimo para o conhecimento da bioenergia, um dos
componentes do nosso sistema energético. É uma energia que absorvemos dos
alimentos, da água e do ar.
O outro componente é a energia
psíquica, ou "psicoenergia", gerada pelos pensamentos, emoções e sentimentos,
mas que também é assimilada a partir de fontes externas.
E é justamente na qualidade dessas
energias que está a chave de inúmeros problemas nas funções psíquicas e
orgânicas, desde que o seu mau funcionamento não esteja diretamente ligado a
processos cármicos. Mesmo assim, é permitido crer que um trabalho sistemático de
otimização do sistema energético pode, apesar do carma, conseguir grandes
resultados, com benefícios generalizados, lembrando que a finalidade última do
sofrimento é o crescimento interior do ser, não só em virtudes, mas também no
conhecimento e uso de suas potencialidades.
Vejamos, por exemplo, a depressão.
A ciência já sabe que ela ocorre por falhas na produção de certos elementos da
química cerebral e então cuida de tratá-la com remédios que compensem essas
deficiências. Pergunto: o que leva o organismo a produzir esses elementos de
forma deficitária? A resposta está, certamente, no sistema energético.
Como foi dito antes, esse sistema
compõe-se de bioenergia e energia psíquica. Sendo a primeira bastante conhecida,
vamos tratar principalmente da segunda, que pode ser de boa ou má qualidade, ou
ainda, compatível ou incompatível com nosso nível evolutivo. No primeiro caso
propicia bem-estar e equilíbrio em todos os sentidos; no segundo, produz
bloqueios no sistema e perturbações as mais variadas, tanto de natureza
orgânica, quanto mental e psíquica, da mesma forma que um motor a gasolina
quando é abastecido com óleo diesel.
Quanto aos agentes, tanto são
internos, quanto externos. Nos primeiros temos, numa vertente, o que
desenvolvemos através dos pensamentos e emoções, nem sempre compatíveis com as
leis cósmicas e, na outra, as energias que sobem do subconsciente, lembrando que
este pode ser comparado a um porão repleto de imagens mentais saturadas de
angústia, desencantos, frustrações, medo... em manifestações perturbadoras.
Também o estresse propicia geração de energia de má qualidade.
Como agentes externos podemos
citar: os ambientes por onde circulamos e cuja energia assimilamos de
conformidade com as nossas predisposições naqueles momentos; as energias
benéficas que nos são enviadas através da prece, do afeto, ou as maléficas,
através de pragas e injúrias a nós dirigidas, carregadas de ódio, inveja etc. e,
por fim, perseguições espirituais de variada natureza.
São bastante conhecidas as
experiências que tem sido feitas em algumas universidades com plantas, animais e
pessoas, com resultados incontestáveis que mostram como as vibrações (soma do
pensamento e da emoção, direcionados) alcançam o alvo e surtem efeitos.
Este, na verdade, é um assunto
muito extenso que pede inúmeros desdobramentos, que não cabem num trabalho como
este. Por isso estamos procurando sintetizá-lo ao máximo, para que o leitor que
não está plenamente familiarizado com ele possa ao menos ter uma noção do
alcance dos benefícios que poderá obter, se dedicar-se a estes estudos e,
principalmente, práticas.
Fica então uma pergunta: o que se
pode fazer para ter o sistema energético em boas condições?
Sem falar nas questões
alimentares, respiratórias etc., responsáveis pela bioenergia, podemos assinalar
alguns itens fundamentais: relaxamento, limpeza do sistema energético,
respiração energética, revitalização do subconsciente, dinamização do amor,
elevação da freqüência vibratória e elevação da potência vibratória.
Fazer relaxamento sistematicamente
é importante para que o organismo possa realizar alguns ajustes em seu próprio
funcionamento, assim como um computador que contém muitos programas e muitos
arquivos em uso precisa, vez por outra, executar a desfragmentação.
A limpeza do sistema energético,
seu desbloqueio e energização podem ser feitos em várias etapas: auto-passe,
varredura energética, respiração energética, prece, visualizações e dinamização
do amor e da força de vontade.
A varredura energética, numa
explicação bem simplificada, é feita inspirando-se calma e profundamente por uma
das narinas e levando a energia do ar através do olho, pela testa, passando para
o outro olho e saindo pela outra narina junto com a respiração, e vice-versa.
Essa varredura continua etapa a etapa abrangendo toda a cabeça, a nuca, depois
descendo pela coluna vertebral, as pernas e saindo pelos pés; através dos órgãos
internos, do corpo todo. O que levamos a circular assim pelo corpo não é o ar
mas a sua energia, e podemos sentir perfeitamente essa circulação e os pontos
onde há bloqueios que, com a prática, vamos aprendendo a desfazer.
Importante: em todo exercício
feito com o ar deve-se visualizá-lo carregado de energia benéfica, luminosa e de
alegria. A respiração deve ser abdominal, ou seja, é o abdômen que expande e
contrai com a inspiração e expiração, não o tórax. Também é fundamental
dinamizar emoções de afeto, carinho, amor e alegria.
Na respiração energética
inspiramos serenamente o ar levando sua energia para todo o corpo, preenchendo-o
com ela. É bom lembrar que o trabalho da mente é essencial, porque é ela quem
dinamiza e comanda todas estas operações com o poder e a eficiência que formos
capazes de lhe imprimir. Não é o caso de se fazer esforço mental mas um
tranqüilo e poderoso comando, assentado na prática e na vontade.
A revitalização do subconsciente é
trabalho para muita persistência, na criação de imagens mentais positivas, na
geração sistemática de vibrações de elevado teor, em engramas ou afirmativas que
ajudam a condicionar o comportamento. Os exercícios de relaxamento com
visualizações positivas representam instrumentos poderosos porque alcançam
também o inconsciente, num trabalho, embora lento, de transmutação energética.
Esta é apenas uma mínima amostra,
o entreabrir de uma cortina para as possibilidades que temos em nosso interior,
visando buscarmos e alcançarmos um estado de equilíbrio físico e mental. São os
primeiros passos no caminho que nos leva ao bem-viver, embora tenhamos de
trilhar ainda por ele em longas buscas, experimentações e aprendizados, através
de “N” reencarnações até alcançarmos um estágio no qual seremos capazes de
comandar conscientemente todo o nosso sistema orgânico e psíquico.
Como podemos observar, o
autoconhecimento não se restringe à identificação dos próprios valores positivos
e negativos, mas também aos extraordinários recursos com que o Criador nos
beneficiou.
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Práticas para o Bem-viver
(Revitalização do inconsciente)
(Texto extraído do livro de mesmo nome
de autoria de Saara Nousiainen)
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Todos querem ter saúde e
bem-estar, mas poucos se
dispõem a dar os primeiros
passos para o conhecimento dos
mecanismos internos que regem
os estados saudáveis ou enfermiços,
tanto físicos, quanto
psíquicos...
Isto, quando esses passos
representam
esforço e disciplina.
Dissemos, na primeira parte desta
seqüência, que o nosso inconsciente assemelha-se a um porão repleto de imagens
mentais saturadas de angústia, desencantos, frustrações... carreando energias
pesadas para o sistema energético, gerando os mais diversos problemas, desde
orgânicos até psíquicos. São o resultado das longas jornadas reencarnatórias,
com experiências das mais variadas, muitas delas carregadas de pesadas emoções,
ou ainda, de tristezas e fracassos a se arrastarem na lentidão dos anos,
marcando profundamente a alma com cicatrizes de difícil remoção.
Na outra vertente encontramos, em
nosso psiquismo de profundidade, um lastro de impulsos vibrando no ódio, no
orgulho, nas ânsias de poder, na agressividade... e ficamos admirados ao
observar como eles ainda nos dominam, apesar dos esforços que fazemos para
vivenciar o amor, a humildade, a mansuetude e outros valores que tentamos
incorporar à nossa natureza.
Podemos perceber então, como, vez
por outra, todos esses esforços se neutralizam ante as forças que ainda nos
influenciam a partir do nosso subconsciente. É quando, desanimados, vamos
deixando ao encargo do tempo as transformações que entendemos necessárias à
nossa evolução.
Mas, pelo que dizem os
espíritos, estamos em plena transição de “mundo de provas e expiações” para um
novo formato, o de regeneração. Diante disso, surge a necessidade imperiosa de
trabalharmos com mais intensidade pelo nosso crescimento interior, dando-lhe
prioridade em nossas atenções e esforços, mesmo porque esse crescimento é todo
direcionado ao nosso próprio bem-estar, em todos os sentidos.
Uma das formas mais eficientes
para a renovação das imagens do inconsciente é a de injetar-lhe outras de teor
positivo, luminoso.
Para tanto, é necessário
começarmos a nos vigiar continuamente, a observar o tipo de pensamentos e
emoções que estamos desenvolvendo e dar-lhes rumos mais adequados, quando for o
caso. Além disso, passarmos a gerar imagens e emoções benéficas de
contentamento, fé, otimismo, confiança, serenidade e, sobretudo, amor.
Por certo isto não é fácil, mas
quando entendemos a importância da revitalização do nosso subconsciente e
sabemos que cada imagem ou emoção benéfica que geramos representa a transmutação
de alguma parcela desse lixo que vibra nas profundezas da alma, por certo
haveremos de priorizar tais exercícios e transformá-los em hábito, de todos, o
mais salutar.
Podemos também afirmar que essas
práticas representam poderoso instrumento no combate à depressão, mal que vem
grassando cada vez mais e mais, destruindo tantas vidas.
Como instrumento dos mais
importantes para essa revitalização, podemos citar os exercícios de relaxamento
com visualizações positivas. Há vários trabalhos dessa natureza, em fita cassete
e em CD, que podem ser encontrados em casas comerciais específicas. São induções
e criações mentais que, repetidas, vão-se armazenando e gerando memória no
subconsciente, com incalculáveis benefícios para quem os pratica diuturnamente.
Para que o leitor tenha idéia de
como são feitas essas visualizações podemos citar o CD intitulado
Relaxando, que acompanha o livro
Práticas para o Bem-Viver,
de nossa autoria. São 12 exercícios dessa natureza, cada um com temática
diferente. O primeiro, por exemplo, começa com um trabalho respiratório, depois
o relaxamento. A música vai cedendo lugar ao canto de pássaros no ambiente de
uma floresta, onde levamos o ouvinte a observar uma árvore, seu tronco firme, os
galhos fortes, as folhas tocadas por suaves ventos; a reparar em sua postura
majestosa, na tranqüilidade com que ela enfrenta as tempestades, as estiagens ou
inundações, sempre serena e forte. Em seguida é levado a se aproximar,
justapor-se a ela e sentir como fosse a própria árvore, observando a seiva
subindo da terra através dos pés, das pernas, passando para o corpo, os braços,
a cabeça... trazendo energia e vida; a sentir em seu corpo e na mente a serena
força, o tranqüilo poder da arvore e dizer a si mesmo, buscando imprimir
fortemente em seu interior, a seguinte idéia: “é com esta força... com esta
mesma tranqüilidade e confiança, com este poder da natureza que eu vou vencer
todas as dificuldades que possam surgir no meu caminho”. Nos demais exercícios
há o desenvolvimento de auto-estima, amor fraterno, luz interior, ligação com o
Criador, varredura energética, trabalho com os chacras, e outros.
As visualizações a que nos
referimos também podem ser feitas apenas com o uso da própria imaginação, mas
são muito mais produtivas e eficientes, quando conduzidas por outrem, ou por uma
gravação, porque a mente e o conjunto das potencialidades psíquicas ficam
inteiramente disponíveis para as elaborações que vão sendo apresentadas. Além
disso, quando se vai fazer um exercício desses, sem essa condução exterior, a
tendência é a fuga do pensamento para suas próprias criações.
Mas há também outras práticas de
que podemos lançar mão, tais como, a constante criação de imagens mentais
positivas, geração sistemática de vibrações de elevado teor, uso de engramas ou
afirmativas que ajudam a condicionar o comportamento, tais como: “quero ser uma
presença benéfica, onde estiver”.
Estas e outras “práticas para o
bem-viver” propiciam a geração e harmonização de forças internas que nos
beneficiam em todos os sentidos. Não geram dependência, não têm
contra-indicações nem produzem despesas de farmácia.
Exercício simples, mas de efeitos
poderosos, que pode ser feito a qualquer instante e em qualquer lugar:
Olhe para alguma pessoa das
proximidades e envolva-a em vibrações de afeto, dizendo-lhe mentalmente: “quero
que você esteja bem, com saúde, paz, equilíbrio. Quero que tenha sucesso em sua
vida profissional e sentimental; que tenha paz e harmonia em seu coração; que
Deus o abençoe e faça feliz”.
Faça esta mesma vibração para as
outras pessoas do ambiente, uma a uma. Se não houver pessoas presentes, elas
podem ser dirigidas a vizinhos ou a quaisquer outros de que se lembrar,
conhecidos ou não. O importante é a dinamização do amor, a mais poderosa e
luminosa energia “psi” que podemos gerar.

Por que pessoas inocentes sofrem
Por que pessoas inocentes sofrem,
como acontece nas catástrofes?
Evolução é força da vida, regida
pelas leis naturais. O ser humano só evolui mais rapidamente através do
sofrimento, e as grandes dores coletivas têm essa finalidade. A referência é
feita principalmente à evolução moral e espiritual.
Ocorre também que nas profundezas
do nosso espírito fulguram as leis cósmicas, e do conflito entre o que
determinam essas leis e a realidade da nossa vivência nasce o remorso, que nem
sempre chega à zona consciente, ou seja, nosso subconsciente pode estar em
chamas sem que disso tenhamos consciência. As causas desse remorso podem estar
nesta mesma vida, ou ancoradas em passadas reencarnações.
Pode-se dizer, então, que esses
núcleos do subconsciente atuam como pólos magnéticos a atrair ou conduzir a
pessoa para situações de resgate. Em muitos casos é a própria pessoa quem
elabora um programa dessa natureza, antes da sua reencarnação.

O que ensina o
(FENG
SHUI)
Para nos
protegermos das
energias
negativas
"Todos nós sabemos,que as
energias negativas são uma das preocupações do ser humano.
Procurar fugir delas é tolice. Elas nos alcançam em qualquer
lugar do planeta.
Mas podemos nos defender,
começando a tomar uma série de atitudes e providências.
Abaixo,
seguem seis dicas para começarmos a combatê-las.
1. NÃO TEMER NINGUÉM;
Uma das armas mais eficazes na subjugação de um
ser é impingir-lhe o medo. Sentimento capaz de uma profunda perturbação
interior, vindo até a provocar verdadeiros rombos na aura, deixando o indivíduo
vulnerável a todos os ataques. Temer alguém significa colocar-se em posição
inferior, temer significa não acreditar em si mesmo e em seus potenciais, temer
significa falta de fé. O medo faz com que baixemos o nosso campo vibracional,
tornando-nos assim vulneráveis às forças externas. Sentir medo de alguém é dar
um atestado de que ele é mais forte e poderoso. Quanto mais você der força ao
opressor, mais ele se fortalecerá.
2. NÃO SINTA CULPA;
Assim como o medo, a culpa é um dos piores
estados de espírito que existem. Ela altera nosso campo vibracional, deixando
nossa aura (campo de força) vulnerável ao agressor. A culpa enfraquece nosso
sistema imunológico e fecha os caminhos para a prosperidade. Um dos maiores
recursos utilizados pelos invejosos é fazer com que nos sintamos culpados pelas
nossas conquistas. Não faça o jogo deles e saiba que o seu sucesso é merecido.
Sustente as suas vitórias sempre!
3. ADOTE UMA POSTURA ATIVA;
Nem sempre adotar uma postura defensiva é o
melhor negócio. Enfrente a situação. Lembre-se sempre do exemplo do cachorro:
quem tem medo do animal e sai correndo, fatalmente será perseguido e mordido. Já
quem mantém a calma e contorna a situação pode sair ileso. Ao invés de pensar
que alguém pode influenciá-lo negativamente, por que não se adiantar e
influenciá-lo beneficamente? Ou será que o mal dele é mais forte que o seu bem?
Por que será que nós sempre nos colocamos numa atitude passiva de vítimas? Antes
que o outro o alcance com sua maldade, atinja-o antecipadamente com muita luz e
pensamentos de paz, compaixão e amor.
4. FIQUE SEMPRE DO SEU LADO;
A maior causa dos problemas de relacionamentos
humanos é a "Auto-Obsessão". A influência negativa de uma pessoa sobre outra
sempre existirá enquanto houver uma idéia de dominação, de desigualdade humana,
enquanto um se achar mais e outro menos, enquanto nossas relações não forem
pautadas pelo respeito mútuo. Mas grande parte dos problemas existe porque não
nos relacionamos bem com nós mesmos. 'Auto-Obsessão' significa não se gostar,
não se apoiar, se autoboicotar, se desvalorizar, não satisfazer suas
necessidades pessoais e dar força ao outro, permitindo que ele influencie sua
vida, achar que os outros merecem mais do que nós. Auto-obsediar-se é não ouvir
a voz da nossa alma, é dar mais valor à opinião dos outros. Os que enveredam por
esse caminho acabam perdendo sua força pessoal e abrem as portas para toda sorte
de pessoas dominadoras e energias de baixo nível. A força interior é nossa maior
defesa.
5. SUBA PARA POSIÇÕES
ELEVADAS;
As flechas não alcançam o céu. Coloque-se sempre
em posições elevadas com bons pensamentos, palavras, ações e sentimentos nobres
e maduros. Uma atmosfera de pensamentos e sentimentos de alto nível faz com que
as energias do mal, que têm pequeno alcance, não o atinjam. Essa é a melhor
forma de criar 'incompatibilidade' com as forças do mal e energias incompatíveis
não se misturam.
6. FECHE-SE ÀS INFLUÊNCIAS NEGATIVAS.
As vias de acesso pelas quais as influências
negativas podem entrar em nosso campo são as portas que levam à nossa alma, ou
seja, a 'mente e o 'coração'. Além de manter o coração e mente sempre
resguardados das energias dos maus pensamentos e sentimentos, fuja das conversas
negativas, maldosas e depressivas. Evite lugares densos e de baixo nível. Quando
não puder ajudar, afaste-se de pessoas que não lhe acrescentam nada e só o puxam
para o lado negativo da vida. O mesmo vale para as leituras, programas de
televisão, filmes , músicas e passatempos de baixo nível. "
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Leia lentamente,
refletindo sobre o significado destas idéias:
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Você é filho do Universo, irmão das estrelas e árvores, você
merece
estar aqui... E mesmo que você não possa perceber,
a
Terra e o Universo vão cumprindo o seu destino.
Portanto, esteja em paz com Deus como quer que você o
conceba e quaisquer que sejam seus trabalhos e as aspirações,
na
fatigante jornada pela vida,
mantenha-se em paz com sua própria alma.
Apesar
da falsidade, dos desencantos e agruras,
o
mundo ainda é bonito.
Seja prudente. Faça tudo para ser feliz !
”Trecho de DESIDERATA, texto encontrado na velha Igreja de Saint Paul,
Baltimore, datado de 1692“
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