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Todd Solomoz dirigiu "Happiness" em 1998. No filme, ele mostra a mediocridade da vida de um punhado de pessoas que protagonizam situações dramáticas, nauseantes e patéticas. Foi muito premiado. Toronto, San Sebastian e Cannes, foram alguns dos troféus. Na tragicomédia de Solomoz, cada personagem toca a vida do outro, desenhando quadros de tragédia, crime, tédio, indiferença, ingenuidade e perversão. Nos bônus do DVD, perguntam ao diretor de onde retirava tais histórias. Ele respondeu: "Da vida". Só que a vida não precisa ser assim! Algumas pessoas ficam furiosas quando falamos de felicidade. Porque crêem que a felicidade é impossível. Um escritor australiano chamado Andrew Matews escreveu um livro formidável: "Seja feliz!" E foi bastante desaconselhado a publicá-lo. Os editores que o viram disseram que era um tema para psicólogos. Ele não tem tal formação, é um desenhista, mas insistiu em publicá-lo. Vendeu dezenas de milhões de exemplares pelo mundo afora, pela simples razão de que não é uma formação burocrática que confere o conhecimento sobre um assunto. O livro de Matews é excelente. Aliás, os livros. Eu os li todos. A tentação de ser infeliz porque os outros o são é muito grande. Muita gente cede a ela. Mas devemos resistir. Nich Nath Han, um monge vietnamita que vive na França, disse que é terrível que existam tantas crianças morrendo de fome e em guerras ao redor do mundo, e que devemos nos esforçar para mudar isso. Contudo, acima de toda dor, devemos nos lembrar sempre que a flor que desabrochou hoje, em nosso jardim, é um milagre! A maior felicidade é ser útil, mas ninguém é útil sendo um infeliz. Por tudo isso, o tema sempre me interessou. Devo ter lido uns bons 50 livros específicos sobre o assunto. Nenhum deles de psicólogo algum. Alguns do Dalai Lama, outros de filósofos estóicos como Epiteto e Sêneca, outros ainda de Jiddu Krishnamurti. Quando meu amigo Gilberto Cabeggi me enviou um exemplar do seu livro "Todo dia é dia de ser feliz" para que eu o comentasse, não sabia do meu interesse e pesquisa sobre a felicidade. Ele também não é psicólogo. É engenheiro civil com especialização em Análise de Sistemas. Mora no arquipélago japonês e é editor de um jornal eletrônico chamado Papo Legal, WWW.papolegal.net. Sempre estamos em contato. Eu na Europa, ele na Ásia. Há um autor aqui na Espanha que também escreve sobre este tema. É Jorge Bucay. Seus textos são claros e encantadores, como os de Gilberto. Bucay tampouco é psicólogo. A felicidade não é algo complicado, porque tem de ser, necessariamente, simples. Não há fórmulas, mas a experiência nos ensina o que funciona e o que não funciona. Aqui valem os depoimentos de alguns seres humanos extraordinários que viveram antes de nós. A simplicidade da vida salta aos olhos nas orientações dadas por Jesus no Sermão da Montanha. A filosofia estóica, em muitos momentos, parece quase uma recitação dessa mensagem de Jesus. Uma regra de ouro? Não é vida que torna alguém infeliz, é o seu modo de encará-la. Uma situação dolorosa produz inevitavelmente dor, não pode ser diferente. Entretanto, o sofrimento é um prolongamento dessa dor. E, o pior, uma escolha. A primeira pessoa a me falar disso foi Sri Swami Tilak. "Não é o mundo que lhe faz sofrer, mas a sua atitude diante dele". Outra não poderia ser a tese de Gilberto em seu livro, porque a mesma mensagem está sendo enviada há milênios, em busca de ouvidos que a escutem. O livro do meu amigo Gilberto Cabeggi, fala, com maestria, das atitudes e comportamentos que geram mais felicidade pessoal. Ele aborda o tema de diferentes perspectivas: a vida profissional, a familiar, a saúde, o estabelecimento do equilíbrio mental e espiritual. A seguir, é o próprio autor quem nos fala: ENTREVISTAA felicidade é possível?Esta é uma boa pergunta. Seria interessante que cada leitor perguntasse a si mesmo. Sim, porque é só você que pode dizer se a felicidade na sua vida é possível, ou não. É apenas uma questão de opção sua. Na minha vida pessoal, posso afirmar, sem sombra de dúvidas: a felicidade é totalmente possível, real e presente a cada dia. Você é um autor feliz?Como autor, sinto-me realizado - o que não quer dizer que "vou acomodar-me por aqui mesmo" e parar de buscar o aperfeiçoamento na minha área de atuação e vocação. Quanto a ser feliz, a resposta à sua pergunta é "Sim! Gilberto Cabeggi é feliz todos os dias". Mas entenda, não é em todos os momentos de todos os dias. São momentos especiais, a cada dia, aqueles em que a felicidade me invade o coração. Nos demais momentos, continuo no meu exercício de buscar a felicidade pelo maior tempo possível - e da maneira mais intensa possível -, dentro de cada dia que vivo. É assim que continuo aprendendo. Afinal, segundo uma idéia que li, de Paulo Coelho, - e com a qual concordo - se fôssemos felizes o tempo todo, estagnaríamos, pararíamos de evoluir como pessoas. Pois o que move o nosso crescimento é a busca pelo que entendemos que seja a felicidade. Porque há tantas pessoas infelizes?As pessoas, em geral, passam a ser infelizes quando deixam de acreditar na felicidade. E elas passam a desacreditar na felicidade devido a algumas posturas básicas que adotam, que fecham seus olhos e as confundem. Em resumo, eu diria que essas posturas que trazem infelicidade para as pessoas podem ser classificadas em três tipos: 1) Não saber apreciar aquilo que elas já têm em sua vida; 2) Pensar que são capazes de resolver tudo na vida, como que querendo "medir forças" com Deus; 3) Manter seus olhos voltados apenas para as dificuldades da vida, sem reparar nas bênçãos que as cercam. De onde surgiram os itens da felicidade que estão presentes em seu livro, como "gratidão, amor, paz..."? Gratidão, amor, paz, compreensão, caridade, e tantos outros bons elementos da vida existem para nos ensinar que nossas bênçãos são sempre maiores do que os nossos infortúnios. Basta que prestemos atenção à nossa volta, com o coração cheio de esperança, para perceber isso. Essas são ferramentas com as quais podemos moldar a nossa felicidade. E, para acessá-las, basta manifestar a sua vontade de ser feliz, que tudo isso será colocado ao seu alcance. O que diria para alguém que se sente muito infeliz, que não acredita mais que a felicidade seja possível?Se você não se sente feliz, aceite isso de bom grado. Não lute contra. Se você não acredita mais na felicidade, dê-se esse direito de duvidar da existência dela. O primeiro passo para qualquer mudança é a aceitação de você mesmo, como você é, com paciência e bondade. Tudo aquilo contra o que você luta, se fortalece em sua mente. Depois, gradativamente, vá lendo coisas positivas e procurando interiorizá-las e colocá-las em prática, tanto quanto sentir ser possível a cada momento. Deixe que elas se tornem parte de você. Selecionamos muitas dessas mensagens estimulantes e as reunimos no livro "Todo Dia é Dia de Ser Feliz", exatamente para ajudá-lo a construir uma auto-imagem mais positiva e mais feliz. Chegará o momento em que, em sua mente, surgirá a questão "Será mesmo que a felicidade existe? Será que eu ainda tenho alguma chance de ser feliz?". E, então, você terá voltado sua mente para a direção correta e retomado a sua esperança de ser feliz. Mas seja paciente e persistente, pois o processo de reconhecer a felicidade dentro de você e a colocar em evidência é um pouco demorado no começo. É preciso treino, mas funciona. E quando você perceber isso, cada vez mais vai conseguir atrair a felicidade para si mesmo. Como resumiria o seu livro?O livro "Todo Dia é Dia de Ser Feliz" é o resultado de todo um aprendizado, ao longo da minha vida, na busca de motivação diária para ser mais feliz a cada dia. Nele, afirmo que a condição de estar feliz é mais facilmente conseguida quando adotamos três posturas básicas: 1) Goste daquilo que você já tem- saiba apreciar as coisas que você tem em sua vida, como seus amigos, seus pais, seus bens materiais; 2) Deixe nas mãos de Deus tudo o que você não pode resolver - boa parte da felicidade está em entender que há coisas que estão fora do seu alcance resolver e, nesses casos, é sábio deixá-las nas mãos de Deus; 3) Saboreie as boas coisas da vida - permita-se viver com satisfação, apesar de todas as dificuldades que possam estar lhe incomodando. À medida que for lendo, o leitor irá assimilando esses três conceitos e sendo estimulado a colocá-los em prática, para tornar sua vida mais feliz. Quem deveria comprar o seu livro?Podemos afirmar que a leitura de "Todo Dia é Dia de Ser Feliz" é indicada para todos aqueles que querem ser felizes, ou ainda mais felizes do que são... Quanto a comprar o livro, as pessoas que o lêem, em geral, gostam de mantê-lo bem pertinho de si mesmas, para consultas a qualquer momento. Portanto, mesmo se leram a primeira vez um livro emprestado de um amigo, acabam adquirindo seu exemplar. E como torcem pela felicidade daqueles que amam, acabam por presentear seus pais, amigos, cônjuges e filhos, com o livro. E, dessa forma, continuam mantendo vivo o processo de semear felicidade, em sua vida e pelo mundo. Um recado para o leitor?No livro o leitor irá encontrar um convite para ser feliz e muitas dicas sobre como produzir a felicidade em sua vida. Será também convidado a dar permissão a si mesmo para ser feliz e compreender que isso só depende dele mesmo. "Todo Dia é Dia de Ser Feliz" faz parte de um projeto maior, de apoio e estímulo ao leitor, e representa apenas o começo da jornada. Outros livros já estão escritos e outros ainda em fase de desenvolvimento, apenas aguardando o momento da publicação. Por enquanto, o leitor vai ficar um pouco na expectativa, mas podemos adiantar que aqueles que se identificarem com "Todo Dia é Dia de Ser Feliz", com toda certeza, irão esperar ansiosamente pelos próximos livros.
Como é a relação da criança com seus pais, ou com os responsáveis por ela? É da exigência. Isto porque ela necessita de alimento, cuidados e afeto, e são os pais, ou os responsáveis por ela, os seus provedores. Já na adolescência, sentindo necessidade de auto-afirmação, passa a lutar pelo que entende ser a sua liberdade. Quando adulta, mais madura, sua relação com os pais passa a ser também mais tranqüila, mantida pelo amor e o respeito e, sempre que necessário, é aos pais que se dirige quando precisa de conselhos ou de colo. Nossa relação com Deus segue caminhos semelhantes. Quando somos ainda crianças espirituais, buscamos na religião (que representa o Pai diante de nós) tudo que ela possa nos oferecer, desde bens materiais, saúde, amor, lazer, enfim, tudo que nos apraz vivenciar ou possuir. Em troca, lhe damos fidelidade e obediência. Já um pouco mais crescidos, nas milenares jornadas do nosso espírito, começamos a nos sentir mais fortes, mais capazes, e acabamos muitas vezes nos afastando da religião ou nos tornando ateus. Ao amadurecermos mais, no decurso de “N” reencarnações, passamos a perceber a grandeza da vida e do TODO, e então podemos sentir mais profundamente o que significa esse Ser Supremo, o Arquiteto Cósmico, a Causa Primária da Todas as Coisas, que chamamos Deus. Então a nossa relação com Ele se modifica. Passamos a ter-lhe profundo respeito e admiração e podemos dizer como o filósofo alemão Kant, que viveu no século XVIII, “Duas coisas me enchem a alma de crescente admiração e respeito: o céu estrelado sobre mim e a lei moral dentro de mim”. Assim, com um pouco mais de maturidade espiritual, já podemos perceber que as leis cósmicas estão escritas na nossa consciência e passamos a nos guiar por elas, não por temor a Deus, mas por amor a Ele. Então deixamos de buscar em Deus e nas religiões aquilo de que necessitamos ou desejamos para nossa vida material, entendendo ser mais correto buscar na religiosidade o alimento que nutre nossa alma. Mas como vivemos numa dimensão material, inseridos em necessidades dessa natureza, é justo buscarmos também a ajuda do “Pai” quando esta se torna necessária. Assim numa relação mais adulta temos na religião, ou na religiosidade, a fonte dos sentimentos divinais que nos nutrem de amor, paz e contentamento, e por vezes nos levam a níveis mais elevados de luz, harmonia e encantamento espiritual. Se a sua relação com Deus é do formato infantil, não se preocupe. Isto é até natural porque somos egressos de uma fase de condicionamentos milenares, que nutriram a nossa fé em épocas ainda infantis da alma humana. Mas se a sua alma anseia por uma relação mais madura com Deus, comece a refletir sobre estas questões e assim, pouco a pouco, poderá ir se libertando dos muitos condicionamentos, passando a percepções mais claras e mais reais sobre o Grande Arquiteto, a vida, as leis cósmicas e o que somos dentro do TODO.
Numa palestra no Fórum Espírita de Pernambuco, em 2004, o Lama Padma Samten falando sobre compaixão e amor, disse não se tratar apenas de sensações, mas de formas de inteligência, e fez uma comparação: “Digamos que alguém olha para uma planta que se encontra num vaso dentro da casa. Pelo olhar compassivo, em vez observar se gosta dela ou não, pergunta como é que ela se sente sem a luz do sol, a água da chuva e sem as suas plantas amigas e companheiras. Quando olhamos uma planta pensando se gostamos ou não, nossa mente opera obstruída pela sensação de gostar ou não gostar. Uma inteligência maior é olharmos para aquela planta perguntando do que ela necessita. E mais do que isso, nós podemos olhá-la e ver com os olhos do bom jardineiro quais as flores e frutos que essa planta tem escondida dentro dela, e que ela mesma não sabe. Quando em algum momento da nossa infância, alguém (nossos pais, professores ou qualquer outra pessoa) nos olhou e viu em nós as sementes e flores que tínhamos dentro de nós e não sabíamos, fazendo isso, amorosamente umedeceu a terra onde vivíamos para que pudéssemos crescer e nos desenvolver. A essa capacidade, essa inteligência de olhar o outro e reconhecer nele qualidades positivas, a isso, no budismo, chamamos de amor. Olhar o outro e ver o que afeta a existência dele, para nos manifestarmos de forma positiva para remover os obstáculos, isso é compaixão. Para promover as qualidades positivas, isso é amor.” Disse ainda o Lama: “Através de cinco cores nós podemos praticar a compaixão. Às vezes nós somos seletivos com a compaixão. Podemos ser compassivos com qualquer um, mas não com quem cria guerras ou despeja bombas. Então começamos a olhar de forma seletiva, e eu preciso informar que no sentido budista não há limite para a compaixão. Mas para isso precisamos entender que muitas vezes ela não pode ser simplesmente concordância com o outro. Existem cinco formas de compaixão apresentadas pelo budismo, através de cinco cores. A primeira é o azul. Através dessa cor nós olhamos para o outro e o acolhemos, e também perguntamos, quais as flores e frutos escondidos nesse ser. Temos a compaixão amarela, de um amarelo-dourado, que significa generosidade, riqueza, meios. Então, quando vamos ajudar alguém nós podemos não somente ouvi-lo, entendê-lo, aspirar o bem, mas podemos eventualmente fazer algo mais. Vamos supor, como acontece lá no sul, de tanto em tanto, que o rio subiu e a casa foi destruída. A gente pode visitar o desabrigado e dizer: você não se preocupe tanto... isto passa. É uma boa ajuda, mas com a cor amarela podemos auxiliar para que passe mais rápido, oferecendo um suporte prático. Depois temos a cor vermelha, que simboliza o eixo. Ela vem da sedução, daquilo que nos encanta. Então, que possamos produzir no outro um encantamento positivo, um eixo positivo. Assim, a cor vermelha vai nos ajudar a dizer àquela pessoa que é melhor não reconstruir a casa no mesmo lugar porque o rio pode subir de novo. Dessa forma, muitas vezes não basta que a gente ajude o outro a reconstruir, mas que o ajude a fazê-lo numa situação melhor. Para isso precisamos da sabedoria dos eixos. Para os nossos filhos não podemos abdicar disso. Não precisamos impor os eixos, eles não são impostos. Mas se dissermos: eu não devo ajudar o outro a criar uma estrutura positiva, um referencial positivo, estaríamos nos omitindo e isso seria uma atitude sem compaixão. Então, é muito necessário que a gente repita as palavras dos grandes mestres, que viva essas palavras, estude isso e entenda, e possa ajudar os outros a compreender como viver melhor. Se não ajudarmos ou outros nesse sentido, isso será uma falha da nossa compaixão. No entanto não bastam essas três formas. Há um momento em que vemos uma criança puxando uma toalha com uma leiteira de leite fervente em cima. Se não gritarmos, a criança puxa e se machuca. Quando gritamos nós não nos opomos à criança. Nós estamos a favor dela. Quando dizemos, não faça isso, nós interrompemos uma ação negativa. Então muitas vezes é necessário manifestar o que se chama a cor verde. No budismo isso é chamado “a família karma”, onde vemos a negatividade surgindo e a obstruímos. Nós nos impomos diante da negatividade, interrompendo-a. Não somos contra a pessoa, somos a seu favor. E há ainda a cor branca, a culminância da compaixão, porque ainda que eu acolha, ainda que propicie meios, ainda que ofereça eixos, ainda que obstaculize a negatividade, se não revelar a natureza ilimitada, não tive a compaixão, a generosidade, a amorosidade de descobrir essa natureza ilimitada e oferecer às outras pessoas, então as outras compaixões são muito menores, são quase sem sentido. O que dá sentido à vida é que todos marchamos para a consciência da natureza última e vivemos inseparáveis disso. A nossa vida não teria culminância, não teria completude, sem a cor branca aonde nós reconhecemos a natureza ilimitada. Então, a compaixão maior é podermos oferecer aos outros essa natureza."
O que há por trás da depressão...
A depressão é uma enfermidade que não mata, mas rouba de suas vítimas a plenitude de ser. Quem sofre desse mal vive apenas parcialmente e durante as crises pode tornar-se completamente anulado. A ciência informa que ela ocorre principalmente por falhas na produção de certas substâncias químicas e cuida de tratá-la com remédios que compensem essas deficiências. Pergunto: o que leva o organismo a produzir essas substâncias de forma deficitária? Durante os longos anos em que busquei desesperadamente recursos internos para controlar uma enxaqueca de sofrimentos superlativos e uma depressão aniquiladora, que não encontravam alívio em nenhuma forma de tratamento, fui descobrindo, através de observações, reflexões, pesquisas e experimentações alguns fatores fundamentais como por exemplo, a existência do sistema energético e seu papel nos mecanismos ligados às funções orgânicas, inclusive à sua química. Restava saber como utilizar esses conhecimentos visando o fim que me havia proposto, o alívio daquele tormento e, quem sabe, a sua cura. Guiando-me então pelo caminho entrevisto fui estabelecendo, pouco a pouco, um roteiro de procedimentos mediante os quais consegui finalmente controlar aqueles males. Sintetizando as conclusões a que cheguei: sabemos que nosso sistema energético é formado pela bioenergia e a “psicoenergia “ ou energia psíquica. A bioenergia é a que nutre ou faz funcionar o organismo e nós a assimilamos dos alimentos, da água, do ar... e a sua emanação, a partir do corpo, pode ser fotografada com a câmara kirlian. O livro Experiências Psíquicas Além da Cortina de Ferro, das jornalistas Sheila Ostrander e Lynn Schroeder, narra detalhadamente a descoberta e as pesquisas soviéticas relacionadas ao corpo bioplásmico (energético) e suas emanações visíveis e fotografáveis sob determinadas condições. Já a “psicoenergia” é gerada pelo pensamento e as emoções. É tão sutil que ainda não se consegue detectá-la através de aparelhos, mas sua existência tem sido cientificamente comprovada. São bastante conhecidas aquelas experiências feitas em universidades norte-americanas com plantas que receberam vibrações de amor por grupos de pessoas e as outras que receberam vibrações de ódio, sendo que as primeiras cresceram mais belas e viçosas, enquanto as segundas murcharam e muitas morreram. Igualmente, foram bastante divulgadas aquelas outras realizadas em grandes hospitais americanos, quando parte dos internos recebeu preces de grupos de oração, apresentando significativas melhoras em relação ao grupo controle, sem falar nas inúmeras outras, ligadas à telepatia. Sabemos então, que parte da energia psíquica provém dos nossos pensamentos e emoções, parte recebemos do ambiente exterior, tanto dos locais por onde nos movemos, quanto dos agentes que no-las direcionam, e temos razões para crer que outra parte procede do nosso subconsciente, esse porão saturado de imagens mentais carregadas com energias de toda natureza. A “psicoenergia” pode ser de boa ou má qualidade. No primeiro caso a sua fonte geradora mais poderosa é o amor, seguida do otimismo, alegria sã, fé, oração... No segundo temos o ódio, a inveja, o mau humor, o estresse, o medo, a ansiedade, sentimentos de culpa, de frustração, hábito da lamúria e assemelhados. Essa energia, quando negativa ou de má qualidade, cria bloqueios no sistema energético formando áreas enfermiças em órgãos predispostos. Além disso, provoca desequilíbrios no sistema de produção da química orgânica, como no caso dos neurotransmissores, gerando estados de espírito negativos desde mau humor, irritação, até a depressão em todos os seus níveis. Também provoca dificuldades de concentração, insônia ou excesso de sono, pesadelos e os mais diversos tipos de mal-estar, estando igualmente na raiz da maioria das enxaquecas. Esse fato venho constatando diuturnamente. Quando me sinto cansada, irritada ou percebo os primeiros sintomas da depressão, cuido logo de fazer o que chamo de “varredura energética” e, conforme vou conseguindo realizá-la, meus estados de espírito se modificam na mesma rapidez e intensidade. Num determinado momento parece que o mundo está desabando, que nada vai dar certo, as perspectivas se mostram ameaçadoras, enquanto um desalento incontrolável toma conta do psiquismo e do próprio corpo físico. Minutos depois, com a mera “limpeza” do sistema energético as expectativas já são outras, carregadas de otimismo, entusiasmo e confiança, enquanto um suave bem-estar vai tomando conta de todo o meu ser. É simplesmente impressionante observar na prática como isto é real, e constatar que o estado natural do ser humano é estar de bem com a vida. Nesta fase de transição por que passa a nossa humanidade, uma época marcada por dificuldades as mais diversas, desde aquelas ligadas à sobrevivência que trazem a criatura sob o chicote de lutas insanas, fustigada pelas incertezas, até às violências de toda natureza que sofre em seu cotidiano, tudo isto e ainda outros fatores estão forçando maior sensibilização no sistema nervoso de grande parte das pessoas. Daí o acréscimo dos efeitos desse estresse generalizado que se manifestam na forma de depressão, enxaqueca, distúrbios psíquicos os mais diversos, além de inúmeras outras enfermidades de natureza psicossomática. Podemos também entender que nesta fase de transição em que vivemos está havendo uma catarse mais abundante das energias pesadas que se acumularam no subconsciente das pessoas ao longo das eras. Quem não acredita na reencarnação pode situá-las no inconsciente coletivo. Quem crê na reencarnação pode entender que elas refletem vivências da própria criatura, nesta e em passadas encarnações. Outra observação importante é a de que provavelmente é essa catarse que está trazendo à tona tanta perversidade, tanta corrupção generalizada, tanta inclinação para os mais baixos valores humanos, que se observa nos últimos anos. Por este enfoque é até possível ver uma luz no final do túnel, quando todo esse lixo acabar de vir à tona e puder ser devidamente tratado ou encaminhado. Quanto à questão sobre o que fazer para manter o sistema energético em boas condições, trata-se de explicações e procedimentos que não caberiam aqui, mas podem ser encontrados no livro de minha autoria Enxaqueca-Depressão o no CD que o acompanha O Bem-viver em 4 Tempos, que contém os exercícios sugeridos. Saara Nousiainen Os livros citados e também demais trabalhos da autora, encontram-se nas páginas: Livros e CDs deste site.
Falar em esperança é falar em vida, na beleza, no bom, no que faz bem. Ela é a âncora da alma no mar tempestuoso da existência. Por que não cultivá-la, se é ela o próprio alicerce da vida? Já pensou como seria se não houvesse esperança de paz na Terra, de dias melhores, de que a tempestade passe e o amigo dobre a esquina e venha ao nosso encontro?... Esperança de que os ódios se transformem em fraternidade, que o doente se restabeleça e que o sol continue a nascer todas a manhãs? Ah, esperança, tua cor é verde como a vegetação que cobre nosso planeta... O verde é repousante, acalma, harmoniza... Dizem que ela é a última que morre. Eu diria que ela não morre, nunca morrerá, nem mesmo com a própria morte, que não é o fim, apenas transição para outra existência. Se você é cego, não perca a esperança. Mesmo que nesta vida não hajam chances para voltar a ver, na outra vida, depois da morte, você vai enxergar. Se você é deficiente físico, não consegue andar, acredite na Vida, ela é bela mesmo assim, porque é a escola do espírito, onde aprendemos a viver e ganhamos experiência e valores interiores, com vistas à eternidade. Acredite na Vida e acenda a luz da esperança no seu coração, porque na outra vida, depois da morte, você volta a andar, a correr, a locomover-se com seus próprios pés. Se sofremos aqui no planeta é porque estamos precisando das lições que o sofrimento proporciona. A dor é luz... ou o seu prenúncio. O ser humano é frágil. É a esperança que lhe dá motivação para não morrer na praia depois de cada naufrágio. Nós vivemos a naufragar... Quando menos esperamos, as tempestades da vida nos atiram ao fundo e as ondas das derrotas e das dificuldades nos cobrem com seu peso. Mas a força da vida nos arrasta para a praia e aí, é a esperança que nos dá novas energias e alento para recomeçar. E é neste infindável recomeçar que vamos aprendendo a grande lição da Vida, a mesma que Jesus ensinou, e que pode ser sintetizada assim: "Se queres viver bem e ser feliz, faz com que a tua vida seja uma constante contribuição para a felicidade e o bem estar dos outros; sê sempre um presença benéfica onde estiveres, porque “tudo que quiseres que os outros te façam, faze-o tu também”. São estas lições de fraternidade que vamos aprendendo a cada novo dia, sob as claridades da esperança e na força da fé. E tem mais, a vibração da esperança, do otimismo é boa para a saúde, para o bem estar físico e mental. Também é boa para a prosperidade material, porque gera em nós em campo magnético positivo, que atrai pessoas e situações também positivas. Busquemos, pois, cultivar a esperança, como força da própria vida, que nos vem pela mãos do Criador.
A imaginação, quando utilizada conscientemente, representa um extraordinário poder cuja amplitude ainda não conhecemos. É um comando dirigido aos nossos corpos e ao psiquismo, imediatamente obedecido. Por exemplo: você imagina que é uma flor, suavemente acalentada pela brisa e pelos raios do sol. É claro que não irá transformar-se na flor, mas, por força da imaginação, todo o seu ser assimila essa idéia e o seu comando interno passa a vibrar nas qualidades que a imaginação criou, ou seja, na beleza, tranqüilidade, delicadeza e alegria, porque são essas as impressões que a flor nos passa. Para confirmar o poder da imaginação (num sentido positivo, porque também pode ser negativo) você pode experimentar como isto acontece na prática, o poderoso comando de bem-estar que ela aciona. Quando sentir-se cansado, irritado, ansioso ou angustiado, estados que geram estresse, faça o seguinte: feche os olhos e imagine que está junto a um lago tranqüilo na hora do crepúsculo. Crie através da imaginação a mais bela das paisagens: flores, vegetação, o sol poente dourando algumas nuvenzinhas que seguem tranqüilas ao sabor dos ventos brandos do entardecer; as águas do lago prateando os reflexos do céu nas pequenas marolas geradas pela brisa; os pássaros buscando, satisfeitos, a galharia do arvoredo para o repouso noturno... Integre-se nesse ambiente, introjetando toda a tranqüilidade que ele apresenta, a beleza da paisagem, a serenidade das águas do lago, a alegria presente em tudo... Se prestar atenção verá como suas próprias disposições internas se modificam à medida em que vai se integrando no ambiente criado por sua imaginação, sentindo a paz, a serenidade e o bem-estar inundando todo o seu ser. Quantas pessoas tomam remédios na busca de estados de espírito mais serenos, tranqüilos, ou então, mais dinâmicos, mais positivos... e muitos desses medicamentos são do tipo “controlado”, que será necessário usar para o resto da vida! No entanto, a natureza nos dotou de possibilidades que podemos ir descobrindo, desde que tenhamos verdadeiro interesse nesse crescimento, porque evolução, ou crescimento interior, não se reduz apenas ao ganho de virtudes, mas estende-se também à descoberta e desenvolvimento desses poderes que ainda dormem em nosso interior. Mas, enquanto não chegamos ao topo dessas conquistas, podemos nos beneficiar grandemente dando os primeiros passos nessa caminhada, que, aliás, sempre começa por esses primeiros passos. E que passos seriam esses? Primeiro, é preciso convencer-se do poder da imaginação, das imensas possibilidades que ela oferece, como poderoso comando mental que é, e isto pode ser feito através de experimentações. Em seguida passar à prática, criando um quadro imaginário e trazendo-o sempre à mente, como alicerce para orientar os estados de espírito. Para isso, identifique qual o estado de espírito que mais o prejudica ou incomoda. Digamos que seja a insegurança. Nesse caso você pode criar o seu quadro imaginário, por exemplo, na forma de uma árvore frondosa e bela. Observe mentalmente o tronco firme, os galhos fortes, as folhas tocadas por suaves ventos... Repare em sua postura majestosa; pense na tranqüilidade com que ela enfrenta as tempestades, as estiagens ou inundações, sempre serena e forte, maternal como a própria natureza. Sempre através da imaginação, aproxime-se dela, encoste-se nela... justaponha-se a ela e sinta como se você fosse a própria árvore. Observe então a seiva subindo da terra através dos seus pés, das pernas, passando para o corpo, os braços, a cabeça... trazendo energia e vida. Perceba o balouçar das folhas ao toque da brisa, o suave canto dos pássaros e pense em que você faz parte da natureza. Procure sentir em si mesmo, em toda a extensão do seu ser, a serena força, o tranqüilo poder da árvore, e, a partir daí, trazer sempre à mente essa imagem, com toda a sua vibração de força tranqüila, sentindo esse poder em si mesmo. Isto gera memória, ou seja, condicionamento, que, no decorrer do tempo e com a continuidade, acaba se consolidando como valor em sua própria natureza. (Esse exercício é o primeiro dos 12 que compõem o CD Relaxando (página CDs e DVDs), e você pode ouvir faixas dele na página Áudio) Mas, se você concluiu que o valor que mais está precisando desenvolver é de outro tipo, como por exemplo, a mansidão, a não violência, seria o caso então de criar o seu quadro imaginário na forma de uma pessoa (ou espírito) que melhor representasse aquele valor. No caso em foco, poderia ser Gandhi. Nessa opção você passaria a meditar sobre ele, relembrando fatos importantes em que o apóstolo da não violência exemplificou aquele valor, e imaginá-lo sempre a seu lado, recebendo dele a vibração característica, introjetando-a em si mesmo, em todas as suas atitudes e ações. É preciso frisar, no entanto, que não se trata aqui de qualquer ato divinatório, mas apenas a busca de um símbolo, um modelo, cujas características desejamos assimilar. Não é a pessoa em si, mas aquela vibração que a caracteriza, o que ela representa. A repetição constante desse ato, ou seja, trazer sempre à mente o quadro imaginário escolhido, gera memória, condicionando a atitudes e comportamentos. Pela imaginação podemos assimilar os valores que desejarmos e, se persistirmos, eles acabarão fazendo parte do nosso acervo íntimo.
Qual é o tipo de energia que você está enviando da mente e das emoções para seu corpo? Cada vez mais o ser humano está se conscientizando dos poderes ou possibilidades que possui com relação a si mesmo e, com isso, vai chegando à conclusão de que tem potenciais para ser seu próprio terapeuta. Como resultado dessa conscientização vem procurando pelos mais diversos caminhos o conhecimento interior e, como conseqüência, reativando velhas práticas e criando outras, visando tanto a autocura, quanto o autocontrole de suas condições psíquicas e orgânicas. Um desses mecanismos, talvez o mais importante, é o nosso sistema energético. Em 1939, em Krashnodar, ex-União Soviética, o eletricista Semyon Kirlian descobriu a bioluminescência e, a partir dessa descoberta, equipes de cientistas soviéticos, estudando o fenômeno, concluíram que todos os seres vivos possuem um corpo vital que chamaram de bioplásmico, num passo importantíssimo para o conhecimento da bioenergia, um dos componentes do nosso sistema energético. É uma energia que absorvemos dos alimentos, da água e do ar. O outro componente é a energia psíquica, ou "psicoenergia", gerada pelos pensamentos, emoções e sentimentos, mas que também é assimilada a partir de fontes externas. E é justamente na qualidade dessas energias que está a chave de inúmeros problemas nas funções psíquicas e orgânicas, desde que o seu mau funcionamento não esteja diretamente ligado a processos cármicos. Mesmo assim, é permitido crer que um trabalho sistemático de otimização do sistema energético pode, apesar do carma, conseguir grandes resultados, com benefícios generalizados, lembrando que a finalidade última do sofrimento é o crescimento interior do ser, não só em virtudes, mas também no conhecimento e uso de suas potencialidades. Vejamos, por exemplo, a depressão. A ciência já sabe que ela ocorre por falhas na produção de certos elementos da química cerebral e então cuida de tratá-la com remédios que compensem essas deficiências. Pergunto: o que leva o organismo a produzir esses elementos de forma deficitária? A resposta está, certamente, no sistema energético. Como foi dito antes, esse sistema compõe-se de bioenergia e energia psíquica. Sendo a primeira bastante conhecida, vamos tratar principalmente da segunda, que pode ser de boa ou má qualidade, ou ainda, compatível ou incompatível com nosso nível evolutivo. No primeiro caso propicia bem-estar e equilíbrio em todos os sentidos; no segundo, produz bloqueios no sistema e perturbações as mais variadas, tanto de natureza orgânica, quanto mental e psíquica, da mesma forma que um motor a gasolina quando é abastecido com óleo diesel. Quanto aos agentes, tanto são internos, quanto externos. Nos primeiros temos, numa vertente, o que desenvolvemos através dos pensamentos e emoções, nem sempre compatíveis com as leis cósmicas e, na outra, as energias que sobem do subconsciente, lembrando que este pode ser comparado a um porão repleto de imagens mentais saturadas de angústia, desencantos, frustrações, medo... em manifestações perturbadoras. Também o estresse propicia geração de energia de má qualidade. Como agentes externos podemos citar: os ambientes por onde circulamos e cuja energia assimilamos de conformidade com as nossas predisposições naqueles momentos; as energias benéficas que nos são enviadas através da prece, do afeto, ou as maléficas, através de pragas e injúrias a nós dirigidas, carregadas de ódio, inveja etc. e, por fim, perseguições espirituais de variada natureza. São bastante conhecidas as experiências que tem sido feitas em algumas universidades com plantas, animais e pessoas, com resultados incontestáveis que mostram como as vibrações (soma do pensamento e da emoção, direcionados) alcançam o alvo e surtem efeitos. Este, na verdade, é um assunto muito extenso que pede inúmeros desdobramentos, que não cabem num trabalho como este. Por isso estamos procurando sintetizá-lo ao máximo, para que o leitor que não está plenamente familiarizado com ele possa ao menos ter uma noção do alcance dos benefícios que poderá obter, se dedicar-se a estes estudos e, principalmente, práticas. Fica então uma pergunta: o que se pode fazer para ter o sistema energético em boas condições? Sem falar nas questões alimentares, respiratórias etc., responsáveis pela bioenergia, podemos assinalar alguns itens fundamentais: relaxamento, limpeza do sistema energético, respiração energética, revitalização do subconsciente, dinamização do amor, elevação da freqüência vibratória e elevação da potência vibratória. Fazer relaxamento sistematicamente é importante para que o organismo possa realizar alguns ajustes em seu próprio funcionamento, assim como um computador que contém muitos programas e muitos arquivos em uso precisa, vez por outra, executar a desfragmentação. A limpeza do sistema energético, seu desbloqueio e energização podem ser feitos em várias etapas: auto-passe, varredura energética, respiração energética, prece, visualizações e dinamização do amor e da força de vontade. A varredura energética, numa explicação bem simplificada, é feita inspirando-se calma e profundamente por uma das narinas e levando a energia do ar através do olho, pela testa, passando para o outro olho e saindo pela outra narina junto com a respiração, e vice-versa. Essa varredura continua etapa a etapa abrangendo toda a cabeça, a nuca, depois descendo pela coluna vertebral, as pernas e saindo pelos pés; através dos órgãos internos, do corpo todo. O que levamos a circular assim pelo corpo não é o ar mas a sua energia, e podemos sentir perfeitamente essa circulação e os pontos onde há bloqueios que, com a prática, vamos aprendendo a desfazer. Importante: em todo exercício feito com o ar deve-se visualizá-lo carregado de energia benéfica, luminosa e de alegria. A respiração deve ser abdominal, ou seja, é o abdômen que expande e contrai com a inspiração e expiração, não o tórax. Também é fundamental dinamizar emoções de afeto, carinho, amor e alegria. Na respiração energética inspiramos serenamente o ar levando sua energia para todo o corpo, preenchendo-o com ela. É bom lembrar que o trabalho da mente é essencial, porque é ela quem dinamiza e comanda todas estas operações com o poder e a eficiência que formos capazes de lhe imprimir. Não é o caso de se fazer esforço mental mas um tranqüilo e poderoso comando, assentado na prática e na vontade. A revitalização do subconsciente é trabalho para muita persistência, na criação de imagens mentais positivas, na geração sistemática de vibrações de elevado teor, em engramas ou afirmativas que ajudam a condicionar o comportamento. Os exercícios de relaxamento com visualizações positivas representam instrumentos poderosos porque alcançam também o inconsciente, num trabalho, embora lento, de transmutação energética. Esta é apenas uma mínima amostra, o entreabrir de uma cortina para as possibilidades que temos em nosso interior, visando buscarmos e alcançarmos um estado de equilíbrio físico e mental. São os primeiros passos no caminho que nos leva ao bem-viver, embora tenhamos de trilhar ainda por ele em longas buscas, experimentações e aprendizados, através de “N” reencarnações até alcançarmos um estágio no qual seremos capazes de comandar conscientemente todo o nosso sistema orgânico e psíquico. Como podemos observar, o autoconhecimento não se restringe à identificação dos próprios valores positivos e negativos, mas também aos extraordinários recursos com que o Criador nos beneficiou.
Todos querem ter saúde e bem-estar, mas poucos se dispõem a dar os primeiros passos para o conhecimento dos mecanismos internos que regem os estados saudáveis ou enfermiços, tanto físicos, quanto psíquicos... Isto, quando esses passos representam esforço e disciplina.
Dissemos, na primeira parte desta seqüência, que o nosso inconsciente assemelha-se a um porão repleto de imagens mentais saturadas de angústia, desencantos, frustrações... carreando energias pesadas para o sistema energético, gerando os mais diversos problemas, desde orgânicos até psíquicos. São o resultado das longas jornadas reencarnatórias, com experiências das mais variadas, muitas delas carregadas de pesadas emoções, ou ainda, de tristezas e fracassos a se arrastarem na lentidão dos anos, marcando profundamente a alma com cicatrizes de difícil remoção. Na outra vertente encontramos, em nosso psiquismo de profundidade, um lastro de impulsos vibrando no ódio, no orgulho, nas ânsias de poder, na agressividade... e ficamos admirados ao observar como eles ainda nos dominam, apesar dos esforços que fazemos para vivenciar o amor, a humildade, a mansuetude e outros valores que tentamos incorporar à nossa natureza. Podemos perceber então, como, vez por outra, todos esses esforços se neutralizam ante as forças que ainda nos influenciam a partir do nosso subconsciente. É quando, desanimados, vamos deixando ao encargo do tempo as transformações que entendemos necessárias à nossa evolução. Mas, pelo que dizem os espíritos, estamos em plena transição de “mundo de provas e expiações” para um novo formato, o de regeneração. Diante disso, surge a necessidade imperiosa de trabalharmos com mais intensidade pelo nosso crescimento interior, dando-lhe prioridade em nossas atenções e esforços, mesmo porque esse crescimento é todo direcionado ao nosso próprio bem-estar, em todos os sentidos. Uma das formas mais eficientes para a renovação das imagens do inconsciente é a de injetar-lhe outras de teor positivo, luminoso. Para tanto, é necessário começarmos a nos vigiar continuamente, a observar o tipo de pensamentos e emoções que estamos desenvolvendo e dar-lhes rumos mais adequados, quando for o caso. Além disso, passarmos a gerar imagens e emoções benéficas de contentamento, fé, otimismo, confiança, serenidade e, sobretudo, amor. Por certo isto não é fácil, mas quando entendemos a importância da revitalização do nosso subconsciente e sabemos que cada imagem ou emoção benéfica que geramos representa a transmutação de alguma parcela desse lixo que vibra nas profundezas da alma, por certo haveremos de priorizar tais exercícios e transformá-los em hábito, de todos, o mais salutar. Podemos também afirmar que essas práticas representam poderoso instrumento no combate à depressão, mal que vem grassando cada vez mais e mais, destruindo tantas vidas. Como instrumento dos mais importantes para essa revitalização, podemos citar os exercícios de relaxamento com visualizações positivas. Há vários trabalhos dessa natureza, em fita cassete e em CD, que podem ser encontrados em casas comerciais específicas. São induções e criações mentais que, repetidas, vão-se armazenando e gerando memória no subconsciente, com incalculáveis benefícios para quem os pratica diuturnamente. Para que o leitor tenha idéia de como são feitas essas visualizações podemos citar o CD intitulado Relaxando, que acompanha o livro Práticas para o Bem-Viver, de nossa autoria. São 12 exercícios dessa natureza, cada um com temática diferente. O primeiro, por exemplo, começa com um trabalho respiratório, depois o relaxamento. A música vai cedendo lugar ao canto de pássaros no ambiente de uma floresta, onde levamos o ouvinte a observar uma árvore, seu tronco firme, os galhos fortes, as folhas tocadas por suaves ventos; a reparar em sua postura majestosa, na tranqüilidade com que ela enfrenta as tempestades, as estiagens ou inundações, sempre serena e forte. Em seguida é levado a se aproximar, justapor-se a ela e sentir como fosse a própria árvore, observando a seiva subindo da terra através dos pés, das pernas, passando para o corpo, os braços, a cabeça... trazendo energia e vida; a sentir em seu corpo e na mente a serena força, o tranqüilo poder da arvore e dizer a si mesmo, buscando imprimir fortemente em seu interior, a seguinte idéia: “é com esta força... com esta mesma tranqüilidade e confiança, com este poder da natureza que eu vou vencer todas as dificuldades que possam surgir no meu caminho”. Nos demais exercícios há o desenvolvimento de auto-estima, amor fraterno, luz interior, ligação com o Criador, varredura energética, trabalho com os chacras, e outros. As visualizações a que nos referimos também podem ser feitas apenas com o uso da própria imaginação, mas são muito mais produtivas e eficientes, quando conduzidas por outrem, ou por uma gravação, porque a mente e o conjunto das potencialidades psíquicas ficam inteiramente disponíveis para as elaborações que vão sendo apresentadas. Além disso, quando se vai fazer um exercício desses, sem essa condução exterior, a tendência é a fuga do pensamento para suas próprias criações. Mas há também outras práticas de que podemos lançar mão, tais como, a constante criação de imagens mentais positivas, geração sistemática de vibrações de elevado teor, uso de engramas ou afirmativas que ajudam a condicionar o comportamento, tais como: “quero ser uma presença benéfica, onde estiver”. Estas e outras “práticas para o bem-viver” propiciam a geração e harmonização de forças internas que nos beneficiam em todos os sentidos. Não geram dependência, não têm contra-indicações nem produzem despesas de farmácia. Exercício simples, mas de efeitos poderosos, que pode ser feito a qualquer instante e em qualquer lugar: Olhe para alguma pessoa das proximidades e envolva-a em vibrações de afeto, dizendo-lhe mentalmente: “quero que você esteja bem, com saúde, paz, equilíbrio. Quero que tenha sucesso em sua vida profissional e sentimental; que tenha paz e harmonia em seu coração; que Deus o abençoe e faça feliz”. Faça esta mesma vibração para as outras pessoas do ambiente, uma a uma. Se não houver pessoas presentes, elas podem ser dirigidas a vizinhos ou a quaisquer outros de que se lembrar, conhecidos ou não. O importante é a dinamização do amor, a mais poderosa e luminosa energia “psi” que podemos gerar.
Por que pessoas inocentes sofrem Por que pessoas inocentes sofrem, como acontece nas catástrofes? Evolução é força da vida, regida pelas leis naturais. O ser humano só evolui mais rapidamente através do sofrimento, e as grandes dores coletivas têm essa finalidade. A referência é feita principalmente à evolução moral e espiritual. Ocorre também que nas profundezas do nosso espírito fulguram as leis cósmicas, e do conflito entre o que determinam essas leis e a realidade da nossa vivência nasce o remorso, que nem sempre chega à zona consciente, ou seja, nosso subconsciente pode estar em chamas sem que disso tenhamos consciência. As causas desse remorso podem estar nesta mesma vida, ou ancoradas em passadas reencarnações. Pode-se dizer, então, que esses núcleos do subconsciente atuam como pólos magnéticos a atrair ou conduzir a pessoa para situações de resgate. Em muitos casos é a própria pessoa quem elabora um programa dessa natureza, antes da sua reencarnação.
Da mente divina, luz infinita, flua luz para a minha mente. Que meu pensamento se ilumine e se engrandeça nessa luz de Deus, e eu possa sintonizar com a consciência cósmica, nas fontes da vida infinita. Do coração do universo, fonte eterna de amor e de alegria, fluam amor e alegria para o meu coração. Que meus sentimentos possam vibrar na fraternidade e no contentamento, em comunhão com o Pai, para que a minha mente aprenda a pensar com amor e meu coração, a amar com sabedoria. Guarda-me ô Criador, em Tua luz...
O que ensina o (FENG SHUI) Para nos protegermos das energias negativas
"Todos nós sabemos,que as energias negativas são uma das preocupações do ser humano. Procurar fugir delas é tolice. Elas nos alcançam em qualquer lugar do planeta. Mas podemos nos defender, começando a tomar uma série de atitudes e providências. Abaixo, seguem seis dicas para começarmos a combatê-las. 1. NÃO TEMER NINGUÉM; Uma das armas mais eficazes na subjugação de um ser é impingir-lhe o medo. Sentimento capaz de uma profunda perturbação interior, vindo até a provocar verdadeiros rombos na aura, deixando o indivíduo vulnerável a todos os ataques. Temer alguém significa colocar-se em posição inferior, temer significa não acreditar em si mesmo e em seus potenciais, temer significa falta de fé. O medo faz com que baixemos o nosso campo vibracional, tornando-nos assim vulneráveis às forças externas. Sentir medo de alguém é dar um atestado de que ele é mais forte e poderoso. Quanto mais você der força ao opressor, mais ele se fortalecerá. 2. NÃO SINTA CULPA; Assim como o medo, a culpa é um dos piores estados de espírito que existem. Ela altera nosso campo vibracional, deixando nossa aura (campo de força) vulnerável ao agressor. A culpa enfraquece nosso sistema imunológico e fecha os caminhos para a prosperidade. Um dos maiores recursos utilizados pelos invejosos é fazer com que nos sintamos culpados pelas nossas conquistas. Não faça o jogo deles e saiba que o seu sucesso é merecido. Sustente as suas vitórias sempre! 3. ADOTE UMA POSTURA ATIVA; Nem sempre adotar uma postura defensiva é o melhor negócio. Enfrente a situação. Lembre-se sempre do exemplo do cachorro: quem tem medo do animal e sai correndo, fatalmente será perseguido e mordido. Já quem mantém a calma e contorna a situação pode sair ileso. Ao invés de pensar que alguém pode influenciá-lo negativamente, por que não se adiantar e influenciá-lo beneficamente? Ou será que o mal dele é mais forte que o seu bem? Por que será que nós sempre nos colocamos numa atitude passiva de vítimas? Antes que o outro o alcance com sua maldade, atinja-o antecipadamente com muita luz e pensamentos de paz, compaixão e amor. 4. FIQUE SEMPRE DO SEU LADO; A maior causa dos problemas de relacionamentos humanos é a "Auto-Obsessão". A influência negativa de uma pessoa sobre outra sempre existirá enquanto houver uma idéia de dominação, de desigualdade humana, enquanto um se achar mais e outro menos, enquanto nossas relações não forem pautadas pelo respeito mútuo. Mas grande parte dos problemas existe porque não nos relacionamos bem com nós mesmos. 'Auto-Obsessão' significa não se gostar, não se apoiar, se autoboicotar, se desvalorizar, não satisfazer suas necessidades pessoais e dar força ao outro, permitindo que ele influencie sua vida, achar que os outros merecem mais do que nós. Auto-obsediar-se é não ouvir a voz da nossa alma, é dar mais valor à opinião dos outros. Os que enveredam por esse caminho acabam perdendo sua força pessoal e abrem as portas para toda sorte de pessoas dominadoras e energias de baixo nível. A força interior é nossa maior defesa. 5. SUBA PARA POSIÇÕES ELEVADAS; As flechas não alcançam o céu. Coloque-se sempre em posições elevadas com bons pensamentos, palavras, ações e sentimentos nobres e maduros. Uma atmosfera de pensamentos e sentimentos de alto nível faz com que as energias do mal, que têm pequeno alcance, não o atinjam. Essa é a melhor forma de criar 'incompatibilidade' com as forças do mal e energias incompatíveis não se misturam. 6. FECHE-SE ÀS INFLUÊNCIAS NEGATIVAS. As vias de acesso pelas quais as influências negativas podem entrar em nosso campo são as portas que levam à nossa alma, ou seja, a 'mente e o 'coração'. Além de manter o coração e mente sempre resguardados das energias dos maus pensamentos e sentimentos, fuja das conversas negativas, maldosas e depressivas. Evite lugares densos e de baixo nível. Quando não puder ajudar, afaste-se de pessoas que não lhe acrescentam nada e só o puxam para o lado negativo da vida. O mesmo vale para as leituras, programas de televisão, filmes , músicas e passatempos de baixo nível. "
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